terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Vazio das Baladas - Um Testemunho



Sábado à Noite

Era sábado à noite...
O único lugar aberto depois das 22 horas, era uma lanchonete, recentemente inaugurada na pequena cidade australiana à beira-mar, onde moravam meus pais. Entrei lá com um amigo e já estava para me sentar à mesa, quando me chamou a atenção uma Bíblia aberta sobre a mesa ocupada pelos proprietários.
"São cristãos", disse meu amigo.
Engolindo rapidamente meu café, eu falei: "Vamos sair daqui", e logo fui em direção à porta.

Filha da Noite
Para mim, cristãos eram desmancha prazeres, tão cheios de retidão e imaculados, sempre dando lições de moral. Eu queria viver! Na escola eu costumava zombar dos cristãos, dizendo que os daria como comida aos leões. Quando vinham os Gideões, que anualmente distribuíam Bíblias, eu as rasgava diante deles e punha fogo nas páginas com o meu isqueiro. Como uma filha da noite, eu me vestia de preto e estava inteiramente envolvida com a vida noturna de Kings Cross, Sydney, na Austrália. Lá me encontrava com outros tipos das ruas, que tornaram-se a minha família depois que saí de casa aos 16 anos de idade. Perambulávamos juntos pelas ruas.
Entretanto, quando tornava a visitar a minha cidade natal, invariavelmente voltava a freqüentar aquela lanchonete, pelo simples fato de estar aberta até altas horas da noite. Para meu aborrecimento, os donos, ex-hippies, costumavam orar.
"Você é maluco", falei ao dono uma noite. "Deus não existe! Somente acreditarei em Deus, se puder vê-lo."
"Bem", disse Perry, "ore e conte isto para Deus."
Encolhi meus ombros com descaso, virei-me e saí.

Sob o Brilho do Cruzeiro do Sul
No quintal da casa dos pais, parei um instante antes de entrar. Era uma dessas noites brilhantes sob o Cruzeiro do Sul, as estrelas grandes e luminosas, e o perfume dos eucaliptos enchendo o ar quente marítimo. Olhando para o céu, lancei o desafio: "O.K., Deus, se você está aí, desça e prove isto para mim." Não sabendo quem era esse Deus, eu só queria saber se existia um, quer fosse Alá, Buda, Krishna ou seja qual for. Evidentemente nada aconteceu e eu fui deitar, sentindo-me justificada.

A Prova Final
Naquela noite não tive um sono tranqüilo. A nossa cachorra agitada, propensa a acessos de latidos durante a noite, manteve-me acordada a maior parte do tempo. Sempre que eu abria a porta para acalmá-la, a fim de não receber queixas dos vizinhos, um medo irracional apoderava-se de mim. E se Deus estivesse ali fora? Cerca de duas horas da madrugada, saí mais uma vez. Tudo ao redor de mim estava inundado de luz, embora fosse no meio da noite. Uma figura de cabelos escuros e com barba, vestido com uma túnica branca estava parado diante de mim. Instintivamente eu sentia que era Jesus! Não era uma alucinação, pois já há alguns dias eu não havia ingerido álcool, nem drogas. Vi-O colocar Sua mão sobre a cachorra, que em vez de rosnar como fazia com estranhos, deitou-se calmamente aos Seus pés.

O Tempo Parecia Ter Parado
Mas foram os Seus olhos, o que eu mais reparei. Pude ver neles a majestade, o poder e a santidade do Todo-Poderoso, o grande Eu Sou, o Criador de todo universo, e Juiz da humanidade, que poderia ter-me matado com um olhar. Ao mesmo tempo, vi nos Seus olhos amor e compaixão infinitos, que O levaram ao Calvário para salvar a mim e a humanidade perdida. Mais tarde, ouvi dizer que se os pregos não O tivessem mantido pendurado na cruz, o Seu amor O teria mantido lá. E este amor foi o que eu senti naquele momento, envolvendo-me toda. Este encontro durou apenas alguns momentos, mas para mim parecia como uma eternidade, como se o tempo tivesse parado. Quanto voltei para meu quarto, o meu medo desapareceu e eu tive uma profunda sensação de paz. Então ouvi uma voz dizer: "Peça e você receberá."

Bizarro
Um incidente bizarro e estranho, que eu preferia esquecer, mas não consegui.Na manhã seguinte, quando entrei na sala, dei de cara com as seguintes palavras na tela da TV: "Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão." Eram as mesmas palavras que eu ouvira na noite anterior. Agarrei os lados da televisão como uma louca.
"Ei! O que você está fazendo?" protestou minha mãe.
"Você assiste televisão demais", respondi, e desliguei o aparelho, saindo com uma atitude desafiadora.
Fiquei apreensiva. E se Deus fosse real? As implicações seriam chocantes. Eu tinha que saber mais a respeito desse Jesus. Encontrando uma Bíblia, abri-a ao acaso e eu li: "Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão" (Mateus 7.7 BLH). Entrei em pânico. Fechei a Bíblia com força e joguei-a sobre o aparador, onde ela estivera num canto.

A Decisão
Um pensamento me perseguia: "Você está perdida. Dessa vez você se meteu em algo profundo demais." Um tipo durão que para nada ligava, que ia em busca de prazer, eu era um tanto difícil de ser convencida, mas o que acontecia não era mera coincidência. Eu O havia visto, eu O havia escutado; lera as Suas Palavras duas vezes, na TV e na Bíblia. Teria que tomar uma decisão. Ou eu escolhia Jesus e tornava-me uma cristã, ou voltava as costas para Ele. Mas, jamais poderia afirmar novamente que Deus não existe.
Escolher Jesus significava dizer adeus à minha liberdade, meus prazeres, à animação da minha vida nas ruas. Será que eu agüentaria isto? Quando eu finalmente me entreguei, foi um puro ato de vontade.

Alguns dias depois, voltei à lanchonete. "Preciso me tornar uma cristã", disse a um Perry estupefato. Ele e a esposa Sandi logo me levaram para a minúscula cozinha, onde, espremida entre o fogão quente e a janela de grades, falei a Oração do Pecador, frase por frase, repetindo o que eles diziam. Foi um dos momentos mais sem emoção da minha vida.
"E o que acontece agora?" perguntei.
"Leia a Bíblia e Deus lhe mostrará."
E Ele o fez.

O Número 666
Comecei com o Apocalipse, o último livro da Bíblia, mantendo o meu padrão de leitura, ou seja: descobrir como termina a história. Queria simplesmente ter a certeza de que eu estaria do lado do vencedor. Havia tantos deuses no mercado. Eu jamais duvidara da existência de Satanás. Através de amigos satanistas, eu sabia que ele era para ser temido e respeitado, mas, no meu entender, ele era mais como um "padrinho" da Máfia, do que como o mais alto deus, porque nem sempre as suas artimanhas eram eficazes. O cristianismo era novo para mim, portanto, eu queria só testar Jesus.
O meu espanto cresceu à medida em que lia no Livro do Apocalipse as Suas palavras e as Suas promessas, inclusive a profecia sobre o futuro. Então tive outro choque: o número da Besta. O número 666 há muito me era conhecido, como a canção de uma banda de rock favorita, a "Iron Maiden". Mas nunca soubera que estava na Bíblia. Havia mais coisas nas Escrituras Sagradas do que eu imaginava. O mais importante de tudo é que elas provavam que Jesus é o Vencedor final. Ele destruiria a Besta. Ele voltaria para fazer tudo ficar novo.

O Último Elo
Aos poucos, Ele convenceu-me dos pecados da minha antiga maneira de viver. Gradualmente fui deixando os maus hábitos e as más companhias e, pela primeira vez em minha vida, comecei a freqüentar a igreja. Para proteger-me, eu sempre levava uma navalha comigo. Quando entreguei esta arma ilegal a polícia, e penhorei a minha jaqueta preta, quebrei o último elo com a minha antiga vida. Finalmente, a mudança em minha vida foi tão visível, que até meus pais notaram. Já com quase 18 anos quando conheci Jesus, comecei a descobrir as coisas das quais Deus me havia poupado. Aquilo que para mim fora o mais difícil de deixar - minha liberdade, meu anseio por diversão e agitação - teria me destruído, se eu os tivesse deixado me dominar como antes. Trajicamente, quase todos os meus companheiros das ruas, desde então, já morreram de overdoses. Certa vez, aconteceu de encontrar-me com alguns velhos conhecidos, e perguntei: "Oi! Vocês se lembram de mim?" Olhando-me cuidadosamente, eles responderam devagar: "Andávamos nos perguntando o que teria acontecido com você. Pensamos que você tivesse morrido há anos atrás."

É Preciso Ter Coragem
Sempre pensei que os cristãos fossem molengas, mas vejo que é preciso ter coragem para ser cristão. Tive muitas lutas, e algumas vezes pensei que tivesse que largar tudo. Mas, quanto mais eu lia a Bíblia, mais eu conhecia Jesus como pessoa, e foi isto o que me manteve na caminhada. Descobri que Ele era um Deus de amor, e não uma escultura em pedra. Ele não estava ali me espreitando, à espera de que eu fizesse algo errado. Ele estava do meu lado e queria o que havia de melhor para mim.

Fugindo?
Hoje, quando encontro jovens vestidos de preto perambulando no centro da cidade, ou andando à toda velocidade em suas motos, meu coração fica apertado, pois posso ver-me na maneira em que agem. Quando a gente começa a falar com eles, percebe-se que bem lá no fundo eles estão magoados e sofrendo, mesmo que eles jamais admitam ser isto verdade.A minha maneira de reagir à dor em meu interior, foi a de ser agressiva e rebelde. Alguns tomam drogas. Outros buscam a bebida; enquanto outros se envolvem com sexo. Cada um tem uma maneira diferente para entorpecer a dor. Mas somente Jesus pode curar a dor da sua alma, de tal maneira que você não sofra mais. Bernette.

Esta é uma história verdadeira. Para ler mais, escreva-nos para um exemplar grátis de Tudo Começou Numa Discoteca, de M. Basilea Schlink

domingo, 23 de janeiro de 2011

Amor só de mãe

Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti (Isaías 49.15). 

É comum ouvir pessoas dizendo: “Amor, só de mãe”. Embora isso seja uma grande verdade, vivemos dias em que mães abandonam recém-nascidos. Além disso, pais e filhos não se entendem; há um conflito de gerações. E, como a sociedade é formada por famílias, a cada dia aumenta a violência, a imoralidade e outros males. 


Muitas dessas famílias possuem em casa um exemplar da Bíblia. Apesar disso, os pais jamais tiveram tempo para lê-la com os seus filhos. Talvez seja esse o seu caso, prezado amigo. E, por isso mesmo, ainda não tenha descoberto nesse glorioso Livro — inspirado por Deus — que existe um amor maior que o de mãe! 


O amor divino transcende o amor de pai e mãe. Ainda que você se sinta abandonado por todos os seus entes queridos, se confiar no Pai celestial, poderá dizer: “... quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá” (Salmos 27.10). 


Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16). Quais são as características do maior amor, o de Deus:


 • Voluntário. “Deus amou”. Foi um ato espontâneo, sem que a humanidade fizesse algo para merecê-lo. Afinal, segundo a Palavra de Deus, todos os homens são pecadores por natureza (Romanos 3.23; 5.12; 11.32). 

• Universal. Ele amou “o mundo”; toda a humanidade foi amada por Jesus Cristo, que por ela derramou o seu precioso sangue (Romanos 5.8). 

• Imensurável. Ele amou “de tal maneira”. É impossível definir a grandeza desse amor. 
• Provado. Deus “deu o seu Filho unigênito”. Amor só de palavras sequer pode ser chamado de amor. Mas o Todo-Poderoso provou que nos ama de verdade ao enviar o que tinha de melhor, o seu próprio Filho. 

O que fazer para ser alcançado pelo amor divino? A Palavra de Deus responde: “... para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. É preciso crer, que aqui implica confiar. E confiança envolve entrega: 


Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará (Sl 37.5).


Caro amigo, entregue agora mesmo a sua vida ao amoroso Jesus. Ore assim: 
Pai amoroso, arrependo-me dos meus pecados e confesso que o seu Filho Jesus Cristo é, a partir de agora, o meu Senhor e Salvador, que por mim morreu, a fim de que eu tenha a certeza da vida eterna. Amém. 

Que o seu coração seja agora mesmo inundado pelo amor de Deus!



Fonte: http://www.adguarapari.com.br/c/35

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fique do Lado da Vitória - VOLTE PARA JESUS


Você precisa acreditar na vitória. Ela é sempre possível. E freqüentemente difícil. A derrota se desenvolve com maior facilidade, você desanima. Você não deve nem pode entregar os pontos. Precisa lutar. Precisa resistir. Precisa perseverar.
 A vitória e a derrota são experiências extremamente opostas. Produzem resultados e sensações diferentes. É claro que você prefere a vitória. Mas pode se dar o caso de você ter desistido da vitória e se acomodado com a derrota. Muito provavelmente por causa do desânimo provocado pelo acúmulo de recentes derrotas.
Vamos, volte para o lado da vitória. A vitória é muito mais saudável que a derrota. Esqueça as experiências negativas, ponha outra vez as mãos no arado e não olhe para trás. Olhe para Jesus. Lembre-se da sua própria experiência: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33).
 Você precisa ficar do lado da vitória. A espetacular vitória do bem sobre o mal. A vitória escatológica certa e segura e a vitória do dia-a-dia. A vitória sobre a tendência pecaminosa, sobre a carne, sobre a tentação, sobre a oposição, sobre as pressões, sobre as circunstâncias, sobre o descuido, sobre os excessos, sobre as sutilezas, sobre a mídia, sobre o sofrimento, sobre a traição, sobre o desânimo, sobre o diabo.
Talvez não haja outro livro da Bíblia que encoraje tanto o processo de vitória como o Apocalipse. Certamente porque é o livro que encerra a revelação de Deus e expõe o fim da história, deixando às claras a vitória absoluta do Cordeiro de Deus. Sirva-se de todo este estímulo e torne-se um vencedor. Ou, quem sabe, um mais que vencedor: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37). Se neste final de semana procurar ouvir o Evangelho de Jesus com crentes fiéis, você começa a caminhar com a vitória de Cristo na sua vida.

Notas Bibliográficas
Apocalipse 2:26 "Àquele que vencer e fizer a minha vontade até o fim darei autoridade sobre as nações."
 

Essa mensagem foi extraída do livro “Em Letras Grandes”, de autoria do Pastor Elbén L. César, diretor presidente da editora Ultimato. Acesse e conheça a editora:www.ultimato.com.br

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

3 razões por que você precisa de Jesus

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Porque você tem um passado!

Você não pode voltar ao passado, mas Ele pode. A Bíblia diz "Jesus é o mesmo ontem, hoje e para sempre." (Hebreus 18:13) Ele pode entrar naquelas áreas da sua vida em que houve pecado e fracasso, para enxugar toda lágrima, limpar toda marca e dar a você um novo começo.

Porque você precisa de um amigo!

Jesus conhece o que há de pior em você, mas Ele acredita no seu melhor. Por quê? Porque Ele não te vê como você é. Mas como você será depois dEle ter agido em sua vida. Por isso, Ele é um amigo de verdade.

Porque Ele tem o seu futuro nas mãos.

Em quem mais você pode confiar? Nas mãos dEle você fica tranquilo e seguro hoje, amanhã e por toda eternidade. A Palavra diz: "Porque sou eu que conheço os planos que tenho pra vocês... planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano. Planos de dar-lhes esperança e um futuro." (Jeremias 29:11 a 13)

Se você quer ter um relacionamento pessoal com Jesus hoje, por favor, faça esta oração:
"Senhor Jesus, eu o convido para entrar em minha vida. Eu creio que morreste por mim e que teu sangue pagou o preço por todos os meus pecados e me deu o dom da vida eterna. Pela fé eu recebo este dom e reconheço a Ti como meu Senhor e Salvador. Amém."

Se você fez esta oração e gostaria de entrar em contato conosco:
Caixa Postal: 90538 - CEP 25620-971
Petrópolis, RJ - Brasil - Tel e Fax: (24) 2249.0964

palavraparahoje@yahoo.com.br

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

NATAL - Felicidade e Paz



O hino de Natal mais conhecido no mundo certamente é "Noite Feliz". Ele já foi traduzido para mais de 300 línguas e dialetos. Entretanto, apesar de se cantar "Noite feliz, noite de paz...", muitos estão estressados e cansados. O mundo comemora o Natal, mas realmente nada sabe da felicidade e paz que Deus quer dar a todos.

Jesus, sendo verdadeiro Deus, tornou-se homem para tomar sobre si nossa imperfeição e nossa pecaminosidade. Ele veio como o dom inefável de Deus (o presente indescritível, veja 2 Co 9.15), para entregar-se como sacrifício expiatório por nós. Jesus veio a este mundo para destruir as obras do diabo (1 Jo 3.8) e para que possamos ter um lugar no céu. Ele veio como Luz em nossa noite, como Eterno em nosso tempo limitado, como portador da Paz em nosso medo, como Salvador em nossa perdição. Através de Jesus veio a vida ao nosso mundo de morte, a alegria a uma humanidade amargurada, o amor de Deus a uma sociedade cheia de ódio. Ele nos deu firmeza em nossa falta de fundamento e, como Redentor do mundo, trouxe a verdadeira salvação em nosso desamparo. Jesus veio para habitar conosco – mesmo depois de passado o Natal. O idoso Simeão disse sobre Ele:"...porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para glória do teu povo de Israel" (Lc 2.30-32).


O Natal não é nada daquilo a que estamos acostumados e que vemos à nossa volta hoje em dia: as tradições, os costumes, os presentes e as comemorações... Não, o Natal é muito mais: em Seu amor sem limites, Deus nos deu Seu Filho. Desse modo, o Natal somente terá verdadeiro significado para nós se aceitarmos esse presente de Deus e consagrarmos nossa vida a Jesus Cristo pela fé. 

Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Melhor de Todos os Presentes



O Natal é a época do ano em que enfrentamos shoppings lotados, gastamos até o último tostão e estouramos o limite do cartão de crédito tentando comprar presentes para todos os que amamos – e até para alguns que não amamos.
Mas o maior presente de todos não custa nem um centavo. Não é preciso ficar em pé numa loja apinhada de gente esperando ser atendido para poder comprá-lo. Não é preciso esvaziar a carteira para pagar por ele. E não é preciso sacar o cartão de crédito e acrescentar mais um débito à sua conta já sobrecarregada.
De fato, não é possível comprar esse presente. Tudo o que podemos fazer é recebê-lo. Outra pessoa o comprou para nós. E lhe custou tudo o que tinha.
Na verdade, ele é um presente de muitas facetas, como uma jóia – mas muito melhor. Ele nunca sai de moda. Não se pode perdê-lo. Ele não pode ser arrancado, nem roubado. Ele jamais se quebra, nem precisa de conserto. Não precisamos comprar uma garantia para ele. Além disso, à medida que o tempo passa, ele vai melhorando cada vez mais.
Esse presente existe em quantidade suficiente para todas as pessoas do mundo. Infelizmente, muita gente não sabe nada a respeito dele, ou não entende que tudo o que precisa fazer é pedi-lo. Ninguém jamais tem seu pedido recusado.
Esse é o melhor presente de Natal que alguém pode receber. Aqui estão algumas coisas que vêm junto com ele: perdão dos pecados (Ef 1.7), paz (Jo 14.27), amor (Rm 8.35), vida eterna (Jo 3.16), vida abundante (Jo 10.10), a garantia de uma herança (Ef 1.3,11,14) e um corpo novinho em folha, no futuro (1 Co 15.50-54).
Para receber esse presente, tudo o que você tem a fazer é concordar com Deus e admitir que você é pecador. A Bíblia diz: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Ec 7.20). Se você já fez alguma coisa que o próprio Deus não faria, você está fora dos padrões dEle (Lv 20.7; Rm 3.23). Portanto, está qualificado a receber esse presente. Na verdade, você precisa dele. Foi por isso que Deus o preparou para você.
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo [o Messias] morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Jesus recebeu o castigo pelos pecados que você cometeu, porque Ele o ama. E, porque Ele é Deus, ressuscitou dentre os mortos e está pronto a dar-lhe o presente da vida eterna. Tudo o que você tem a fazer é pedir.
Mas como você pode ter certeza de que Ele realmente lhe dará esse presente? Porque Ele mesmo diz: “O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).
Você não gostaria de receber agora mesmo o presente da vida eterna que Deus tem para lhe dar? Basta pedir. Será o melhor presente que você já ganhou na vida. E não existe melhor época para recebê-lo do que agora! 

Israel My Glory - http://www.ajesus.com.br

sábado, 11 de dezembro de 2010

O Homem que é Deus



O Homem: No Natal surgiu em meio à história mundial um homem totalmente integrado nela, mas em muito superior a ela: Jesus Cristo. Ele é inteiramente diferente, singular. Movimentou o mundo como ninguém antes ou depois dEle. A Encyclopaedia Britannica utiliza 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Sua descrição ocupa mais espaço que as biografias de Aristóteles, Cícero, Alexandre Magno, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte. O homem Jesus tornou-se o maior tema da história mundial. Sobre nenhum outro se escreveu mais do que sobre Ele. A respeito de ninguém se discutiu tanto quanto sobre Jesus. Ninguém foi mais odiado, mas também mais amado; combatido, mas também mais louvado. Sobre nenhum outro foram feitas tantas obras de arte, hinos, poemas, discursos, e compêndios do que sobre Cristo. Diante dEle dividem-se as opiniões – uns gostariam de amaldiçoá-lO, outros testemunham que sua vida foi radicalmente mudada por Jesus e enchida de esperança. Não é possível imaginar a história humana sem Jesus. Na época do Natal, milhões comemoram Seu nascimento consciente ou inconscientemente. Na Páscoa, lembra-se da Sua morte e ressurreição; na Ascensão, da Sua volta para Deus; e no dia de Pentecostes do nascimento da igreja que leva Seu nome, a igreja cristã. – Será que Ele é mais que um homem?

O Deus-Homem: A Bíblia diz que Cristo é, ao mesmo tempo e literalmente, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Lemos em 1 Timóteo 3.16: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele [Deus] que foi manifestado na carne...” E em 2 Coríntios 5.19 está escrito: “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” A vida terrena de Jesus nos mostra que Ele foi ao mesmo tempo verdadeiro homem, mas continuou também verdadeiro Deus. Percebemos muitos contrastes em Sua vida, tanto provas da Sua inteira humanidade, como da Sua perfeita divindade. Por exemplo, Ele sentia cansaço, mas ao mesmo tempo podia chamar para Si os cansados e dar-lhes a paz (João 4.6; Mateus 11.28). Jesus teve fome, mas era o próprio pão da vida (Mateus 4.2; João 6.35). Cristo teve sede, sendo ao mesmo tempo a água viva (João 19.28; João 7.37). Ele enfrentou a agonia da morte, mas curou todos os tipos de doenças e aliviou qualquer dor. Jesus foi tentado pelo diabo, mas expulsou demônios (Lucas 4.2; Mateus 8.31). Ele vivia no tempo e no espaço, mas era desde a eternidade (João 8.58). Jesus disse: “...o Pai é maior do que eu”, e também: “Eu e o Pai somos um”, ou: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.28; João 10.30; João 14.9). Ele mesmo orava, como também respondia às orações (Lucas 6.12; Atos 10.31). Ele derramou lágrimas junto à sepultura de Lázaro, mas tinha o poder para ressuscitá-lo (João 11.35,43). Ele morreu, mas é a vida eterna – Jesus é o homem perfeito de Deus e o Deus perfeito dos homens.

Por que Deus tornou-se Homem? Ele veio para revelar Deus a nós. Em Jesus Cristo, Deus se manifestou da forma mais clara. Ele é a prova de que Deus não se afasta do pecador, mas se volta para ele e ama todos os homens. Jesus veio para convencer este mundo de sua pecaminosidade e necessidade de redenção. Ele veio para morrer, como homem sem pecado, pelo pecado dos homens, para se entregar como sacrifício por eles, por uma humanidade que tinha caído através do primeiro homem, Adão. Agora, os homens podem ser salvos por Ele. Por isso, Jesus é chamado também de “último Adão” (1 Coríntios 15.45). Ele veio para destruir as obras do diabo, para tirar o poder da morte e para vencer o pecado. Tornar-se homem em Jesus foi a única possibilidade de Deus resgatar um mundo perdido: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.17).
Ele voltará: Jesus voltará como era (Atos 1.11). Do modo como foi e subiu ao céu, no mesmo corpo, mas glorificado, Ele retornará. Jesus, o homem que é Deus, o filho de Maria, a criancinha de Belém, o jovem de Nazaré, o Mestre da Judéia que curava, o homem do Calvário, voltará como Rei da glória e como Senhor dos senhores.
Muitos homens, conquistadores, reis e ditadores, já quiseram ser deuses, mas todos fizeram o sangue de homens ser derramado por eles. O imperador romano Augusto (sublime), que conhecemos da história do Natal, fazia-se chamar de “kyrios” (senhor) e até de “soter” (salvador). Mas o Deus que se tornou homem deu Seu sangue por este mundo. Por isso, somente Ele é o Salvador, que diz também a você: “...quem crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3.36). No homem perfeito Jesus, Deus torna perfeito a todo que O aceita em seu coração – você crê nEle.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A EXISTÊNCIA DE DEUS TESTEMUNHADA PELA CRIAÇÃO

     
O espetáculo do Universo sempre tem impressionado profundamente o ser humano, na variedade de suas belezas e harmonia de sua complexidade, na grandeza de suas distâncias e indecifrabilidade dos seus mistérios. 
     Após contemplar, maravilhado, a grandiosidade da Criação, o salmista Davi exclamou: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo" (Salmo 19.1-4. ARA).
     Toda a natureza não é mais que o desdobramento da glória de Deus, pois foi criada para ser seu reflexo, um testemunho do poder de suas mãos — é o que está maravilhosamente declarado nos 30 primeiros versículos do Salmo 104. 
     Todos os caminhos que o espírito pensante segue, a partir de qualquer ponto no extenso círculo do conhecimento humano, o conduzem para o centro de todas as coisas, para Deus. 
     Tudo — o Céu, a Terra, o dia, a noite, os astros, os átomos, o oceano e a gota de orvalho sobre a relva — tudo anuncia Deus.
     As pegadas do Criador impressas na Criação são por demais luminosas para que não sejam vistas. O escritor francês Montelet Claudius dizia que não era filósofo, mas nunca atravessava um bosque sem pensar naquele que fizera crescer aquelas imensas árvores; vinha-lhe sempre de longe o pressentimento da existência de um Ser supremo e desconhecido. 
     Sim, pois Deus nunca deixou de dar testemunho de Sua existência: toda a Criação é um livro aberto que em linguagem silenciosa, mas bastante clara, torna visível a nós o Invisível. Este foi um dos argumentos usados por Paulo e Barnabé na cidade de Listra, quando, para provar à população politeísta e idólatra que eles não eram deuses, falaram sobre o verdadeiro Deus: 
     "... o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há; o qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos. Contudo, não deixou de dar testemunho de si mesmo. Ele mostrou misericórdia, dando-vos chuvas do céu, e colheita em sua própria estação, enchendo de mantimento e alegria os vossos corações" (Atos 14.15-17).
     Milhões e milhões de globos celestes a rolar pelos espaços do Universo, descrevendo com incrível rapidez suas gigantescas trajetórias, sem nunca se desviarem dos eternos e invisíveis eixos onde foram colocados, proclamam a glória de Deus. A moderna Astronomia já conseguiu identificar algumas centenas de milhares de sóis, entre a 1ª e a 10ª grandeza. 
     Os grandes sistemas estelares são chamados de galáxias. Cada uma delas pode agrupar de um bilhão a um trilhão de estrelas. Ora, os cientistas calculam que o Universo seja composto de, no mínimo, 10 bilhões de galáxias. Tudo isto proclama a glória de Deus!


A GRANDEZA DO UNIVERSO

     Chama-se Universo "o conjunto de tudo quanto existe (incluindo-se a Terra, os astros, as galáxias e toda a matéria disseminada no espaço), tomado como um todo", segundo a definição do Dicionário Aurélio. A imensidão do espaço celeste está de tal forma acima da noção de distância usada por nós, seres humanos, que metros, quilômetros e milhas tornam-se medidas quase sem significação ou valor quando aplicadas às gigantescas longitudes existentes entre os astros. 
     Por esse motivo, o sistema criado para se medir essas distâncias chama-se ano-luz. Para o leitor ter uma idéia de como esse sistema funciona, basta saber que, em um segundo (exatamente o tempo que nós levamos para fechar e abrir imediatamente os olhos, o chamado "piscar de olhos"), a luz percorre 300.000 quilômetros.
     É por essa razão que, durante as chuvas com trovões e relâmpagos, vemos primeiramente o raio luminoso riscar o céu, e algum tempo depois é que ouvimos o barulho do trovão. Isto acontece porque o som demora muito mais tempo para chegar até nós do que a luz. Enquanto o som percorre 360 metros em um segundo, a luz percorre, no mesmo tempo, 300.000 quilômetros! Pois bem. Apliquemos agora estas informações à grandeza do Universo.
     A Terra está separada do Sol por uma distância de aproximadamente 150.000.000 (Cento e cinquenta milhões) de quilômetros. O mais veloz de nossos foguetes espaciais levaria mais de 10 anos para chegar lá (Caso isso fosse possível. Não é, porque o foguete se derreteria bem antes de chegar lá). 
     Porém, a luz gasta só oito minutos para percorrer esse imenso espaço que nos separa da estrela solar que nos aquece e ilumina! Denomina-se ano-luz a distância cujo percurso a luz leva um ano inteiro para percorrer, viajando à fantástica velocidade de 300.000 quilômetros por segundo! Isto significa percorrer uma distância 63.000 vezes maior que a que nos separa do Sol.
     Um ano-luz tem 9.450.800.000.000 (nove trilhões, quatrocentos e cinquenta bilhões e oitocentos milhões) de quilômetros. Para que se tenha uma idéia do quanto as distâncias no Universo são imensas, basta saber que Alfa do Centauro, a estrela mais próxima da estrela que nos ilumina, ou seja, o Sol mais próximo do nosso Sol, está distante da Terra em cerca de quatro anos-luz. É o nosso vizinho mais próximo!

QUEM CRIOU TANTAS MARAVILHAS?

     Quem criou e povoou de sóis e planetas esse grandioso Universo, cujo tamanho e distâncias estão infinitamente acima de nosso limitado entendimento? Quem deu movimento a esses gigantescos corpos celestes? Quem lhes dotou de ordem e harmonia tais que palavras humanas não conseguem exprimir? Quem foi que lançou os alicerces invisíveis e inabaláveis dos astros, e quem mantém a Terra suspensa sobre o Nada? Quem somos nós diante dessas imensidões, ou onde estávamos quando tudo isto foi criado?
     "Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?", perguntou o Senhor a Jó, ao longo dos capítulos 38 e 39 do livro que nos relata a história do velho patriarca de Uz. (Leia o artigo "Cientistas norte-americanos tentam responder as perguntas que Deus fez a Jó", publicado neste blog). "Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre o que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?" 
     Sugerimos que o leitor leia diretamente em sua Bíblia esses dois capítulos, cuja beleza e profundidade têm, ao longo dos séculos, conquistado a admiração e a reverência dos maiores estudiosos das grandezas e fenômenos do Universo.

"GENERAL, DEUS EXISTE!"

     Porém, conforme comentou um astrônomo, a maior parte dos seres humanos passa toda a sua vida sem voltar um só instante o pensamento para os grandes mistérios da Criação. 
     Sabe-se que o imperador Napoleão Bonaparte gostava muito de conversar sobre a existência de Deus. Certa vez, durante uma dessas conversas com o general Bertrand, este, que confessava-se ateu, perguntou a Napoleão:
     "Quem é Deus? Será que já o viste alguma vez?"
     Fitando-o calmamente, Napoleão respondeu:
     "General, nunca viste minha inteligência, porém, todas as vezes que presenciaste ou tiveste notícia de alguma das minhas vitórias, acreditaste em mim, e me exaltaste. E que são minhas vitórias diante das obras do Onipotente? Que são meus mais brilhantes feitos de armas diante do movimento das estrelas? Se, observando as ações de um homem, tu o consideras alguém dotado de grande inteligência, porque te negas a reconhecer a existência de um Deus Criador, cujas obras admiráveis estão espalhadas por toda a parte, e dão testemunho de Sua grandeza? General, Deus existe!"
     O grande filósofo grego Aristóteles, esforçando-se para deixar bem claro aos seus alunos ser impossível não reconhecer a existência e o domínio de Deus sobre a Natureza, disse certa vez que aquele que, em cima de um alto monte, vendo passar o exército dos gregos, tendo à frente os cavaleiros em seus cavalos, seguidos pelos carros de guerra e os combatentes a pé, será obrigado a pensar que alguém deve estar à frente, comandando aquela multidão de guerreiros. 
     Do mesmo modo, quem vê no mar um navio deslizando sobre as águas, sabe que existe um piloto a bordo, que o conduzirá ao porto de forma segura. Assim também aqueles que erguem os olhos para o céu e veem o Sol seguir seu curso do oriente para o ocidente, e toda a frota das estrelas em perfeita harmonia, certamente procurará saber quem é o Criador desses corpos celestes, pois jamais aceitará que tantas e tão perfeitas maravilhas estejam abandonadas e à deriva no céu, e sejam obra do acaso.
     Esse Criador é Deus. "Quão grande é Deus, quão grande é Deus" — dizia Ampere (1775-1836), o cientista descobridor da eletricidade — "e quão pouco é o que nós sabemos sobre ele!" Alguém já disse sabiamente que o mais alto conhecimento que podemos ter de Deus nesta vida, é saber que ele está sempre acima de tudo o que pensarmos a seu respeito.

OS HOMENS SERÃO INDESCULPÁVEIS

     Deus existe desde a eternidade, é a origem da Vida; tem a Vida em si mesmo. O Universo e tudo o que nele há foram chamados à existência pela sua onipotência, segundo o supremo modelo de sua sabedoria e bondade.
      "Que é todo esse mundo visível (perguntou o inspiradíssimo teólogo espanhol Luís de Granada) senão um grande e maravilhoso livro que vós, Senhor, escrevestes e oferecestes aos olhos de todas as nações do mundo, tanto de gregos como de bárbaros, tanto de sábios como de ignorantes, para que nele todos estudassem e conhecessem quem vós sois? Que serão, portanto, todas as criaturas do mundo, tão formosas e tão bem formadas, senão como letras divididas e iluminadas, que declaram o primor e a sabedoria do seu Autor?... 
     "E por vossas perfeições serem, Senhor, infinitas, e como não podia haver uma só criatura que as pudesse representar todas, foi necessário criar-se muitas, para que assim, a pedaços, cada uma por sua parte nos declarassem algo de tuas perfeições."
      As Escrituras Sagradas mostram que aqueles que se negam a reconhecer a existência de Deus, mesmo tendo os olhos do entendimento voltados para as suas inumeráveis obras, serão indesculpáveis. 
     É o que argumenta o apóstolo Paulo no primeiro capítulo de sua Carta aos Romanos, cujos versículos 19, 20 e 21 são considerados a base da chamada "Teologia natural" defendida pelo apóstolo: 
     "... visto que o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lhes manifestou. Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis. Pois tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes seus raciocínios se tornaram fúteis, e seus corações insensatos se obscureceram."
     Comentando esta passagem de Romanos, o grande pregador grego do século IV, João Crisóstomo, perguntava:
     "Deus então chamou os pagãos à viva voz? Decerto que não. Contudo, ele criou algo capaz de chamar a atenção mais do que as palavras. Ele colocou o mundo criado no centro, e deste modo podem o sábio e o ignorante, o grego e o bárbaro remontar do simples aspecto das coisas visíveis até Deus."
     A verdade é que a capacidade natural que permite ao ser humano reconhecer a existência de Deus a partir do testemunho da Criação atrofia-se pouco a pouco naqueles que se negam a usá-la. 
     O coração endurecido dessas pessoas, cujo maior objetivo na vida é gozar de tudo o que de perecível o mundo lhes oferece, não tem interesse algum em adquirir qualquer conhecimento acerca do Deus soberano que reina sobre todas as coisas.
     Porém, o fato de essas pessoas deixarem que essa capacidade natural de reconhecimento da existência do Criador se atrofie, por falta de uso, não significa que elas, apesar de possuírem um coração endurecido, não tenham sido dotadas dessa capacidade. Todos os seres humanos a possuem, e é por isso que muitos terão de responder diante de Deus por esse desconhecimento, conforme escreveu o apóstolo Paulo.
     Não poderíamos concluir este artigo sem citar uma belíssima oração do grande teólogo protestante francês Fénelon, e um belíssimo poema do nosso grande poeta romântico fluminense, que morreu aos 21 anos, Casimiro de Abreu. Em primeiro lugar, eis o texto sublime de Fénelon:
     "Meu Deus! Se tantos homens não te descobrem nesse belo espetáculo que lhes dás da Natureza inteira, não é que estejas tão longe deles. A tua luz resplandece nas trevas, mas as trevas são tão densas que a não compreendem. Manifesta-te em toda parte, mas em toda parte os homens, por descuidosos, não te veem.
     "Toda a Natureza fala de ti, e tece louvores ao teu santo nome, mas os homens, voluntariamente surdos, nada ouvem. Eles achar-te-iam, ó doce luz, ó eterna beleza sempre antiga e sempre nova, ó fonte de delícias, ó fonte de vida pura e bem-aventurada de todos os que vivem verdadeiramente... eles achar-te-iam, se te procurassem. 
     "Vivem de ti, mas sem pensar em ti. Adormecem no seio paternal e, cheios de sonhos mentirosos que os agitam no dormir, não sentem a mão poderosa que os ampara. A ordem e a beleza que derramas sobre a face das tuas criaturas é para eles como um véu que encobre os seus olhos doentes de incredulidade.
     "Ó miséria, ó noite espantosa que envolve os filhos de Adão! O homem só tem olhos para ver sombras, e a verdade parece-lhe uma miragem! O que nada é, é tudo para ele, e o que tudo é, nada lhe parece!
     "Ai da alma ímpia que longe está de ti, sem esperança, sem eterna consolação. Porém, feliz é aquela que te procura, que suspira, que tem sede de ti; e mais feliz ainda é aquela sobre a qual brilha a luz da tua face, cujas lágrimas a tua mão enxugou, cujos desejos o teu amor já cumpriu. 
     "Quando será, Senhor, o belo dia claro e eterno em que tu hás de ser o Sol, e em que banharás os nossos corações na plenitude de tua presença e glória? Nós, os que te servimos e adoramos, vivemos suspirando por este dia."
     
E para encerrar, eis o encantador poema de Casimiro de Abreu:

NADA É MAIOR QUE DEUS

     Eu me lembro! eu me lembro — Era pequeno 
     E brincava na praia; o mar bramia. 
     E, erguendo o dorso altivo, sacudia

     A branca espuma para o céu sereno.
     E eu disse à minha mãe nesse momento:
     "— Que dura orquestra! Que furor insano!

     Que pode haver maior do que o oceano, 
     Ou que seja mais forte do que o vento?" 
     Minha mãe a sorrir olhou pros céus

     E respondeu: " — Um Ser que nós não vemos 
     É maior do que o mar, que nós tememos, 
     Mais forte que o tufão! Meu filho, é — Deus!"


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