sexta-feira, 14 de abril de 2017

Jesus é realmente Deus?


Você já encontrou uma pessoa que é o centro das atenções onde quer que vá? Alguma característica misteriosa e indefinível o distingue de todas as outras pessoas. Pois foi isso que aconteceu dois mil anos atrás com Jesus Cristo. Porém não foi simplesmente a personalidade de Jesus que cativou aqueles que o ouviam. Aqueles que puderem ouvir suas palavras e observar sua vida nos dizem que existia algo em Jesus de Nazaré que era diferente de todas as outras pessoas.
A única credencial de Jesus era ele mesmo. Ele nunca escreveu um livro, comandou um exército, ocupou um cargo político ou teve uma propriedade. Normalmente ele viajava se afastando somente alguns quilômetros do seu vilarejo, atraindo multidões impressionadas com suas palavras provocativas e seus feitos impressionantes.
Ainda assim, a magnitude de Jesus era óbvia para todos aqueles que o viram e ouviram. E enquanto a maioria das grandes personalidades históricas desaparece nos livros, Jesus ainda é o foco de milhares de livros e controvérsias sem paralelos na mídia. Grande parte dessas controvérsias envolvem as afirmações radicais que Jesus fez sobre si mesmo, afirmações que espantaram tanto seus seguidores quanto seus adversários.
Foram principalmente as afirmações únicas de Jesus que fizeram com que ele fosse considerado uma ameaça pelas autoridades romanas e pela hierarquia judaica. Embora fosse um estranho sem credenciais ou força política, em apenas três anos Jesus foi capaz de mudar a história dos mais de 20 séculos seguintes. Outros líderes morais e religiosos influenciaram a história, mas não como o filho de um carpinteiro desconhecido de Nazaré.
Qual era a diferença de Jesus Cristo? Ele era apenas um homem de grande valor ou era algo mais?
Essas perguntas nos levam ao cerne do que Jesus realmente era. Alguns acreditam que ele era simplesmente um grande professor de moral, já outros pensam que ele foi simplesmente o líder da maior religião do mundo. Porém muitos acreditam em algo muito maior. Os cristãos acreditam que Deus nos visitou em forma humana, e acreditam que há evidências que provam isso.
Após analisar com cuidado a vida e as palavras de Jesus, C.S. Lewis, antigo cético e professor de Cambridge, chegou a uma espantosa conclusão, que alterou o rumo de sua vida. Então quem é Jesus de verdade? Muitos dirão que Jesus foi um grande professor de moral. Ao analisarmos mais cuidadosamente a história do homem que causa mais controvérsias em todo o mundo, primeiramente devemos perguntar: será que Jesus foi simplesmente um grande professor de moral?

Grande professor de moral?

Mesmo os membros de outras religiões acreditam que Jesus foi um grande professor de moral. O líder indiano Mahatma Gandhi falava muito bem sobre a integridade e as palavras sábias de Jesus.[1]
Da mesma forma, o estudioso judeu Joseph Klausner escreveu, “Admite-se mundialmente… que Cristo ensinou a ética mais pura e sublime… que joga nas sombras os preceitos e as máximas morais dos mais sábios homens da antiguidade.”[2]
O Sermão do Monte de Jesus foi considerado o maior de todos os ensinamentos sobre ética humana já feito por uma pessoa. De fato, muito do que conhecemos atualmente como “direitos iguais” é resultado dos ensinamentos de Jesus. O historicista Will Durant, que não é cristão, disse a respeito de Jesus: “Ele viveu e lutou persistentemente por ‘direitos iguais’, e nos tempos modernos teria sido mandado para a Sibéria. ‘O maior dentre vós será vosso servo’ é a inversão de toda a sabedoria política, de toda a sanidade.”[3]
Muitos, como Gandhi, tentaram separar os ensinamentos de Jesus sobre ética de suas afirmações a respeito de si mesmo, acreditando que ele era simplesmente um grande homem que ensinava grandes princípios morais. Essa foi a abordagem de um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos, o presidente Thomas Jefferson, que editou uma cópia do Novo Testamento retirando as partes que considerava que se referiam à divindade de Jesus e deixando as partes a respeito do ensinamento morais e éticos.[4] Jefferson carregava consigo essa versão editada do Novo Testamento, reverenciando Jesus como o maior professor de moral de todos os tempos.
De fato, as memoráveis palavras de Jefferson na Declaração de Independência tiveram como base os ensinamentos de Jesus de que toda pessoa é de imensa e igual importância perante Deus, independente de sexo, raça ou status social. O famoso documento diz: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis…”.
Mas Jefferson não respondeu uma pergunta: Se Jesus afirmou incorretamente ser Deus, ele não poderia ter sido um bom professor de moral. No entanto, Jesus de fato afirmou sua divindade? Antes de observarmos o que Jesus afirmou, precisamos analisar a possibilidade de ele ter sido simplesmente um grande líder religioso.

Grande líder religioso?

Surpreendentemente, Jesus jamais afirmou ser um líder religioso. Ele nunca se envolveu com políticas religiosas ou promoveu agressivamente suas causas, além de atuar quase sempre fora de locais religiosos.
Ao comparar Jesus com outros grandes líderes religiosos, uma notável distinção aparece. Ravi Zacharias, que cresceu na cultura hindu, estudou religiões do mundo todo e notou uma diferença fundamental entre Jesus Cristo e os criadores de outras grandes religiões.
“Em todos esses, existe uma instrução, um modo de viver. Não é Zaratustra quem você consulta, é Zaratustra quem você escuta. Não é Buda que o liberta, são as Nobres Verdades que o instruem. Não é Maomé que o transforma, é a beleza do Corão que o lisonjeia. No entanto, Jesus são somente ensinou ou expôs sua mensagem. Ele era a sua própria mensagem”.[5]
A verdade na afirmação de Zacharias é ressaltada pelas diversas vezes nos Evangelhos em que os ensinamentos de Jesus foram simplesmente “Venha a mim”, “Siga-me” ou “Obedeça-me”. Além disso, Jesus deixou claro que sua principal missão era perdoar os pecados, algo que somente Deus poderia fazer.
Em As maiores religiões do mundo, Huston Smith apontou: “Somente duas pessoas surpreenderam tanto seus contemporâneos a ponto de provocarem a pergunta ‘O que é ele?’ em vez de ‘Quem é ele?’. Essas duas pessoas foram Jesus e Buda. As respostas de Jesus e Buda para essa pergunta foram exatamente opostas. Buda disse claramente que ele era um simples mortal, e não um deus, quase que como se estivesse prevendo futuras tentativas de adoração. Jesus, por outro lado, afirmou… ser divino.”[6]
E isso nos leva à questão do que Jesus realmente afirmou sobre si mesmo: Jesus afirmou ser divino?

Jesus afirmou ser Deus?

Então o que convence muitos estudiosos de que Jesus afirmou ser Deus? O autor John Piper explica que Jesus reivindicou poderes que pertenciam exclusivamente a Deus.
“… os amigos e inimigos de Jesus ficavam espantados constantemente com suas palavras e ações. Ao andar pelas estradas, aparentando ser uma pessoa qualquer, ele virava e dizia coisas como “Antes de Abraão nascer, Eu Sou” ou “Quem me vê, vê o Pai”. Ou, com muita calma, depois de ser acusado de blasfêmia, ele dizia: ‘O Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados’. Para os mortos ele simplesmente dizia ‘Apareçam’ ou ‘Ergam-se’. E eles obedeciam. Para as tempestades ele dizia ‘Acalmem-se’. E para um pedaço de pão ele dizia ‘Transforme-se em mil refeições’. E tudo acontecia imediatamente”.[7]
Mas o que Jesus realmente queria dizer com tais afirmações? É possível que Jesus tenha sido meramente um profeta como Moisés, Elias ou Daniel? Mesmo uma leitura superficial dos Evangelhos nos mostra que Jesus afirmou ser mais do que um profeta. Nenhum outro profeta fez afirmações desse tipo sobre si mesmo, de fato nenhum outro profeta jamais se colocou no lugar de Deus.
Alguns dizem que Jesus jamais disse explicitamente “Eu sou Deus”. É verdade que ele jamais disse exatamente as palavras “Eu sou Deus”. No entanto, Jesus também nunca disse explicitamente “Eu sou um homem” ou “Eu sou um profeta”. Ainda assim, Jesus foi sem dúvida humano, e seus seguidores o consideravam um profeta como Moisés ou Elias. Assim, não podemos rejeitar o fato de que Jesus era uma divindade somente pelo fato dele não ter dito exatamente essas palavras, assim como não podemos dizer que ele não era um profeta.
De fato, as afirmações de Jesus sobre si mesmo contradizem a noção de que ele era simplesmente um grande homem ou um profeta. Em mais de uma ocasião, Jesus chamou a si mesmo de Filho de Deus. Quando questionado se acreditava na possibilidade de Jesus ter sido o Filho de Deus, o vocalista da banda U2, Bono, respondeu:
“Não, não é improvável para mim. Veja bem, a resposta secular para a história de Cristo é sempre esta: ele era um grande profeta, claramente uma pessoa muito interessante e com muitas coisas a dizer, assim como outros grandes profetas como Elias, Maomé, Buda ou Confúcio. Porém na verdade Cristo não deixava você fazer isso. Ele não o isentava das responsabilidades. Cristo dizia: ‘Não, não estou dizendo que sou um professor, não me chame de professor. Não estou dizendo que sou um profeta. … Estou dizendo que sou a encarnação de Deus’. E as pessoas dizem: Não, não, por favor, seja apenas um profeta. Um profeta nós podemos aceitar.”[8]
Antes de analisarmos as afirmações de Jesus, é importante entendermos que essas afirmações foram feitas no contexto da crença judaica em um único Deus (monoteísmo). Nenhum Judeu fiel acreditaria em mais de um único Deus. E Jesus acreditava no Deus único, orando para seu Pai como “o único Deus verdadeiro”.[9]
Mas na mesma oração, Jesus falou sobre ter sempre existido com seu Pai. E quando Filipe pediu a Jesus para que ele lhe mostrasse o Pai, Jesus disse: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai.”[10] Assim a pergunta é: “Jesus afirmava ser o Deus hebraico que criou o universo?

Jesus afirmou ser o Deus de Abraão e Moisés?

Jesus continuamente fazia referência a si mesmo de formas que confundiam seus ouvintes. Como aponta Piper, Jesus fez uma afirmação audaciosa, “Antes de Abraão nascer, EU SOU.”[11] Ele falou a Marta e a outros ao seu redor: “EU SOU a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.”[12] Da mesma forma, Jesus fazia afirmações como, “EU SOU a luz do mundo”[13], “EU SOU o único caminho para Deus”[14] ou “EU SOU a ‘verdade’[15]. Essas e muitas outras de suas afirmações começavam coma as palavras sagradas para Deus, “EU SOU” (ego eimi).[16] O que Jesus quis dizer com tais afirmações e qual é a importância do termo “EU SOU”?
Mais uma vez, precisamos voltar ao contexto. Nas Escrituras Hebraicas, quando Moisés perguntou a Deus Seu nome na sarça ardente, Deus respondeu: “EU SOU”. Ele estava revelando a Moisés que Ele era o único Deus atemporal e que sempre existiu. Incrivelmente, Jesus estava usando essas palavras sagradas para descrever a si mesmo. A questão é: “Por que”?
Desde os tempos de Moisés, nenhum praticante do judaísmo jamais se referiria a si mesmo ou a qualquer outra pessoa usando “EU SOU”. Com resultado, as afirmações de “EU SOU” de Jesus enfurecerem os líderes judaicos. Certa vez, por exemplo, alguns líderes explicaram a Jesus por que estavam tentando matá-lo: “Porque você é um simples homem e se apresenta como Deus”.[17]
O uso do nome de Deus por parte de Jesus deixou os líderes religiosos muito enfurecidos. A questão é que esses estudiosos do Antigo Testamento sabiam exatamente o que ele estava dizendo: ele afirmava ser Deus, o Criador do universo. Somente essa afirmação poderia ter resultado na acusação de blasfêmia. Ao ler o texto, é claro entender que Jesus afirmava ser Deus, não simplesmente por suas palavras, mas também pelas reações a essas palavras.
C.S. Lewis inicialmente considerava Jesus um mito. Porém esse gênio da literatura, que conheci os mitos muito bem, chegou à conclusão de que Jesus tinha de ter sido uma pessoa real. Além disso, conforme Lewis investigava as evidências sobre Jesus, ele se convenceu que Jesus não somente era real, mas também era diferente de qualquer outro homem da história. Lewis escreveu:
“E aí que vem o verdadeiro choque. Entre esses judeus, de repente surge um homem que começa a falar como se Ele fosse Deus. Ele diz perdoar os pecados. Ele diz que Ele sempre existiu. Ele diz que Ele está vindo para julgar o mundo no final dos tempos”.[18]
Para Lewis, as afirmações de Jesus eram simplesmente muito radicais e profundas para terem sido feitas por um simples professor ou líder religioso.

Que tipo de Deus?

Alguns dizem que Jesus afirmava ser apenas uma parte de Deus. Porém a ideia de que todos nós fazemos parte de Deus e de que dentro de nós está a semente da divindade simplesmente não é um sentido possível para as palavras e ações de Jesus. Tais pensamentos são revisionistas e não condizem com seus ensinamentos, suas crenças e com o entendimento de seus ensinamentos por parte de seus discípulos.
Jesus ensinou que ele era Deus do modo que os judeus entendiam Deus e que as Escrituras Hebraicas retratavam Deus, e não do modo que o movimento da Nova Era entendia Deus. Nem Jesus nem seu público conheciam Star Wars, então quando falavam de Deus, eles não estavam falando de forças cósmicas. Trata-se simplesmente de uma má história para redefinir o que Jesus queria dizer com o conceito de Deus.
Lewis explica:
Vamos esclarecer isso. Entre panteístas, como os indianos, qualquer pessoa poderia dizer que é parte de Deus, ou um com Deus… Porém este homem, por ser judeu, não poderia dizer que era esse tipo de Deus. Deus, em seu idioma, significava Estar fora do mundo, aquele que criou o mundo e era infinitamente diferente de qualquer outra coisa. Ao entender isso, você verá que o que esse homem disse, de forma muito simples, foi a coisa mais chocante jamais dita por um homem.[19]
Com certeza existem aqueles que aceitam Jesus como um grande professor, porém ainda recusam chamá-lo de Deus. Como deísta, sabemos que Thomas Jefferson não tinha problemas para aceitar os ensinamentos morais e éticos de Jesus e ao mesmo tempo rejeitar sua divindade.[20] Porém como já dito, se Jesus não era quem afirmava ser, então é preciso analisar outras possibilidades, nenhuma das quais faria dele um grande professor moral. Lewis disse: “Estou tentando impedir que qualquer um diga a coisa mais insensata, que as pessoas dizem frequentemente, sobre Ele: ‘Aceito Jesus como um grande professor moral, porém não aceito as afirmações de que ele era Deus’. É exatamente isso que não podemos dizer”.[21]
Em sua missão em busca da verdade, Lewis sabia que não era possível aceitar as duas identidades de Jesus. Ou Jesus era quem ele afirmava ser, a encarnação de Deus, ou suas afirmações eram falas. Se fossem falsas, Jesus não poderia ter sido um grande professor moral. Ele estaria mentindo de propósito ou teria sido um lunático com um complexo de Deus.

Jesus poderia estar mentindo?

Mesmos os maiores críticos de Jesus raramente o chamaram de mentiroso. Essa classificação não é compatível com os grandes ensinamentos sobre moral e ética de Jesus. Mas se Jesus não era quem afirmava ser, devemos pensar na possibilidade de que ele estava intencionalmente enganando a todos.
Uma das mais conhecidas e influentes obras políticas de todos os tempos foi escrita por Nicolau Maquiavel em 1532. Eu seu clássico, O príncipe, Maquiavel exalta o poder, o sucesso, a imagem e a eficiência acima da lealdade, da fé e da honestidade. De acordo com Maquiavel, não há problemas em mentir quando isso visa um fim político.
Poderia Jesus Cristo ter construído todo seu império com base em uma mentira simplesmente para obter poder, fama ou sucesso? De fato, os inimigos judeus de Jesus constantemente tentavam o expor como uma fraude ou um mentiroso. Eles o bombardeavam de perguntas, tentando fazer com que ele cometesse erros ou se contradissesse. Ainda assim, as respostas de Jesus eram de uma incrível consistência.
Assim, a questão que temos que fazer é: o que poderia motivar Jesus a tornar toda sua vida uma mentira? Ele ensinava que Deus não aceitava mentiras e hipocrisia, assim ele não poderia estar fazendo isso para agradar ao seu Pai. Ele certamente não mentiu em benefício de seus seguidores, uma vez todos, com exceção de um, foram martirizados em vez de renunciar seu Senhor (consulte “Os apóstolos acreditavam que Jesus era Deus?”  Assim, nos restam apenas duas possíveis explicações, ambas as quais são problemáticas.

Benefício

Muitas pessoas mentiram em prol de ganhos pessoais. De fato, a motivação da maioria das mentiras é o benefício que as pessoas veem nelas. O que Jesus poderia querer ganhar ao mentir sobre sua identidade? A resposta mais óbvia seria o poder. Se as pessoas acreditassem que ele era Deus, ele teria um poder imenso (é por isso que muitos líderes antigos, como os imperadores romanos, afirmavam ser de origem divina).
O problema dessa explicação é que Jesus evitava qualquer tentativa de ser colocado no poder, em vez de castigar aqueles que abusam de tal poder e vivem suas vidas em busca dele. Além disso, ele estendia suas mãos para os rejeitados (prostitutas e leprosos), aqueles sem poder, criando uma rede de pessoas cuja influência era menor do que zero. De uma maneira que só pode ser descrita como bizarra, tudo aquilo que Jesus fez e disse ia em direção complemente oposta ao poder.
Se a motivação de Jesus era o poder, ele aparentemente teria evitado a cruz a todo custo. Ainda assim, em diversas ocasiões, ele disse a seus discípulos que a cruz era seu destino e sua missão. Como morrer em uma cruz romana poderia conceder poder a alguém?
A morte, obviamente, trás a devida atenção a qualquer coisa. E enquanto muitos mártires morreram em prol das causas que acreditavam, poucos estiverem dispostos a morrer por mentiras conhecidas. Com certeza todas as esperanças de ganhos pessoais de Jesus teriam acabado na cruz. Ainda assim, até seu último suspiro, ele não abriu mão de afirmar que era o único Filho de Deus. O estudioso do Novo Testamente, J. I. Packer, aponta que este título expressa a divindade pessoal de Jesus.[22]

Um legado

Então se Jesus não mentia em benefício próprio, talvez suas afirmações radicais fossem falsas a fim de deixar um legado. Porém a possibilidade de ser espancado e pregado em uma cruz teria rapidamente acabado com o entusiasmo da grande maioria das pessoas.
Aqui está outro fato assombroso. Se Jesus tivesse simplesmente rejeitado a afirmação de ser Filho de Deus, ele jamais teria sido condenado. Foi sua afirmação de ser Deus e sua relutância a rejeitá-la que fizeram com que ele fosse crucificado.
Se aumentar sua credibilidade e reputação histórica foi o que motivou Jesus a mentir, é preciso explicar como um filho de carpinteiro, proveniente de um pobre vilarejo da Judéia, pode ter previsto os eventos futuros que tornariam seu nome tão conhecido e importante no mundo todo. Como ele poderia saber que sua mensagem sobreviveria? Os discípulos de Jesus tinham fugido e Pedro o negou, o que não é exatamente a melhor ideia para deixar um legado religioso.
Os historicistas acreditam que Jesus mentiu? Estudiosos analisaram a vida e as palavras de Jesus para descobrir se há qualquer evidência de falhas em sua personalidade moral. De fato, mesmo os maiores céticos ficam espantados com a pureza ética e moral de Jesus.
De acordo com o historicista Philip Schaff, não há evidências, tanto na história da igreja quanto na história secular, de que Jesus tenha mentido sobre qualquer coisa. Schaff argumentou: “Como, em nome da lógica, senso comum e experiência, um homem enganador, egoísta e depravado poderia ter inventado e mantido de forma consistente, do início ao fim, a personalidade mais pura e nobre da história, com o mais perfeito ar de verdade e realidade?”[23]
Aceitar a possibilidade de que Jesus era um mentiroso iria em direção oposta a tudo aquilo em prol de que Jesus ensinou, viveu e morreu. Para a maioria dos estudiosos, essa opção simplesmente não faz sentido. Ainda assim, para negar as afirmações de Jesus, é preciso uma explicação. E se as afirmações de Jesus não são verdadeiras, e ele não estava mentindo, a única opção restante é de que ele estava enganando a si mesmo.

Jesus poderia estar enganando a si mesmo?

Albert Schweitzer, ganhador do Prêmio Nobel em 1952 por seus trabalhos humanitários, tinha suas próprias ideias sobre Jesus. Schweitzer chegou à conclusão de que a insanidade era a base das afirmações de Jesus de ser Deus. Em outras palavras, Jesus estava errado em suas afirmações, porém ele não mentiu intencionalmente. De acordo a teoria de Schweitzer, Jesus estava iludido de forma a acreditar que ele era o Messias.
Lewis avaliou cuidadosamente essa possibilidade. Ele deduziu que se as afirmações de Jesus não fossem verdadeiras, então ele era louco. Lewis argumenta que alguém que afirmou ser Deus não seria um grande professor moral. “Ou ele seria um lunático do mesmo nível de uma pessoa que diz ser um ovo cozido ou seria o Diabo do Inferno”.[24]
A maioria das pessoas que estudou a vida e as palavras de Jesus o reconhece como uma pessoa extremamente racional. Embora sua vida tenha sido permeada de imoralidade e ceticismo pessoal, o renomado filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712–78) reconheceu a personalidade elevada e a presença de espírito de Jesus, declarando: “Quando Platão descreveu seu homem justo imaginário… ele descrever exatamente a personalidade de Cristo. … Se a vida e a morte de Sócrates são as de um filósofo, a vida e a morte de Jesus Cristo são as de um Deus”.[25]
Bono conclui que “louco” é a última coisa que alguém pode pensar de Jesus.
“Assim o que lhe resta é que Cristo era quem Ele dizia ser ou era totalmente louco. E quando digo louco, digo louco como Charles Manson… Eu não estou brincando. A ideia de que toda a história da civilização em mais da metade do planeta foi completamente alterada por um lunático, para mim isso não pode ser verdade…”[26]
Então, Jesus era um mentiroso ou um lunático, ou era o Filho de Deus? Será que Jefferson estava certo ao classificar Jesus como “somente um professor moral”, negando sua divindade? É interessante que o público de Jesus, tanto crentes como inimigos, nunca o consideraram como um simples professor moral. Jesus causou três reações principais nas pessoas com que teve contato: ódio, terror ou adoração.
As afirmações de Jesus Cristo nos forçam a escolher. Como disse Lewis, nós não podemos categorizar Jesus simplesmente como um grande líder religioso ou um grande professor moral. O ex-cético nos desafia a nos decidir a respeito de Jesus, dizendo:
“Você precisa se decidir. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou é um louco ao algo ainda pior. Você pode calá-lo por Ele ser um louco, você pode cuspir Nele e matá-lo como um demônio ou ajoelhar-se perante Ele e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas não vamos considerar besteiras arrogantes dizendo que Ele era um grande professor moral. Ele não nos deu essa possibilidade. Não era esse seu objetivo”.[27]
Em Cristianismo Puro e Simples, Lewis explora diversas possibilidades a respeito da identidade de Jesus, concluindo que ele é exatamente quem ele afirmava ser. Sua análise cuidadosa da vida e das palavras de Jesus levou esse grande gênio da literatura a renunciar seu o ateísmo e se tornar um Cristão comprometido.
A grande questão da história da humanidade é “quem é o verdadeiro Jesus Cristo”? Bono, Lewis e muitos outros chegaram à conclusão de que Deus visitou a terra em forma humana. Mas se isso é verdade, nos esperaríamos que ele estivesse vivo atualmente. E é exatamente isso seus seguidores acreditam.

Jesus voltou mesmo dos mortos?

As testemunhas de Jesus Cristo realmente falaram e agiram como se acreditassem que ele fisicamente se ergueu dentre os mortos após sua crucificação. Se eles estivessem errados, o cristianismo teria se baseado em uma mentira. Mas se estivessem certos, tal milagre confirmaria tudo o que Jesus disse sobre Deus, sobre si mesmo e sobre nós.
Devemos então aceitar a ressurreição de Jesus Cristo somente pela fé ou existe uma evidência histórica sólida? Muitos céticos começaram investigações sobre os registros históricos para provar que os registros da ressurreição são falsos. O que eles descobriram?

Jesus disse o que acontece após a morte?

Se Jesus realmente voltou dos mortos, ele deve saber o que está do outro lado. O que Jesus disse sobre o significado da vida e sobre nosso futuro? Existem vários caminhos para Deus ou Jesus afirmou ser o único? Leia as respostas iniciais em “Por que Jesus?”

Jesus pode trazer significado para a vida?

Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” “Por que estou aqui?” E, “Para onde estou indo?” Jesus fez declarações sobre a vida e o nosso propósito aqui na Terra que precisam ser analisadas antes de o ignorarmos como indiferente ou impotente. Este artigo, “Por que Jesus”, analisa o mistério de por que Jesus veio para a Terra e o que isso significa para nós.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Qual é a religião certa para mim?


Os restaurantes de fast food nos seduzem permitindo-nos pedir a nossa comida exatamente como nós a queremos. Algumas cafeterias exibem mais de cem sabores e variedades de café. Mesmo quando compramos casas e carros, nós podemos procurar por um com todas as opções e recursos que desejamos. Não vivemos mais num mundo de chocolate, baunilha e morango. A escolha reina! Você pode encontrar praticamente qualquer coisa de acordo com seus gostos e necessidades pessoais.
Então que tal uma religião que seja certa para você? Que tal uma religião sem culpa, que não exige nada e que não está cheia de faças e não-faças? Está bem aí, bem como eu descrevi, mas a religião é algo a ser escolhido como o seu sabor de sorvete favorito?
Há muitas vozes pedindo a nossa atenção, então por que alguém deveria considerar Jesus acima de, vamos dizer, Maomé ou Confúcio, Buda, ou Charles Taze Russell, ou Joseph Smith? Afinal, todas as estradas não o levam para o Céu? Todas as religiões não são basicamente a mesma coisa? A verdade é que todas as religiões não o levam para o Céu, da mesma forma que nem todas as estradas o levam para São Paulo.
Somente Jesus fala com a autoridade de Deus porque somente Jesus derrotou a morte. Maomé, Confúcio e os outros estão se decompondo em suas sepulturas até o dia de hoje, mas Jesus, pelo Seu próprio poder, saiu da tumba três dias depois de morrer numa cruel cruz romana. Qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido.
As provas a favor da ressurreição de Jesus são irrefutáveis. Primeiro, houve mais de quinhentas testemunhas oculares do Cristo ressuscitado! São muitas testemunhas. Quinhentas vozes não podem ser ignoradas. Há também a questão da tumba vazia; os inimigos de Jesus poderiam simplesmente ter acabado com toda a conversa sobre a ressurreição exibindo o Seu corpo morto e decadente, mas não havia corpo morto para eles exibirem! A tumba estava vazia! Poderiam os discípulos ter roubado o Seu corpo? Dificilmente. Para impedir que isso acontecesse, a tumba de Jesus havia sido fortemente guardada por soldados armados. Considerando que Seus seguidores mais próximos haviam fugido com medo durante a prisão e crucificação de Jesus, é pouco provável que este bando de pescadores assustados teriam ido corpo-a-corpo contra soldados treinados e profissionais. O simples fato é que a ressurreição de Jesus não pode ser explicada!
Mais uma vez, qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido. Jesus provou o Seu poder sobre a morte, portanto nós devemos ouvir o que Ele diz. Jesus diz ser o único caminho para a salvação (João 14:6). Ele não é um caminho; Jesus não é um de vários caminhos, mas é o caminho.
E este mesmo Jesus diz: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28). Este é um mundo duro e a vida é difícil. Muitos de nós estão ensanguentados, arranhados e feridos pelas batalhas. Concorda? Então o que você quer? Restauração ou mera religião? Um Salvador vivo ou um de vários "profetas" mortos? Uma relação com significado ou rituais vazios? Jesus não é uma escolha – Ele é a escolha!
Jesus é a "religião" certa se você está procurando por perdão (Atos 10:43). Jesus é a "religião" certa se você está procurando por uma relação significativa com Deus (João 10:10). Jesus é a "religião" certa se você está procurando por uma morada eterna no Céu (João 3:16). Deposite a sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador – você não vai se arrepender! Confie nele para o perdão dos seus pecados – você não vai se desapontar.
Se você quer ter uma "relação correta" com Deus, aqui está uma simples oração. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvá-lo. Somente confiando em Cristo você pode ser salvo de seu pecado! Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer a Ele por prover a sua salvação. "Deus, sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!"


sábado, 21 de janeiro de 2017

Como marcar o maior gol de sua vida


O Gol da Sua Vida


Norbert Lieth

A final da Copa Européia de 2007 entrou para a história do futebol como a “Noite de Belgrado”. Era a primeira final de um grande campeonato e que foi decidida com cobranças de penalidades máximas. O placar do tempo regulamentar, no jogo entre a Alemanha e a antiga República da Tchecoslováquia, havia sido de 2 x 2. O que ficou especialmente marcado foi o penalty perdido por Uli Hoeneß, que deu a vitória aos tchecos.
Hoje, o argentino Lionel Messi está entre os melhores jogadores de futebol de todos os tempos. O espetacular “gol dos sonhos”, que ele marcou no jogo contra o Getafe pelo Campeonato Espanhol em 2007, permanece vivo na memória. Ele avançou driblando desde a linha divisória, contornou adversários como se fossem mastros de bandeiras e, antes de chutar para o gol, ainda tirou o goleiro da jogada.
Os jornais de Barcelona comemoraram a jogada como o “gol do século”. De todos os gols marcados por Messi, pelo Barcelona F.C., provavelmente nenhum outro teve tantas visualizações no Youtube. Em uma entrevista, no ano de 2010, ele declarou, entre outros: “Na verdade, sou uma pessoa normal, calma, do tipo familiar. Não tenho talismã, nem rituais. Não necessito de nada disso. Sou uma pessoa crente e isso basta”.
O pior que pode acontecer a um jogador é, no momento decisivo, errar o gol e perder o jogo. Os torcedores põem suas esperanças no seu time. Talvez eles até façam investimentos consideráveis para assistir aos jogos. No entanto, a decepção é enorme quando sua equipe erra os gols decisivos.
No texto original do Novo Testamento, a palavra “pecado” significa: “não acertar” ou “errar o alvo”.
Não é nenhum pecado perder um jogo de futebol. No entanto, é pecado quando erramos a nossa meta, quando vivemos erradamente diante de Deus. Sim, a vida pode ser resumida em apenas um chute errado. É verdade que existem altos e baixos, alegrias e tristezas, sucessos e fracassos, vitórias e derrotas, momentos de felicidade e decepções. No final das contas, no entanto, resta decepção, o chute no vazio. No jogo da vida, a maioria das pessoas está no lado perdedor. – Falando nisso, como está a sua situação?
Talvez você possua tudo o que é essencial, porém, lhe falta a felicidade; a sua vida perdeu o sentido e agora você se arrepende por tantos chutes errados... Comparando a um jogo de futebol, no momento decisivo, você deveria ter passado a bola, recuado ou simplesmente não ter cometido tantas faltas.
No chute decisivo, não importa se você errou por um centímetro ou por dez metros. “Errar por pouco também é errar!” Se você erra o alvo da vida por pouco, pois você às vezes vai à igreja e até não é tão mau como os outros ou, talvez, você tenha cometido faltas mais graves e agora chegou ao fundo do poço – errado é errado, seja por muito ou por pouco!
A Bíblia faz uma constatação sem rodeios:
  • “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23);
  • “Porque todos tropeçamos em muitas coisas” (Tiago 3.2);
  • “...desviaram-se como um arco enganoso” (Salmo 78.57).
Que bom seria se, ao contrário disso, ainda pudéssemos marcar o gol da nossa vida! Se, assim, esse gol pudesse apagar todos os erros e faltas do passado e que somente este chute genial permanecesse nos registros...
Há Alguém que marcou um gol monumental por nós. Alguém que nunca cometeu nenhuma falta – diga-se: pecado – durante Sua vida na terra: Jesus Cristo! Através da Sua morte e ressurreição, Ele marcou o gol que decide tudo, definitivamente. Esse “gol” tem valor perante Deus e é validado para todo aquele que crê em Jesus. Isso significa: Jesus assume a sua culpa e transfere a vitória dEle para você, considerando você como o vitorioso.
As vitórias neste mundo não duram por muito tempo e, assim, também as alegrias passam rapidamente. No entanto, existe uma alegria que permanece por toda a Eternidade. Jesus Cristo diz:
...alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lucas 10.20 – ACF.)
O que você faz durante o “tempo de jogo” da sua vida? Talvez você já passou da primeira etapa ou está no fim do segundo tempo ou, até, na prorrogação? Lembre que você ainda tem a chance de marcar o gol de sua vida – o próprio Deus lhe dá essa chance e a garantia para o chute certeiro.
Zé Roberto, ex-jogador do Bayern e da Seleção Brasileira, declarou: “Estou feliz em ter confiado minha vida a Jesus, ainda jovem. O futebol é um esporte de vida curta e chegará o dia em que todos os títulos, honrarias e vitórias cairão no esquecimento – essa é a vida! ...O dinheiro acabará, a fama passará rapidamente, mas Deus é diferente. Hoje Deus está comigo e amanhã eu viverei em um lugar muito melhor, com Deus”.
A Palavra de Deus diz:
Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem” (Gálatas 3.22).
O jogador teuto-brasileiro Cacau, que já defendeu a Seleção Alemã, afirma: “Quando você convida a Jesus para participar da sua vida, você recebe algo de valor eterno. Ao contrário do êxito no esporte, não é algo passageiro. Não existe base melhor para a vida. Através de Jesus eu tenho valor que não depende de pessoas ou de sucesso no esporte”.
Quando confiamos em Jesus Cristo, recebemos um lugar no Céu. Este é o gol decisivo de nossa vida! Não continue sendo um perdedor, mas torne-se um vencedor – creia no Senhor Jesus!


domingo, 18 de dezembro de 2016

Testemunho de libertação de Casagrande, ex-jogador e comentarista esportivo


O ex-jogador e comentarista esportivo da Rede Globo de televisão, Walter Casagrande, relata neste breve vídeo sua libertação de opressão demoníaca de que era alvo. Casagrande já fora envolvido com satanismo, além de ter passado período internado em clínica de reabilitação pelo uso de drogas.
Percebemos assim como os agentes demoníacos podem ser reais, e como podem ampliar sua opressão sobre o ser humano até levá-lo à loucura, se assim o homem permitir. Mas a misericórdia de Deus alcançou a este homem, e a mesma misericórdia está estendida a mim e a você, basta você crer. 
É Deus mesmo quem diz, através do profeta Isaías (Is 43:13): "Agindo eu, quem impedirá?"

sábado, 17 de dezembro de 2016

Qual é o meu propósito na vida?

Imagine um martelo. Ele foi desenhado para bater pregos. Foi para isso que ele foi criado. Agora imagine que o martelo nunca é usado, fica lá jogado na caixa de ferramentas. O martelo não se importa.
Agora, imagine o mesmo martelo com uma alma, com consciência própria. Dias e dias passam e ele continua na caixa de ferramentas. Ele se sente meio estranho, mas não sabe exatamente o porquê. Alguma coisa está faltando, mas ele não sabe o que é.
Então um dia alguém o retira de dentro da caixa de ferramentas e o usa para quebrar alguns galhos para pôr na lareira. O martelo fica cheio de alegria. Ser segurado, utilizado com eficácia, batendo nos galhos–ele ama aquilo. No final do dia, entretanto, ele ainda se sente insatisfeito. Bater nos galhos foi divertido, mas não era o bastante. Algo ainda estava faltando.
Nos dias seguintes, ele foi usado freqüentemente. Desamassou uma calota, despedaçou algumas pedras, colocou o pé de uma mesa no lugar. Ainda assim, continua insatisfeito. Ele anseia por mais ação. Ele quer ser usado o máximo que puder para bater nas coisas ao seu redor, para quebrar, despedaçar e amassar coisas. Ele descobre que não experimentou o bastante desses eventos para se sentir completo. Fazer mais dessas mesmas coisas, ele acredita, é a solução para sua insatisfação.
Então um dia alguém usa o martelo num prego. De repente, uma luz invade a alma do martelo. Ele agora entende para que foi verdadeiramente projetado. Foi feito para bater pregos; que não tinha nem comparação com as outras coisas que ele bateu. Agora ele sabia o que sua alma de martelo estava buscando por tanto tempo.
Fomos criados à imagem de Deus, para ter um relacionamento com Ele. Estar envolvido nesse relacionamento é a única coisa que irá satisfazer as nossas almas. Até conhecermos a Deus, tivemos experiências maravilhosas, mas não tínhamos acertado o prego. Fomos usados para propósitos muito nobres, mas não para o qual fomos especialmente projetados, não para o qual iria nos trazer plena satisfação. Agostinho resumiu da seguinte maneira: “Tu [Deus] nos fizeste para Ti mesmo e nossos corações não encontrarão descanso até que estejam descansados em Ti.”
Um relacionamento com Deus é a única coisa que irá saciar o desejo de nossas almas. Jesus Cristo disse: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Até conhecermos a Deus, estamos famintos e sedentos de vida. Tentamos “comer” e “beber” todos os tipos de coisas, mas a insaciedade permanece.
Somos como o martelo. Não percebemos o que irá acabar com aquele vazio, a insatisfação, nas nossas vidas. Até mesmo no meio de um campo de concentração nazista, Corri Tem Boom entendeu que Deus dava satisfação completa: “A fundação da nossa felicidade era que sabíamos que estávamos guardados com Cristo em Deus. Podíamos ter fé no amor de Deus…nossa Rocha que é mais forte do que a mais profunda escuridão.”
Geralmente quando deixamos Deus de fora, tentamos encontrar satisfação em algo que não é Deus, mas nunca podemos ter o bastante desse algo. Continuamos “comendo” ou “bebendo” mais e mais, equivocadamente pensando que “mais” é a resposta do problema, ainda assim nunca estamos plenamente satisfeitos.
O nosso grande desejo é conhecer a Deus, ter um relacionamento com Ele. Por quê? Porque isso nos mostra para que propósito fomos criados. Você já acertou um prego?
Para saber mais sobre este assunto, leia o artigo Vida real.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Por que você pode acreditar na Bíblia?

(por EveryStudent.com)


Quem escreveu a Bíblia? Como ela se compara aos outros livros “sagrados”?

O Alcorão veio de Maomé. O livro dos Mórmons veio de Joseph Smith. Mas a Bíblia é única, dentre os muitos livros sagrados do mundo. Não foi escrita por uma só pessoa. Pelo contrário, o Velho e o Novo Testamento foram escritos por 40 autores diferentes, provenientes da Ásia, África e Europa, num espaço de tempo de 1600 anos.
Os escritores da Bíblia – mesmo em um período de tempo tão longo – transmitiram todos a mesma mensagem básica: o Deus que criou os céus e a terra providenciou uma maneira para que as pessoas pudessem conhecê-lo pessoalmente.
Além da autoria singular, a Bíblia também tem o melhor histórico de profecias que mais tarde foram cumpridas detalhadamente. Por exemplo, vários profetas do Velho Testamento fizeram mais de 300 profecias específicas sobre a vinda do Messias, onde ele nasceria, onde cresceria, etc. Elas foram todas perfeitamente cumpridas por Jesus Cristo centenas de anos depois. Essas e muitas outras profecias cumpridas mostram porque os escritores podiam escrever: “Assim diz o Senhor…” – eles estavam falando por Aquele que sabe “o fim desde o começo” (Isaías 46:10)
A arqueologia também repetida vezes confirma nomes de pessoas, eventos históricos e detalhes geográficos, exatamente como registrado no Velho e no Novo Testamentos. Embora a arqueologia não possa provar a veracidade espiritual da Bíblia, as descobertas mostram a confiabilidade da Bíblia como um relato histórico.

Também, comparada com outros escritos antigos, a Bíblia foi extraordinariamente preservada através do tempo. Comparado com somente sete manuscritos da obra de Platão, existem mais de 5 000 manuscritos do Novo Testamento. E quando o texto de todos esses volumes são comparados uns com os outros, descobre-se que eles são 99,5% consistentes.

A Bíblia é historicamente verdadeira? Os Evangelhos estão corretos sobre Jesus?

Como podemos saber se os Evangelhos biográficos sobre a vida de Jesus são verdadeiros? Quando os historiadores tentam determinar a confiabilidade de uma biografia, eles perguntam: “As numerosas fontes relatam os mesmos detalhes sobre esta pessoa?”
Por exemplo, imagine que você coleciona biografias do ex-presidente americano John F. Kennedy. Uma biografia diz que JFK devotou dez anos de sua vida vivendo como um pregador na África do Sul. Uma outra diz que ele freqüentemente fazia discursos em chinês mandarim. Mas, quando você pergunta para aqueles que eram próximos do ex-presidente, eles respondem enfaticamente que JFK nunca foi pregador, nunca morou na África do Sul e nunca falou Mandarim. A credibilidade dessas biografias está hoje fora de questão. Todavia, se numerosas fontes relatassem esses fatos sobre JFK, a repetição dessas informações fariam com que elas parecessem verdadeiras.
Considerando Jesus de Nazaré, encontramos múltiplas biografias relatando fatos similares sobre a sua vida? Sim. Há quatro livros do Novo Testamento (chamados evangelhos) que dão detalhes precisos sobre a vida de Jesus. Quem escreveu os evangelhos? Dois destes livros foram escritos por homens que conheciam Jesus pessoalmente e viajaram com Ele por mais de três anos. (Mateus e João), os outros dois livros foram escritos por pessoas muito próximas dos apóstolos de Jesus.

Cada um dos quatro autores registrou narrativas muito detalhadas da vida de Jesus. Como você poderia esperar de vários escritores que escrevem sobre a vida de uma pessoa real, há concordância nos fatos, mas também há singularidade e variações nas apresentações. E cada biografia é apresentada sem sensacionalismo ou floreamentos criativos, mas em um estilo jornalístico do tipo “assim é como foi”. Os evangelhos dão nomes geográficos específicos e detalhes culturais que foram confirmados por historiadores e arqueólogos. As mensagens nos evangelhos também indicam autenticidade.
Assim, o conteúdo das mensagens de Jesus e suas interações com os outros são obviamente singulares e determinadas de forma precisa no tempo. Suas declarações eram diferentes do que era correntemente ensinado no Judaísmo. E seus ensinamentos omitiam tópicos que a Igreja primitiva provavelmente teria gostado que Jesus ensinasse. Isso confirma que os biógrafos foram corretos, não atribuindo a Jesus palavras a partir de uma perspectiva posterior.

História da Bíblia. Antigos historiadores também escreveram sobre Jesus?

Sim. Cornelius Tacitus (d.C. 55-120), um historiador do primeiro século de Roma, que “é considerado como um dos mais corretos historiadores do mundo antigo” (Josh McDowell, The New Evidence that Demands a Verdict, Thomas Nelson Publishers, 1999, p. 55). Um trecho de Tacitus nos conta como Nero “infligiu as mais terríveis torturas a uma classe… chamada cristãos. Christus [Cristo], de onde o nome teve sua origem, sofreu penalidades extremas durante o reino de Tiberius nas mãos de um dos nossos procuradores, Pontius Pilatus…” (Tacitus, A. 15.44). Em contraste, o Alcorão mulçumano, escrito seis séculos depois que Jesus viveu, relatou que Jesus nunca foi crucificado, apesar de isso ser um fato confirmado por inúmeros historiadores seculares. (Comentários do Dr. William Lane Craig, em uma audiência de faculdade, em dezembro de 2001: “Nas páginas do historiador judeu Josephus aprendemos que Jesus foi executado pela autoridade romana sob Pôncio Pilatos por meio da crucificação. E Tacitus, o historiador romano, também nomeia Pôncio Pilatos como o responsável pela execução de Jesus através da crucificação. De acordo com Josephus e um escritor sírio, Mara Bar-Serapion, as autoridades judias participaram dos acontecimentos que ocorreram durante a execução de Jesus e justificaram isso como uma empreitada apropriada contra a heresia. Assim, em fontes extra-bíblicas, judias e romanas, temos a evidência do julgamento de Jesus, do envolvimento tanto das autoridades judias quanto das autoridades romanas, do modo de sua execução, a saber através da crucificação. E esses fatos estão fixados firmemente, como uma âncora na história. Nenhum estudioso da história, nenhum historiador nega isto. Pelo contrário, eles estão tão firmemente fixados que, na verdade, se tornaram um critério de autenticidade.”)
Flavius Josephus, um historiador judeu (D.C 38-100), escreveu sobre Jesus em seu livro “Antiguidades Judias”. Segundo Josephus, “nós aprendemos que Jesus era um homem sábio que fez feitos surpreendentes, ensinou a muitos, ganhou seguidores entre judeus e gregos, foi tido como Messias, acusado pelos líderes judeus, condenado a ser crucificado por Pilatos, e considerado ressurreto” (Wilkins, Michael J. & Moreland, J.P, Jesus Under Fire, Zondervan Publishing House, 1995, p. 40).

Suetonius, Pliny, o Jovem, e Thallus também escreveram sobre a adoração a Cristo e a perseguição na mesma época dos relatos do Novo Testamento.
Até mesmo o Talmude judeu, novamente não uma fonte favorável sobre Jesus, confirma a maioria dos eventos de Sua vida. Do Talmude, “aprendemos que Jesus foi concebido fora do matrimônio, ajuntou discípulos, fez declarações blasfêmicas sobre si mesmo e fez milagres, mas esses milagres eram atribuídos à bruxaria e não a Deus.” (Ibid)
Essa informação é extraordinária, considerando-se que a maioria dos antigos historiadores tinha seu foco em líderes políticos e militares. Apesar disso, judeus, gregos e romanos da Antiguidade (que não eram ardentes seguidores de Jesus) substanciaram os maiores eventos que estão presentes nos quatro evangelhos.

Teria o Novo Testamento mudado e sido corrompido com o passar do tempo?

Algumas pessoas têm a idéia de que o Novo Testamento foi traduzido “tantas vezes” que ficou corrompido através das etapas da tradução. Bem, se essas traduções fossem feitas a partir de outras traduções, eles teriam razão. Mas as traduções não são feitas a partir de traduções, mas do texto original em grego encontrado nos manuscritos antigos.
Sabemos que o Novo Testamento que temos hoje é verdadeiro e corresponde a sua forma original porque:
1. Temos um enorme número de cópias manuscritas -mais de 5000.
2. As palavras contidas nessas cópias estão concordando umas com as outras em 99,5% de concordância.
3. As cópias foram encontradas muito perto de sua data original de autoria -veja o link no final desta seção.

Quando se compara o texto de uma cópia do manuscrito com outra, a compatibilidade é surpreendente. Algumas vezes, a ortografia da palavra pode variar, ou palavras podem estar transpostas, mas isso tem poucas conseqüências. Quanto à ordem das palavras, Bruce M. Metzger, professor emérito no Seminário Teológico de Princeton, explica: “Faz uma enorme diferença em inglês quando você diz: ‘Cachorro morde homem’ ou ‘Homem morde cachorro’ -a ordem da seqüência é determinante em inglês. Mas em grego não. Uma palavra funciona como sujeito da frase independente do lugar onde a palavra se posiciona na seqüência.” (Strobel, Lee. The Case for Christ, Zondervan Publishing House, 1998, p. 83). E as discrepâncias? As variações nos manuscritos são “tão raras” que os estudiosos Norman Geisler e William Nix concluem: “O Novo Testamento, então, não só sobreviveu em mais manuscritos do que qualquer outro livro da antiguidade, mas também sobreviveu de forma mais pura do que qualquer outro grande livro -uma forma que é 99,5 por cento pura.”(Ibid., p. 85)

Dr. Ravi Zacharias, um estudioso visitante na Universidade de Cambridge, também comenta: “Em termos reais, o Novo Testamento é facilmente o escrito antigo melhor atestado, em termos da enorme quantidade de documentos, de espaço de tempo entre os eventos e os documentos, e da variedade de documentos disponíveis para sustentá-lo ou contradizê-lo. Não há nada nas evidências dos antigos manuscritos que comprometa tal credibilidade e integridade de texto.” (Ravi Zacharias , Can Man Live Without God?, Word Publishing, 1994), p. 162)
O Novo Testamento é o documento antigo mais confiável da humanidade. Sua integridade textual é mais certa do que a dos escritos de Platão ou do que a da Ilíada de Homero.

Existem contradições no Novo Testamento?

Alguns dizem que a Bíblia descartam está cheia de contradições. Aqui está um exemplo: Pilatos colocou um sinal na cruz onde Jesus foi pendurado, acima da cabeça de Jesus. Três evangelhos registram o que estava escrito naquele sinal:
Em Mateus: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”
Em Marcos: “O Rei dos Judeus”
Em João: “Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”

As palavras das três frases são diferentes, mas as mensagens não entram em conflito. E quais seriam as palavras exatas? Em Grego, língua em que os evangelhos foram escritos, não se usam símbolos para marcar citações, como fazemos em português. Assim, quando os autores estavam escrevendo sobre Jesus, alguns poderiam estar parafraseando ou citando de forma direta, nós não sabemos. Isso deve explicar as sutis diferenças nas passagens.

Eis um outro exemplo de aparente contradição: Jesus disse a seus discípulos: “Não julgueis para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Algumas declarações depois Jesus diz a eles: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. Então, era para os discípulos de Jesus julgarem as pessoas ou não? E o exemplo de Jesus? Em Mateus 23:15, Ele diz: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós”. Isso soa um pouco como um julgamento…
Como isso tudo é conciliado? Quando você examina mais os evangelhos você acha uma mensagem consistente de que Jesus não quer que seus seguidores olhem para os outros com atitude superior, sendo crítico com os outros, acusando os outros em coisas que eles também são falhos. No entanto, Jesus também quer que eles sejam espertos e não caiam em falsos ensinamentos. Jesus, que, sendo Deus, tem o direito de julgar, acusou de forma consistente os fariseus de serem hipócritas, orgulhosos, e egoístas, ao invés de servir a Deus como deveriam fazer.
Esses casos são típicos da aparente contradição do Novo Testamento. Muitos são geralmente resolvidos pelo próprio texto ou pelo entendimento do contexto histórico da época.

A arqueologia mostra erros no Novo Testamento?

A arqueologia não pode provar que a Bíblia é a Palavra de Deus; contudo, ela pode substanciar sua exatidão histórica.Os arqueólogos têm sistematicamente descoberto os nomes dos oficiais do governo, reis, cidades e festivais mencionados na Bíblia – algumas vezes pessoas ou lugares que os historiadores não achavam que existiam. Por exemplo, o Evangelho de João fala sobre Jesus curando um paralítico, perto do tanque de Betesda. O texto descreve inclusive os cinco pavilhões (caminhos) que levam até o tanque. Estudiosos não acreditavam que o tanque existisse mesmo, até que os arqueólogos o acharam a quarenta pés abaixo do solo, completo com os cinco pavilhões (Strobel, p. 132).
A Bíblia tem uma riqueza de detalhes históricos tremenda, porém, nem tudo o que foi mencionado nela foi encontrado pela arqueologia. Contudo, nenhum achado arqueológico criou conflito com o que a Bíblia registrou (O renomado arqueólogo judeu, Nelson Glueck, escreveu: “Deveria estar sublinhado categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referência bíblica” citado pro Josh McDowell, The New Evidence That Demands a Verdict, Thomas Nelson Publishers, 1999, p. 61).

Em contraste, o repórter Lee Strobel comenta sobre o livro dos Mórmons: “A arqueologia, repetidamente, falhou em substanciar suas afirmações sobre os eventos que supostamente ocorreram há muito tempo nas Américas. Eu lembro ter escrito para o Instituto Smithsonian para investigar sobre a existência de qualquer evidência que confirmasse as afirmações do Mormonismo, somente para ouvir de forma inequivocada que os arqueólogos do instituto não vêem conexão direta entre a arqueologia do Novo Mundo e o objeto do livro”. Arqueólogos nunca localizaram as cidades, pessoas, nomes ou lugares mencionados no Livro dos Mórmons (Strobel, p. 143-144).
Em comparação, muitas das localidades antigas mencionadas por Lucas, no Livro de Atos, do novo Testamento, foram identificados pela arqueologia. “Ao todo, Lucas deu o nome de trinta e dois países, cinqüenta e quatro cidades e nove ilhas sem um erro” (Geisler, Norman L. Baker Encyclopedia of Christian Apologetics, Grand Rapids: Baker, 1998). A arqueologia também refutou muita das teorias infundadas sobre a Bíblia. Por exemplo, ainda ensinado em algumas faculdades hoje, o Documentário de Hipóteses JEPD sugere que Moisés não poderia ter escrito o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia), porque a escrita não existia em seus dias. Então arqueólogos descobriram o “Black Stele” uma placa de basalto preto esculpida: “tinha caracteres de escrita cuneiforme e continha detalhes da lei Hammurrabi”. Era isto pós-Moisés? Não! Era pré-Moisés, e não somente isso, era também pré-Abraão (2000 AC). Precedia os escritos de Moisés por pelo menos três séculos. A ‘Hipótese do Documentário’ ainda é ensinada, mesmo que seu fundamento tenha sido erradicado e demonstrado ser falso (Josh McDowell, Evidence That Demands a Verdict, 1972, p. 19).
Um outro grande achado arqueológico confirmando um alfabeto antigo é a descoberta das Tábuas do Ebla, no norte da Síria em 1974. Essas 14 000 tábuas de argila são tidas como sendo de 2300 anos a.C., centenas de anos antes de Abraão. As tábuas descrevem uma cultura e um modo de viver similar ao registrado em Gênesis entre os capítulos 12 e 50.
É significante notar que a arqueologia não desarmou todas as críticas e argumentos contra a Bíblia. Contudo, olhando-se para o que foi encontrado pela arqueologia, a veracidade histórica da Bíblia está seguramente intacta. Para um maior estudo:

Quem escreveu o Novo Testamento? Por que não aceitar os evangelhos apócrifos, gnósticos ou o evangelho de Tomás?

Existem razões sólidas para confiar na lista atual de livros do Novo Testamento. Como mencionado anteriormente, os escritores dos Evangelhos Mateus, Marcos, Lucas e João eram seguidores próximos de Jesus. Os outros autores eram considerados dignos de confiança também: Tiago e Judas (meio-irmãos de Jesus, que, inicialmente, não acreditavam nELe), Pedro (um dos 12 apóstolos), e Paulo (a quem Jesus fez apóstolo depois de sua morte e ressurreição). A igreja sabia sobre esses homens e sua ligação com Jesus. Além de tudo, o que eles escreveram era consistente com o que as pessoas tinham visto e escutado sobre Jesus, passado adiante para seus filhos.
Assim, quando outros livros foram escritos e apareceram centenas de anos mais tarde (como o Evangelho de Pedro, apesar de Pedro já ter morrido há muito tempo), não foi difícil para a igreja identificá-los como falsos, forjados.

Um outro exemplo é o evangelho de Tomás (a quem Maomé faz referência no Alcorão). O Evangelho de Tomás foi escrito por volta de 140 d.C., muito depois da morte de Tomás. Apesar de ter algumas semelhanças com o autêntico Evangelho de Mateus do Novo Testamento, também continha mensagens radicalmente diferentes. A descrição de Jesus não correspondia a nada do que a igreja primitiva sabia ser verdade sobre Ele.
Aqui está um exemplo que mostra o contraste entre os evangelhos do Novo Testamento e os evangelho de Tomás. Por todos os evangelhos do Novo Testamento, Jesus tratava as mulheres com uma dignidade não típica da cultura do Oriente Médio dos dias de Jesus . Ele ensinou às mulheres tanto quanto aos homens, falou contra as leis de divórcio injustas, era gentil com as mulheres (até mesmo com as de caráter questionável) e depois da ressurreição apareceu primeiro para as mulheres, encarregando-as de dar a mensagem de que Ele estava vivo. O respeito de Jesus pelas mulheres contrariava todas as normas culturais e era um dos assuntos que deixavam os líderes religiosos de sua época enraivecidos. Contudo, o Evangelho de Tomás contém afirmações completamente contraditórias sobre Jesus: “Deixe Maria sair da nossa presença porque as mulheres não são dignas da vida” (Strobel, p. 89). E: “porque toda mulher que se fizer homem entrará no reino dos céus” (Ibid.).
Enquanto os livros, como o evangelho de Tomás, eram escritos e difundidos pela igreja primitiva, não era difícil para as pessoas discernir o que era forjado. Falsos escritos contradiziam os saberes ensinados por Jesus e pelo Velho Testamento e, continham, muitas vezes, erros históricos ou geográficos (Bruce, F.F. The Books and the Parchments: How We Got Our English Bible, Fleming H. Revell Co., 1950, p. 113).
Assim sendo, uma lista oficial de livros do Novo Testamento se tornou necessário: 1) Os Cristãos estavam sendo martirizados e os livros estavam sendo destruídos (então, qual deles proteger?); 2) na tradução dos livros para o sírio e o latim antigo, uma lista de livros que tinham autoridade foi importante; 3) falsos livros e falsos ensinamentos estavam sempre desafiando a igreja e a liderança precisava ser clara. Em 367 d.C., Athanásio formalmente listou os 27 livros do Novo Testamento (a mesma lista que nós temos hoje). Um pouco depois, Jerônimo e Agostinho circularam a mesma lista.

História do Novo Testamento. Porque levou 30 ou 40 anos para os Evangelhos do Novo Testamento serem escritos?

A principal razão para que os relatos do Evangelho não fossem escritos imediatamente depois da morte e ressurreição de Jesus é que não havia aparente necessidade de nenhum desses escritos. Inicialmente, os evangelhos foram espalhados oralmente em Jerusalém. Não havia necessidade de compor um relato escrito da vida de Jesus, porque os habitantes da região de Jerusalém eram testemunhas de Jesus e estavam cientes de seus ensinamentos (Veja Atos 2:22, 3:13, 4:13, 5:30, 5:42, 6:14).
Contudo, quando os evangelhos espalharam-se para além de Jerusalém, e as testemunhas oculares não estavam mais facilmente acessíveis, houve uma necessidade de se escrever relatos para educar os outros sobre a vida e o ministério de Jesus. Muitos estudiosos datam os evangelhos como tendo sido escritos de 17 a 32 anos depois da morte de Jesus.

Lucas nos dá um pouco mais de compreensão sobre isso, colocando no começo do seu Evangelho, a razão de tê-lo escrito: “Visto que muitos empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído.” (Lucas 1:1-3)
João também dá algumas razões para escrever seu Evangelho: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Eles, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome.” (João 20:30,31)
Você já leu alguma vez algum trecho dos Evangelhos do Novo Testamento? Para ler uma amostra do Evangelho de João, clique aqui.
E se você quiser saber mais sobre Jesus, esse artigo lhe dará um pequeno resumo de sua vida: Mais do Que Uma Fé Cega.

Faz alguma diferença se Jesus realmente fez e disse o que está nos Evangelhos?

Sim. Para que a fé tenha realmente valor, ela deve ser baseada em fatos, na realidade. Veja o porquê. Se você estiver voando para Londres, você provavelmente terá fé de que o avião está com o tanque cheio, de que é mecanicamente confiável, de que o piloto foi treinado, de que não há terroristas a bordo… A sua fé, no entanto, não é o que vai levar você a Londres. A sua fé é útil na medida em que lhe coloca no avião. Mas o que na verdade leva você para Londres é a integridade do avião, do piloto etc… Você pode confiar na sua experiência positiva de vôos passados. Mas sua experiência positiva não seria suficiente para levar aquele avião para Londres. O que importa é o objeto da sua fé – ele é confiável?
Acreditar em Deus requer algumas razões objetivas, ou então se torna uma fé fraca, meramente esperançosa que poderia mudar tão freqüentemente quanto muda as experiências de uma pessoa. Se a vida estiver indo bem para uma pessoa na França, então ela conclui que Deus está lá e que Ele é muito bom. Mas e para a pessoa na Índia, cujo estilo de vida não é tão confortável? Deus está realmente lá? Seria Deus disponível e útil para essa pessoa? Como você sabe? Veja: fé não é a questão principal, mas o que a sustenta.

Assim, esta questão é importante: o Novo Testamento é uma apresentação de Jesus correta, confiável? Sim. Podemos confiar no Novo Testamento porque há inúmeros fatos que confirmam isso. Esse artigo tocou nos seguintes pontos: concordância histórica; concordância arqueológica; as biografias dos quatro evangelhos estão em concordância; as profecias cumpridas mostram a intervenção divina; há continuidade com os autores do Velho Testamento da Bíblia; a preservação das cópias dos documentos é impressionante; a fidelidade das traduções é muito alta e elas apresentam uma visão consistente de Deus por mais de 1600 anos. Tudo isso dá um fundamento sólido para acreditar no que lemos no Novo Testamento: que Jesus é Deus, o Filho, que veio para nos dar vida.
Por favor, mande um e-mail para nós se você tiver outras perguntas.

Mais sobre profecias Bíblicas…

Setecentos anos antes de Jesus nascer, o livro de Isaías (encontrado no Velho Testamento) profetizou a vinda do Messias. Jesus não só cumpriu esta profecia, mas também cumpriu cerca de 300 declarações específicas sobre o Messias encontradas em todo o Velho Testamento. Abaixo está somente uma amostra do que encontramos no livro de Isaías quando comparada com o Novo Testamento…
Nascido de uma virgem
Profecia no Velho Testamento: “Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel [Deus conosco].”(Isaías 7:14)
Cumprimento no Novo Testamento: Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: sua mãe Maria estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1:18,24,25)
Ministério de milagres
Profecia no Velho Testamento: “Então se abrirão os olhos dos cegos e se destaparão os ouvidos dos surdos. Então os coxos saltarão como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria. Águas irromperão no ermo e riachos no deserto.” (Isaías 35:5,6)
Cumprimento no Novo Testamento: “Jesus respondeu: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres.” (Mateus 11:4,5)
Morreu pelos pecados da humanidade
Profecia no Velho Testamento: “Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.” (Isaías 53:5,6)
Cumprimento no Novo Testamento: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11) “Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: “Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito por meio dos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará.” (Lucas 18:31-33) “Então Pilatos tomou a Jesus e ordenou que fosse açoitado. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele. Vestiram-no com uma capa de púrpura, e, chegando-se a ele, diziam: “Salve, rei dos judeus!” E batiam-lhe no rosto.” (João 19:1-3) “Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico é chamado Gólgota). Ali o crucificaram…” (João 19:17-18)
Comentários de Jesus das profecias do Velho Testamento sobre ele mesmo:
“Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito.” (João 5:39)
“Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito.”(João 5:46)
“Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: “Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito por meio dos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará.”(Lucas 18:31-33)
Depois que ele ressuscitou dos mortos…
Ele lhes disse: “Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram! Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?” E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras. (Lucas 24:25-27)
E disse-lhes: “Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras. E lhes disse: “Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas.” (Lucas 24:44-48)

O Evangelhos são apresentados como algo verídico, “Assim foi”.

Até mesmo os relatos sobre Jesus fazendo milagres é escrito sem sensacionalismo ou misticismo. Um exemplo típico é o registro de Lucas, capítulo 8, onde Jesus traz de volta à vida uma menina. Preste atenção nos detalhes e clareza deste relato:
Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte.
Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia. E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia e gastara tudo o que tinha com os médicos;* mas ninguém pudera curá-la.
Ela chegou por trás dele, tocou a borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia.
“Quem tocou em mim?”, perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: “Mestre, a multidão se aglomera e te comprime”. Mas Jesus disse: “Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder”.
Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que o tinha tocado e como fora instantaneamente curada. Então ele lhe disse: “Filha, a sua fé a curou!* Vá em paz”.
Enquanto Jesus ainda estava falando, chegou alguém da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga, e disse: “Sua filha morreu. Não incomode mais o Mestre”. Ouvindo isto, Jesus disse a Jairo: “Não tenha medo; tão somente creia, e ela será curada”.
Quando chegou à casa de Jairo, não deixou ninguém entrar com ele, exceto Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da criança. Enquanto isso, todo o povo estava se lamentando e chorando por ela. “Não chorem”, disse Jesus. “Ela não está morta, mas dorme”. Eles riam dele, sabendo que ela estava morta.
Mas ele a tomou pela mão e disse: “Menina, levante-se!” O espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente. Então Jesus lhes ordenou que lhe dessem de comer. Os pais dela ficaram maravilhados, mas ele lhes ordenou que não contassem a ninguém o que acontecera.
Assim como outros relatos de Jesus curando pessoas, este tem uma marca de autenticidade. Se fosse ficção, parte dele teria sido escrito de uma forma diferente. Por exemplo, num registro fictício não haveria uma interrupção de algo que estivesse acontecendo. Se fosse ficção, as pessoas que lamentavam não teriam rido da afirmação de Jesus; ficariam zangados talvez, ou magoada por isso, mas não ririam. E ao escrever uma ficção, teria Jesus ordenado aos pais que ficassem quietos sobre aquilo? Você esperaria que a cura fizesse um grande momento. Mas a vida real não é tão certinha. Existem interrupções. As pessoas reagem estranhamente. E Jesus tinha suas razões para não querer que os pais espalhassem isso.
O melhor teste de autenticidade dos Evangelhos é ler você mesmo. Eles devem ser lidos como um relato de eventos reais ou como ficção? Se é real, então Deus se revelou a nós. Jesus veio, ensinou, inspirou e atraiu milhões que lêem suas palavras e sobre sua vida hoje. O que Jesus afirmou nos evangelhos, muitos têm descoberto ser uma verdade confiável: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10:10)

Para uma comparação do Novo Testamento com outros textos antigos…

Veja aqui como o Novo Testamento se compara a outros escritos antigos*:

(*Josh McDowell, Evidências que provam um veredito, Thomas Nelson Publishers, 1999)

A lista de alguns dos maiores achados arqueológicos…


(Usado com permissão de http://www.defendingthefaith.com)
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