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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Onde o Amor e a Justiça se encontram

 


Séculos atrás, correu pelo mundo a história do chefe de uma determinada tribo que era superior aos chefes de todas as outras tribos. Na época em que o poder era medido pela superioridade da força física, a tribo mais poderosa de todas era a que possuía o chefe mais forte.

Mas o chefe tribal de que estamos falando também era conhecido por sua sabedoria. No intuito de ajudar seu povo a viver em segurança e em paz, ele emitiu leis abrangendo todos os aspectos da vida tribal. Fazia cumprir essas leis rigorosamente e adquiriu a fama de ser um juiz imparcial.

Apesar das leis, havia problemas na tribo. Um dia, chegou ao conhecimento do chefe que alguém da tribo estava cometendo pequenos furtos. Ele reuniu o grupo.

— Todos aqui sabem que as leis foram feitas para proteger vocês, para ajudar vocês a viverem em segurança e em paz — ele os fez lembrar, com grande tristeza no olhar por causa do amor que lhes dedicava. — Esses furtos precisam parar. Todos nós temos tudo aquilo de que necessitamos. O castigo será aumentado de 10 para 20 chibatadas em quem for surpreendido furtando.

Os furtos, porém, continuaram. O chefe voltou a reunir o grupo.

— Por favor, ouçam-me — ele pediu. — Esses furtos precisam parar. O ambiente entre nós está ficando cada vez pior. O castigo será aumentado para 30 chibatadas.

Apesar disso, os furtos não cessaram. O chefe reuniu mais uma vez o grupo.

— Por favor, eu estou suplicando. Para o bem de vocês, os furtos precisam parar. Eles estão causando muito sofrimento entre nós. O castigo será aumentado para 40 chibatadas.

O povo conhecia o grande amor do chefe pela tribo, mas apenas os que estavam mais próximos dele viram uma lágrima correr por seu rosto quando ele dispersou o grupo.

Finalmente, um homem disse que a pessoa havia sido identificada. A notícia espalhou-se. Todos se reuniram para ver quem era.

Um murmúrio de espanto foi dado por todos quando a pessoa foi apresentada entre dois guardas. O rosto do chefe empalideceu de susto e sofrimento.

A ladra era sua mãe, unia senhora idosa e frágil.

O que ele vai fazer? — pensou o povo em voz alta. Será que ele faria cumprir a lei, ou o amor por sua mãe o impediria de cumpri-la? O povo aguardou, conversando em voz baixa, com a respiração ofegante.

Finalmente, o chefe falou.

— Meu amado povo. — Sua voz ficou embargada. Quase que sussurrando as palavras, ele prosseguiu. — Estou fazendo isto pela nossa segurança e paz. Devem ser aplicadas 40 chibatadas; o sofrimento que este delito nos causou foi grande demais.

Ele fez um movimento afirmativo com a cabeça, e os guardas fizeram sua mãe dar um passo à frente. Um deles retirou cuidadosamente o manto dela, deixando à mostra as costas ossudas e arqueadas. O homem designado para aplicar o castigo começou a desenrolar o chicote.

Nesse momento, o chefe deu um passo à frente e também retirou seu manto, deixando à mostra os ombros largos, bronzeados e firmes. Carinhosamente, ele passou os braços ao redor de sua querida mãe, protegendo-a com o próprio corpo.

Enquanto ele murmurava algumas palavras com o rosto encostado ao da mãe, suas lágrimas misturavam-se às dela. Ele fez outro movimento afirmativo com a cabeça, recebendo uma chibatada após outra.

Foi um momento singular. Mas, nele, o amor e a justiça entraram em eterna harmonia.

Foi o que Deus fez: Enviou seu filho Jesus para, ao morrer pelos pecados que nós cometemos, cumprir a justiça, sofrendo o castigo em nosso lugar. Em seu ato, o amor e a justiça se encontraram. Reconciliação com Deus e paz eterna estão disponíveis para todo aquele que crer em Jesus.

John MacArthur (Recontada por Casandra Lindell)

 

 

“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.” — Isaías 53:5

 

“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” — 2 Coríntios 5:21

 

“Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” — Romanos 5:8

 

In Histórias para o Coração 2, de Alice Gray


quarta-feira, 25 de março de 2026

O rei que buscou o sentido da vida - e de todas as coisas

 



Um jovem rei, com um desejo muito grande de conhecer as coisas da vida, do mundo, convocou os sábios e filósofos de seu reino. Eles deveriam anotar e registrar tudo o que considerassem importante sobre a vida. O pedido do rei foi levado muito a sério. Após quarenta anos de muito trabalho e pesquisa, de muita reflexão e anotações, retornaram ao rei, trazendo mil livros, nos quais estava registrado tudo o que consideravam importante para a vida.

O rei, que agora estava com sessenta anos, pediu aos seus sábios que fizessem um resumo do seu trabalho, pois ele não teria mais condições de ler mil livros aos sessenta anos. Após dez anos, os sábios retornaram novamente ao rei, trazendo um resumo das coisas mais importantes da vida em cem livros. Novamente o rei, já mais idoso, reagiu dizendo: Cem livros ainda é demais. Com setenta anos não posso mais ler e refletir sobre as coisas mais importantes da vida.

Deu nova tarefa aos seus sábios e filósofos dizendo: Anotem realmente só o essencial. Realizada a tarefa, voltaram ao rei, mas agora com um único livro. O rei, no entanto, estava à beira da morte. O desejo de conhecer as coisas mais importantes da vida ainda estava bem presente na vida do rei, apesar de sua idade avançada, fraqueza e doença. Pediu então aos sábios e filósofos que resumissem todos estes anos de trabalho, pesquisa e estudo em uma única frase. O rei queria conhecer, antes de morrer, quais as descobertas e conclusões de seus sábios.

O resumo apresentado pelos sábios foi este: "O ser humano nasce, vive, sofre e morre, e o mais importante na vida e o que sobrevive a tudo é o amor recebido e o amor presenteado".

Fico pensando nesta frase dos sábios. Ela me inquieta. Pena que, por vezes, esta descoberta seja feita muito tarde. Amor recebido de pessoas e de Deus. Amor presenteado às pessoas e a Deus cria um círculo de vida, de valorização mútua muito bom e benéfico para nós e este mundo tão marcado pela morte e violência. Na época de Natal, temos a oportunidade de avaliar e descobrir quem nos presenteia com seu amor incondicionalmente e a quem podemos presentear nosso amor de maneira incondicional. Amar é chamar para a vida. Deus, com o seu amor revelado em Jesus Cristo, nos chama para a vida. Sejamos livres para nos deixar amar por Deus e livres para passar este amor adiante, pois o amor é a única coisa que não diminui quando o esbanjamos.

Alberto Becker, no livro Um Olhar para o Vale


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Para onde você corre quando tudo dá errado?

 


Para onde você corre quando tudo dá errado?

Um amigo meu conta um fato acontecido com seu pai quando caçava cervos nas florestas do Oregon.

Carregando o rifle no braço, seu pai caminhava por uma velha estrada que havia sido invadida pelas árvores da floresta. A noite aproximava-se, e ele estava pensando em retornar ao acampamento, quando ouviu um barulho em um arbusto. Antes que ele tivesse tempo de apontar o rifle, um vulto marrom e branco apareceu na trilha bem à sua frente.

Meu amigo ri muito quando conta esta história.

 Tudo aconteceu tão rápido que meu pai não teve tempo de pensar. Olhou para baixo e lá estava um pequeno coelho selvagem marrom, cansado demais, enroscado em suas pernas, entre as botas. O corpo inteiro do animalzinho tremia, mas ele continuou ali, sem se mexer.

 Foi um fato muito estranho. Os coelhos selvagens têm medo de gente, e é difícil alguém os ver... e muito menos assim, agarrado nos pés...

 Enquanto papai se refazia do susto, outro personagem entrou em cena. Mais adiante na estrada, talvez a uns 200 metros, uma doninha saiu inesperadamente do meio do arbusto. Ao ver meu pai e sua presa enroscada em suas pernas, ela parou apoiada nas patas traseiras, ofegante, olhos vermelhos brilhando.

— Foi então que meu pai compreendeu que estava presenciando um pequeno drama de vida ou morte na floresta. O coelho selvagem, exausto pela perseguição, estava apenas a alguns instantes da morte. Meu pai era sua última esperança de refúgio. Esquecendo-se de seu medo e cautela naturais, o animalzinho enroscou-se instintivamente nele para proteger-se dos dentes afiados do inimigo implacável.

O pai de meu amigo não decepcionou o coelho. Apontou o rifle e atirou no chão, bem perto da doninha. O animal deu um salto de mais de meio metro no ar e correu em direção à floresta o mais rápido que pôde.

O coelho continuou imóvel por alguns instantes, enroscado nas pernas do pai de meu amigo enquanto o céu escurecia. O homem dirigiu-se carinhosamente ao coelho:

— Para onde ela foi, criaturinha? Acho que ela não vai aborrecer você por uns tempos. Parece que levou um grande susto hoje.

O coelho afastou-se correndo de seu protetor rumo à floresta.

Para onde, amado leitor, você corre em tempos de necessidade?

Para onde você corre quando os predadores dos problemas, das preocupações e do medo o perseguem?

Onde você se esconde quando seu passado o persegue como um lobo implacável, querendo destruí-lo?

Onde você busca proteção quando as doninhas da tentação, da corrupção e do mal ameaçam subjugá-lo?

A quem você recorre quando sua energia está exaurida... quando a fraqueza mina seu corpo e você não consegue mais fugir?

Você recorre a seu Protetor, àquele que permanece de braços abertos, aguardando sua chegada para que você usufrua toda a segurança que Ele pode dar?

 

São palavras de Jesus:

“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:9-11)

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (João 14:6)

“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6:37)

 

Kay Arthur

Do livro Histórias para o Coração, de Alice Gray

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A Xícara de Café, ou: O que você esconde em seu coração?

 


A XÍCARA DE CAFÉ

 

No meio do salão lotado de uma cafeteria, um executivo apressado segue avançando com sua xícara de café, absorto com o telefone celular no ouvido.

Vindo na direção contrária, uma adolescente, segurando uma bandeja com seu milkshake e sanduíche, de repente esbarra no homem de negócios, fazendo seu café derramar-se por todos os lados.

 Ei! Precisa olhar por onde anda, mocinha! Por que entornou o meu café?

Assustada, a menina gaguejou:

 Po-po-porque alguém me empurrou?!

 Resposta errada, disse inesperadamente o homem. – Você entornou o café porque era isso que tinha na xícara. Se fosse chá... Você teria derramado chá.

Em seguida o homem sorriu, e havia perdão naquele sorriso, ou um reconhecimento que dizia algo como “fique tranquila, a culpa foi mais minha do que sua”.

 

A história, corriqueira e possível de acontecer em qualquer cozinha, cafeteria ou praça de alimentação de shopping centers, guarda na verdade uma profunda lição em suas entrelinhas: Você vai derramar o que tiver em sua xícara.

A mesma coisa acontece quando os movimentos da vida “balançam” você.

O que quer que tenha dentro de você é o que será derramado, pois aquilo de que você está cheio é o que vai sair e salpicar tudo ou todos aos seu redor.

Você pode passar a vida fingindo que sua xícara está cheia de virtudes perfumadas... Mas, quando a vida te empurrar, você vai derramar o que realmente tem dentro de si.

Eventualmente a verdade vem à tona, e então você terá que se perguntar: o que está na minha xícara?

Quando a vida te empurrar, o que você irá derramar? Amor, alegria, paz, humildade, paciência... ou amargura, maldições, pensamentos ruins, medos, palavras duras, violência?

Trabalhe para encher sua xícara com gratidão, generosidade, amor, fé, domínio próprio, coisas boas.

Na Bíblia, Jesus assevera: “A boca fala do que o coração está cheio” (Mateus 12.34).

Mais adiante, o apóstolo Paulo, escrevendo sua carta à igreja da Galácia (Carta aos Gálatas), estabelece uma espécie de listagem, não exaustiva, de erros e pecados, tais como “adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5.20,21). Tais são os frutos podres, venenosos, que enchem a xícara daqueles distanciados de Jesus. Mas logo ele apresenta outros frutos, que no conjunto podem ser chamados de frutos ou o fruto do Espírito: “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5.22). Tais frutos são gerados, nutridos e por fim maturados na vida daqueles que, recebendo a Cristo Jesus como seu Senhor e Salvador, são alvo da ação do Espírito Santo, que opera em cada cristão para a santificação e instrução de sua vida e caminhada. Quanto mais espaço você der ao Espírito, mais bons frutos terá para encher a sua existência, a sua xícara, e derramar sobre todos ao seu redor.

Deixe Jesus encher a sua xícara.

S.R. (adaptado a partir de texto anônimo)


sábado, 15 de março de 2025

Quem é tolo o suficiente para acreditar em Deus, ou em vida após a morte?

 


No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro: “Você acredita em vida após o parto?”

O outro respondeu: “É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.”

“Bobagem”, disse o primeiro. “Que tipo de vida seria esta?”

O segundo disse: “Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora.”

O primeiro retrucou: “Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação.”

O segundo insistiu: “Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico.”

O primeiro contestou: “Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?”

“Bem, eu não sei”, disse o segundo, “mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós.”

O primeiro respondeu: “Mamãe, você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?”

O segundo disse: “Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.”

Disse o primeiro: “Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe.”

Ao que o segundo respondeu: “Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa.”

 

Como o primeiro bebê, exatamente assim argumenta o ateu e o cético contra a existência de Deus, um Deus cujos nossos sentidos são um tanto incapazes de captar, mas cuja presença e necessidade estão patentes por todos os lados, inclusive o lado de dentro. Pois o vazio que muitos trazemos no coração é o vazio de uma ausência, pouco dimensionável (novamente) por nossos sentidos. Essa ausência, esse buraco que o ser humano traz ao peito, só pode ser preenchido por Deus.

De todas as religiões, não sem razão aquela que apresenta a ideia mais ampla, exequível, confirmável e aprazível de um Deus consciente, criador e amoroso, é o cristianismo.

Cristianismo, claro, vem de Cristo, de quem a Bíblia, nos diversos livros que a compõem, relata o prenúncio, a manifestação/atuação e ainda suas obras futuras. A figura e a obra de Cristo ressignificaram a vida de milhões de pessoas ao longo da história, de humildes a eruditos, do padeiro de sua esquina aos pais da Ciência (Newton, Galileu, Descartes) como a entendemos. E essa mensagem sobre Jesus e sua obra é o que se chama de Evangelho, muito maior que uma simples religião. Seu poder de ressignificar, de conferir cura e sentido à vida, está disponível para você, para sua vida. Aprenda desse Cristo Jesus, conheça sua pessoa e obra através da leitura dos relatos bíblicos.


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Sou a pior pessoa que existe. Há solução para alguém como eu?

 


Uma noite, após uma reunião de pregação em uma cidade grande, um homem de aparência perigosa se aproximou do pregador e perguntou: “Você vem comigo esta noite, por favor? Preciso muito falar com você”.

“Com prazer”, respondeu o pregador.

O homem liderou o caminho por várias ruas laterais até chegar a um beco. Ele destrancou uma porta, conduziu o pregador para dentro e então sacou um revólver: “Eu não vou te machucar. Eu só quero te perguntar se você quis dizer o que disse em seu sermão esta noite, que o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado?”

O pregador respondeu: “Claro que eu quis dizer isso. Deus diz isso em Sua Palavra”.

Então o homem disse: “Eu matei quatro pessoas com este revólver. Há esperança para um homem como eu?”

“Eu vou te dizer novamente que se um homem confessar e abandonar seus pecados, Deus prometeu que Ele o perdoará e o purificará de todo pecado” (1 João 1:7).

O homem continuou: “Do outro lado deste muro está meu bar. Vendemos bebidas para qualquer um. Muitas vezes peguei o último centavo de um homem, deixando sua família passar fome. Ao lado do bar fica meu quartinho de jogo de azar. Não há um jogo honesto no lugar. Um homem cometeu suicídio recentemente depois de perder tudo aqui. Existe alguma esperança para um homem como eu?”

O pregador respondeu: “Deus fala sério quando diz: ‘O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado’.”

“Mais uma pergunta, e você pode ir. Ao sair do beco, você passará pela minha casa. Minha esposa está lá com minha filha de onze anos. Treze anos atrás conheci uma linda garota em Nova York e menti para ela sobre minha vida. Ela se casou comigo; mas quando ela descobriu a verdade, isso partiu seu coração. Desde então, eu tornei a vida um ‘inferno na terra’ para ela. Eu até comecei a bater nela. Recentemente, eu também dei um tapa na minha filha e a joguei contra um fogão quente, queimando seu braço do ombro ao pulso. Ela está desfigurada para o resto da vida. Há esperança para um homem como eu?”

O pregador agarrou o miserável homem, e, sacudindo-o, exclamou: “Ouça-me! Não importa o que você tenha feito, a Palavra de Deus permanece: ‘O sangue de Jesus Cristo NOS purifica de TODO pecado.’ Entende? Purifica o pecado de todos nós. E todos os pecados!

O homem disse: “Muito obrigado. Eu tinha que ter certeza. Eu acredito em você. Estarei na sua reunião novamente amanhã à noite.”

Depois que o pregador saiu, o homem esvaziou o bar e a sala de jogos. Ele então quebrou todas as garrafas, barris e espelhos. Ele também quebrou as mesas de jogo e arrancou das paredes os caça-níqueis eletrônicos. Queimou todos os dados e cartas. Durante toda a noite, ele destruiu todos os seus instrumentos de pecado. Era manhã quando ele subiu as escadas de sua casa e sentou-se, exausto.

Ao ouvi-lo, sua esposa disse à filha para “ir dizer ao papai que o café da manhã está pronto”.

A menina caminhou lentamente em direção ao pai. Meio com medo, ela disse: “Papai, a mamãe disse que o café da manhã está pronto”.

O homem sorriu e disse: “Querida, o papai não quer café da manhã”.

Sua filha se virou e correu para a cozinha gritando “Mamãe! Papai sorriu para mim e me chamou ‘querida’, e não gritou comigo!”

Sua mãe insistiu: “Eu não acredito! Volte e diga ao seu pai que o café da manhã está pronto.” Sua mãe decidiu segui-la.

Ao ouvi-los se aproximar, o homem sorriu e disse: “Cheguem mais perto.”

Tremendo, sua esposa e filha se aproximaram dele.

Ele gentilmente colocou os braços em volta das duas que ele havia abusado tão violentamente antes e, com os olhos cheios de lágrimas assegurou-lhes: “Vocês não precisam mais ter medo de mim. Me perdoem por tudo o que eu fiz. Deus deu a vocês um novo marido e um novo papai hoje.”

Na reunião daquela noite, sua esposa e filha também entregaram seus corações a Cristo. Elas também descobriram que “o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado” (1 João 1:7).

Você entendeu a mensagem? Se você tomar a decisão de confessar e abandonar seus pecados agora mesmo e entregar sua vida a Cristo, Ele perdoará o que você fez, o que quer que tenha feito, e lhe dará uma nova vida, e a segurança de uma vida eterna com Ele. Peça a Deus para perdoá-lo. Há esperança para alguém como você!

 

Reflita nestes versículos bíblicos:

 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1.9

 

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3.16

 

‘Eu é que sei que pensamentos tenho a respeito de vocês’”, diz o Senhor. São pensamentos de paz e não de mal, para dar-lhes um futuro e uma esperança’.” Jeremias 29.11

 

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” Lucas 19.10

 

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Atos 2.21

 

E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” Atos 4.12

 

Eles responderam: — Creia no Senhor Jesus e você será salvo — você e toda a sua casa.” Atos 16.31

 

Jesus, olhando para eles, disse: — Para os seres humanos é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” Marcos 10:27


domingo, 24 de março de 2024

Poemas, Frases e Reflexões sobre o ABORTO - Baixe o e-book gratuito

 


O tema do aborto tem mobilizado mentes, corações e culturas ao longo da história. Nos dias de hoje, tornou-se questão incontornável, transcendendo delimitações sanitárias, sociológicas, políticas e religiosas para inserir-se no centro do debate público.

Temos, ao longo dos anos, editado diversas antologias, dos mais variados escopos e amplitudes. Em sua maioria, antologias poéticas ou de citações. Para execução de tal atividade, é de praxe a aquisição e/ou consulta de livros no gênero, e o leitor deve saber que é relativamente farta a disponibilidade – no caso das citações – de livros de frases em nossas prateleiras. No entanto, transitando, por prazer e a trabalho, por dezenas de antologias e mesmo dicionários de citações, jamais vimos o verbete “aborto” categorizado em obra alguma. Até citações esparsas sobre um tema tão significativo estão curiosamente ausentes deste gênero de literatura. Assim, tomamos para nós a tarefa de, mesmo reféns da brevidade, organizar e disponibilizar a presente obra, de maneira alguma exaustiva, sobre esse assunto vital.

E este pequeno livro é na verdade uma antologia multigêneros: às diversas citações sobre o aborto, unimos uma seleção de poemas e, por fim, uma coleção de pequenos textos de reflexão que ajudarão a iluminar nosso entendimento sobre o assunto.


       Esse é um livro gratuito, que nasce em serviço da sociedade e da melhor das intenções. Convidamos você a ler e também a compartilhar este conteúdo, com quantos achar conveniente.

Para baixar o seu exemplar gratuitamente pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

QUEBRANDO A MECÂNICA DA INGRATIDÃO

 


Certa vez, me contaram a história de um homem que decidiu fazer certa experiência durante o período de um mês. Ele planejou visitar as residências em um determinado quarteirão e dar a cada morador uma nota de 100 dólares, sem qualquer compromisso por parte de quem recebesse.

No primeiro dia, à medida que ele passava de casa em casa, os moradores pareciam extremamente desconfiados de sua sanidade mental. Eles hesitantemente esticavam seus braços e recolhiam as notas com um certo receio.

As reações foram semelhantes durante o dia seguinte.

Mas no terceiro e no quarto dia, a maioria das pessoas havia descoberto que as notas eram verdadeiras e tinham gasto o dinheiro que haviam assim recebido. Toda a vizinhança comentava com excitação as notícias da distribuição diária daquelas notas. Na segunda semana daquela experiência, os moradores já se postavam na entrada de suas casas, observando atentamente para ver se "o homem dos 100 dólares" estaria chegando. Eles começaram a visitar uns aos outros, conversando em voz alta nos jardins e na esquina das ruas.

Por volta da terceira semana, contudo, a novidade das visitas daquele homem parecia estar desaparecendo. Os moradores apresentavam uma atitude de enfado em relação àquelas dádivas diárias. O presente havia se tornado "fora de moda". Na quarta semana, quando a regularidade das visitas daquele homem havia se tornado firmemente estabelecida, elas passaram a se tornar como parte normal da vida de cada dia naquela vizinhança.

No último dia do mês o homem experimentou um esquema diferente. Ele decidiu caminhar pela rua, mais uma vez, mas não levou dinheiro para distribuir. Ao fazer isto, aconteceu um fenômeno muito estranho. Os moradores gritavam com raiva: "Onde está o nosso dinheiro?", ou lhe diziam, a altos brados: "Como você se atreve a não me dar os meus 100 dólares de hoje?"

O que tinha acontecido? As pessoas chegaram a ponto de esperar e de mesmo exigir alguma coisa que originalmente lhes havia sido dada como um presente que não mereciam. Elas começaram a sentir que aquele homem lhes "devia 100 dólares por dia."

Este é um exemplo de como nós, às vezes, agimos para com outras pessoas e também para com o Senhor. Tudo na vida começa como um presente, nossas famílias, nossos amigos, nossos bens materiais, nossa saúde. À medida que a vida continua, podemos começar a não dar valor a estes presentes e começamos a desenvolver a "expectativa" de como as coisas "devem ser", e quando os presentes são retirados, podemos nos tornar irados ou nos mostrar exigentes, pensando que temos algum "direito" a esses bens. Em vez disto, é proveitoso sermos gratos a Deus e às pessoas, por tudo o que nos é dado.

Alcy Francisco de Oliveira – Gotas de Esperança


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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Você já recebeu flores?

 


Certo dia de primavera, minha esposa colocou alguns galhos dum pessegueiro em flor num vaso sobre minha escrivaninha. Foram tirados da árvore que ficava no pátio fronteiro à minha janela. Que ramalhete alegre e lindo era aquele! Quando olhei para o vaso e para os galhos do pessegueiro que balouçavam ao sopro da brisa do lado de fora, pensei: “Que parábola da vida está aqui.” Ainda que as flores que estavam no vaso fossem tão lindas, como as que lá fora eram bafejadas pelo vento, estas estavam condenadas a murchar, a serem lançadas no lixo. As que estavam na árvore também murchariam, mas em seu lugar surgiriam os frutos sazonados do pessegueiro. As flores que estavam na minha escrivaninha não produziriam frutos, porque estavam separadas da fonte da vida.

Assim acontece conosco. O pecado estabeleceu a separação entre nós e nosso Criador. Separados de Deus, as nossas vidas, embora lindas e agradáveis por algum tempo, não produzirão frutos de valor eterno. Nossas boas ações em direção a um "conserto" nada podem produzir, pois a Bíblia mesma diz: "Não há um justo, nem um sequer" (Romanos 3.10).

Mas Deus mesmo providenciou, da maneira a mais paradoxal e maravilhosa, uma forma de sermos religados a Ele, ao tronco da vida, na figura de seu filho amado, Jesus Cristo. Cristo pagou na cruz o preço com que não podíamos arcar: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53:4,5).

A promessa de religação é tão poderosa que Jesus mesmo diz: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14).

Jesus continua: "Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma" (João 15.5).

A vida ligada a Cristo produz frutos não só para os outros, mas também alcança para si mesma, o gozo, a paz, e a vida eterna.


Thomas H. Backer (adaptado)


sexta-feira, 23 de junho de 2023

Um amigo nos piores momentos

 


Um sábio oriental contou a seguinte história: certo homem tinha três amigos. Um dia ele foi chamado ao tribunal. Seus negócios estavam de tal forma embaraçados que uma condenação das mais duras parecia inevitável. Diante de tais circunstâncias, recorreu aos seus melhores amigos, pedindo-lhes que o ajudassem naquela situação terrível.

O primeiro amigo disse:

— Tudo o que posso fazer é te dar um terno novo para compareceres ao tribunal.

O segundo disse:

— Eu irei contigo até à porta do tribunal.

O terceiro era aquele com quem ele menos contava. Ele disse:

— Quanto a mim, eu entrarei contigo e falarei por ti.

Assim fez, e falou tão bem a favor do seu amigo, que este foi absolvido. O velho sábio, então, disse:

— Esta é a história de cada um de vós, no dia de vossa morte. Um amigo vos dará o último trapo, a saber, a mortalha; esse amigo é o dinheiro que tanto amais; é o mais que ele pode fazer. Outro amigo vos acompanhará, é o mundo: vossos filhos e os vossos conhecidos acompanharão o cortejo fúnebre até o cemitério; é o mais que podem fazer. Mas o terceiro amigo fiel que jamais vos abandonará e que por vós intercederá é o nosso Senhor Jesus Cristo. Amai-o, apegai-vos a ele de todo vosso coração. Ele é o único que vos pode salvar realmente.


Reflita nestes versículos bíblicos:


“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” – João 10:9-11

 

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” – Atos 4:12

 

“Não vos chamo mais de servos, porque o servo não sabe o que faz seu patrão. Mas vos chamo de amigos, porque vos manifestei tudo o que ouvi de meu Pai.” – João 15,15


Do livro Cento e Uma Belas Ilustrações


sábado, 8 de abril de 2023

Encontre aquele que reconhece o seu valor, e pode elevá-lo

 


Agostino d'Antonio, um escultor de Florença, trabalhou diligentemente, mas sem sucesso, um grande pedaço de mármore. “Eu não posso fazer mais nada com isto”, ele concluiu. Outros escultores também tentaram esculpir aquele pedaço de mármore e nada!

A pedra, por fim, foi jogada no lixo onde ficou por quarenta anos, jogada fora. Quarenta anos esquecida, sem valor, inútil em um canto onde só havia lixo e restolhos!

Passando pelo local, certo dia, Michelangelo viu a pedra e suas possibilidades ocultas e pediu que a levassem até seu estúdio. Ele começou a trabalhar nela e, por fim, seu trabalho foi coroado com grande sucesso. Daquela pedra aparentemente desprezível ele esculpiu uma das obras-primas do mundo da escultura: Davi! Após quarenta anos no lixo, a pedra de mármore se torna uma das mais importantes esculturas do mundo atual pelas mãos de Michelangelo...

Onde estava o segredo?

O segredo repousava em Michelangelo, não na pedra. O segredo está no oleiro e não no vaso.

Olhe para sua vida com todas as suas decepções, angústias, aflições, tristezas, sofrimentos, traições, decepções... É como se você estivesse jogado no lixo e sem nenhuma perspectiva na vida, mas alguém observa sua angústia; sim, um escultor que está pronto a transformá-la em algo melhor, uma obra abundante de paz e contentamento: é Jesus Cristo.

Olhe agora e veja as vidas das outras pessoas que convivem com você, seus familiares, filhos, pais, amigos e veja como estão neste instante. Será que são pedras de mármore jogadas no lixo ou já se transformaram em lindas esculturas? Creia com fé que o Senhor produzirá uma obra-prima; entregue-se em Suas mãos amorosas, e confie na qualidade do trabalho do Grande Mestre, Jesus Cristo.

 

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mateus 11:28-30.

 

Olhai para as aves dos céus, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e o vosso pai celestial as alimenta, não tendes vós muito mais valor do que elas?” Mateus 6.26

 

Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte.” Jeremias 29:11-14

 

Ele fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.” Isaías 40:29-31


Nathaniel M. Brandão Jr. - Ilustrações com Aplicações Práticas (adaptado)


domingo, 15 de agosto de 2021

Boas notícias são boas apenas se você as aceitar




O teólogo Karl Barth ilustra, com a história de alguns soldados japoneses que foram encontrados muitos anos depois da vitória dos Aliados sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial, quão difícil é aceitar as boas novas da salvação. Separados de seu regimento durante a invasão das forças aliadas, eles se esconderam na selva. Pensando que ainda estavam em guerra, eles abriam fogo contra qualquer um que se aproximasse do seu esconderijo. Por vários anos eles viveram temendo seus inimigos e sofrendo de solidão por causa da separação de seus parentes. Atentos apenas às suas necessidades primárias, eles ignoravam os eventos mundiais.
Quando foram finalmente encontrados e informados de que a guerra acabara, eles se recusaram a acreditar. Eles suspeitavam que aquilo fosse um truque para conseguir sua rendição. Eles não deixariam seu esconderijo para ir para a prisão! A notícia que poderia ter aliviado suas tensões, a notícia de que eles não precisavam temer e que poderiam voltar para suas casas para encontrar seus parentes sob completa anistia, era boa demais para ser verdade. Quase impossível de acreditar.
Os soldados não fizeram nada para obter perdão. Eles não apresentaram pedidos formais. No entanto, vários anos antes o conflito havia terminado. Em certo sentido, embora não soubessem, estavam em posição de serem aceitos. Tudo o que precisavam fazer era sair da selva, aceitar a oferta de anistia e voltar para seu lar e sua família.
Assim acontece conosco em relação a Deus. Há dois mil anos um mensageiro foi-nos enviado, o próprio Filho de Deus, para pagar o preço que poria fim à separação entre o homem e seu Criador.

Assim foi feito, como dizem as escrituras:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3.16

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” – Mateus 8.28-30

“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” – Romanos 10:9

“Eu asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” – João 5:24

“Então levou-os para fora e perguntou: "Senhores, que devo fazer para ser salvo?" Eles responderam: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa.” – Atos dos Apóstolos 16:30-31

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” – Efésios 2.8-9

Mas tal boa nova – veja que este é o sentido de Evangelho, boa nova – só tem efeito para aqueles que a recebem, que suspendem suas armas e, sem maiores esforços que apenas crer, entregam-se a este salvador amoroso, Jesus, cuja mão estendida não recusa a ninguém: "Aqueles que vierem a mim, de maneira nenhuma os lançarei fora" (João 6.37).
Receba hoje esta carta de armistício, esta salvaguarda oferecida pelo sangue daquele que se sacrificou para por fim ao abismo que havia entre nós, pecadores, e o Deus santo.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Ele estava no fundo do poço - Mas lembrou-se de Deus




Howard Rutledge, piloto da Força Aérea da Estados Unidos, foi abatido sobre o Vietnã do Norte nos começos dessa guerra. Ele passou vários anos miseráveis como prisioneiro de guerra antes de ser libertado.
Em seu livro Na presença de meus inimigos, ele reflete sobre a fonte de recursos de onde ele ganhou força naqueles dias que pareciam intermináveis ​​e intoleráveis. Ele diz:
"Durante esse tempo de reflexão forçada, foi muito mais fácil separar o importante do trivial, o que valia a pena e o que eu poderia esquecer. Por exemplo, no passado, eu trabalhava ou me divertia aos domingos e nunca tive tempo para Deus. Por anos minha esposa me encorajou a ir ao templo com o resto da família, mas eu não a escutava. Ela nunca me incomodou com o assunto, apenas vivia na esperança. Mas eu estava muito ocupado, muito ocupado para dedicar algumas horas por semana para o que era mais importante.
Agora a visão, o som e o cheiro da morte eram constantes ao meu redor. Minha fome de alimento espiritual muito em breve excedeu o meu desejo por um bife.
Agora eu queria saber sobre essa parte de mim que nunca morre. Agora eu queria falar sobre Cristo e a igreja. Mas naquele campo de concentração, em meio ao isolamento e sofrimento, não havia Bíblia, pastor, templo, hinário, nem crente. Eu tinha esquecido completamente da dimensão espiritual da vida e foi necessário cair prisioneiro para perceber como a vida é vazia sem Deus".
Quantas vezes são necessárias pressões e dificuldades da vida para que percebamos, como Rutledge, que há algo vital que esquecemos com muita frequência, e é Deus e nosso relacionamento com ele.

A Bíblia amorosamente alerta:
Lembre-se do seu Criador nos dias da sua mocidade, antes que venham os dias maus, e cheguem os anos em que você dirá: ‘Não tenho neles prazer’.” – Eclesiastes 12.1

Porque Deus diz: ‘No tempo aceitável escutei você e no dia da salvação eu o socorri.’ Eis agora o tempo oportuno! Eis agora o dia da salvação!” – 2 Coríntios 6.2

Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede. Porém eu já disse que vocês não creem, embora estejam me vendo. Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” – João 6.35-37

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Só bebo nos fins de semana, ou: A Tática do Avestruz

 


Nas arquibancadas do estádio do Maracanã existem balcões onde se vende cerveja durante os jogos de futebol. Reparem como lá ficam pessoas bebendo o tempo todo, de costas para o campo. Para assistir ao jogo, bastaria virar o corpo – mas não o fazem. Talvez não gostem de futebol? No entanto, afirmam categoricamente ser torcedores ardorosos de um dos times e não perderiam uma partida por nada deste mundo.

Vejamos outra cena, um dia de verão, na praia: muita gente passa o dia todo bebendo, debaixo de barracas quentíssimas, sem pegar sol ou cair na água. Apesar disso, dizem adorar uma praia, a ponto de frequentá-la todo fim de semana.

Estas situações refletem o mais constante sintoma da doença alcoolismo – a negação – e podem até ter algo de engraçado, mas constituem verdadeira tragédia para o alcoólico, que frequentemente morre negando sua enfermidade.

A experiência mostra só se recuperar aquele que for capaz de ultrapassar esta formidável barreira, ao conseguir admitir-se impotente frente ao álcool.

Ao negar sua perda de controle, o alcoólico não é mentiroso, pelo menos conscientemente, mesmo porque esta perda acontece de forma lenta e progressiva. No inicio, ainda há algum controle, com ele bebendo só nos fins de semana ou após certas horas do dia. Aos poucos, o doente vai, porém, criando um manto de fantasia, que o faz ser o primeiro a acreditar não ter problemas com álcool.

Trata-se de um mecanismo psíquico de proteção, para enfrentar a dura realidade de estar tendo comportamentos irresponsáveis.

Paradoxalmente, não consegue viver sem a bebida, mesmo reconhecendo ser, em certas ocasiões, o consumo exagerado. A explicação, para ele, está nos sérios problemas que vem enfrentando no momento; se os problemas desaparecessem, voltaria a beber controladamente.

Assim, enquanto aguarda o milagre, vai bebendo cada vez mais.

Este mecanismo de negação, que se desenvolve dentro da personalidade do individuo, não se limita apenas à afirmativa, para si e para os outros, de que não é alcoólico. È necessário também inventar uma série de desculpas, para manter uma aparente lógica nas coisas que se anda fazendo.

Este manto de fantasia, fabricado por ele mesmo, fica cada vez mais duro, mais resistente, até isolar o doente do mundo real, como se fosse uma larva do bicho-de-seda envolvida no casulo.

É claro que as coisas continuam existindo como são, o emprego, a família, os amigos, mas tudo isso torna-se a cada dia menos importante. Os mais íntimos questionam: “Por que ele faz isso conosco? Será que não gosta mais da gente?” Ou afirmam: “Se você me amasse, parava de beber!” São questões que incomodam, despertam sentimentos de remorso, culpa e autopiedade, mas não sabe resolver, por julgar impossível separar-se do companheiro álcool. Então ele nega os fatos, inventa justificativas, faz promessas as quais não consegue cumprir, tudo o que for possível para se fechar cada vez mais dentro de um outro mundo, só existente no seu delírio – mas que é só seu, seu mundo de negação.

Para conviver melhor com sua fantasia, o alcoólico passa a só frequentar lugares onde haja bastante bebida e selecionar amizades entre gente que também bebe. Se for convidado para um aniversário de criança, sabendo que só vai encontrar bolo de chocolate e Coca-Cola, recusa, dizendo não ter paciência para aguentar este tipo de festa. Mas é capaz de pegar 3 ônibus para ir a um churrasco na casa de um desconhecido. Pensa em álcool todas as horas do dia: quando será que vou poder tomar a primeira? A que horas o bar do hotel fecha? Não esquecer, os supermercados fecham aos domingos! Lá no sítio vai ter bebida? È melhor garantir, levando uma garrafa na mala!

Para melhor entender o processo, substituamos a palavra “álcool” por “azeitonas”. Quando será que vou comer a primeira azeitona hoje? Será que lá no sitio há azeitonas? É melhor garantir: levo umas latas na mala! Fica bastante estranho: qualquer pessoa que só pensasse em azeitonas seria identificada como portadora de um problema psíquico. Mas o dependente químico do álcool continua afirmando ser normal seu comportamento.

Na tarefa de continuar negando seu alcoolismo, o alcoólico tem também de aprender a ser esperto, desenvolvendo a habilidade de esconder o quanto anda bebendo. Muitas vezes para de beber dentro de casa, mas a toda hora tem de sair para comprar cigarros. Na rua, frequenta muitos botequins, evitando tomar mais que duas ou três doses no mesmo lugar, para não ser identificado como beberrão. Às vezes começa a beber em um bairro, termina em outro. Bebe no bar, antes da festa, para dar a impressão de estar bebendo pouco. Escolhe vodca, porque ouviu dizer que não dá cheiro. Anda sempre com balas e pastilhas de hortelã, para disfarçar o hálito. Enfim, esconder seu alcoolismo dos outros passa a ser procedimento de rotina, a ocupar boa parte da sua atenção.

Já para provar a si mesmo não ser alcoólico, os mecanismos de negação são outros:

• 1. Tenta beber menos quantidade, embora com a mesma frequência.

• 2. Tenta beber com menos frequência, embora a mesma quantidade.

• 3. Tenta não beber durante a semana de trabalho, mas fica contando os dias e horas que faltam para a sexta-feira chegar.

• 4. Tenta usar outras drogas para diminuir a quantidade de bebida, tomando tranquilizantes de manhã, para parar de tremer, ou anfetaminas de noite, para poder dirigir o carro.

• 5. Muda a marca ou tipo de bebida, assumindo que a anterior é que lhe fazia mal. Ilude-se trocando um litro diário de cachaça, por 5 litros de cerveja, achando que assim bebe menos álcool. Sendo rico, substitui uísque nacional, por outro importado.

• 6. Fica temporariamente em abstinência, por exemplo, quando internado, para desintoxicar, quando obrigado a tomar antibióticos ou apenas “para dar um tempo”, depois de uma consulta médica preocupante. Estes períodos de abstinência têm data marcada para acabar e seu fim é ansiosamente esperado. Quando terminam, o alcoólico acha que depois de tanto sacrifício agora ele merece tomar “uma só” e tudo começa de novo, detonado pelas poderosas forças da dependência química.

Os períodos de abstinência servem para afirmar e reforça cada vez mais a negação, embora só sejam conseguidos à custa de intenso sofrimento emocional. O objetivo é provar a si mesmo e aos outros não ser alcoólico, que domina perfeitamente a situação e para de beber quando quer. As frases clássicas são: “Na verdade, eu não preciso beber, acontece que eu realmente gosto de álcool”. Ou então: “Se você tivesse em sua vida os problemas que tenho, iria beber ainda mais do que eu”.

À medida que a doença progride, mais este manto de fantasia impede o doente de ver sua realidade. Ele muda de comportamento e atitudes, perde seus valores, cada vez mais enredado na teia da dependência. Basta ler o Livro Azul de Alcoólicos Anônimos, para ver como duas emoções básicas, orgulho e medo, tão saudáveis quando baseadas em fatos reais, podem tornar-se exasperadas e delirantes, originando as mais variadas turbulências de raiva, inveja, ciúme e ódio.

O alcoólico age ao sabor da primeira emoção descontrolada que lhe vem a cabeça e, quando as coisas não dão certo, bota a culpa nos outros ou nas situações de vida. Expectativas fantasiosas tornam-se regra e, como não se realizam, trazem frustrações, autopiedade e necessidade ainda maior de bebida.

Neste ponto, o manto da fantasia confunde-se com a carapuça da negação, dura, resistente, impenetrável pelo lado de fora, como o casulo. Porém, lá dentro, o bicho-da-seda pode encontrar forças para rompê-lo e, ao livrar-se, sair da escuridão para a luz.

Como o alcoólatra, que, vencendo a negação ao reconhecer sua impotência frente ao álcool, encontra o caminho da recuperação e da vida.

E de repente descobre que não gosta tanto assim de praia, nem de frequentar o estádio do Maracanã…

Dr. Alberto Duringer
Médico no Rio de Janeiro, Conselheiro no Conselho Estadual de Entorpecentes.
Vivência n° 19 – Janeiro/Março 1992

Fonte: Alcóolicos Anônimos

domingo, 6 de dezembro de 2020

Com um problema difícil, talvez insolúvel? Saiba a quem procurar



Padecia um homem com uma doença considerada incurável, quando ouviu falar de um médico famoso que sabia curar doenças da natureza daquela que ele sofria. Ele empreendeu uma longa jornada para vê-lo e, quando chegou à casa do famoso médico, lhe disseram que o mesmo não estava ali naquele momento.
- Bem, com sua permissão, eu o esperarei -  disse o enfermo.
- Não há necessidade, pois aqui está o assistente dele, e provavelmente levará algum tempo para o médico voltar.
- O assistente não é suficiente para mim - respondeu o paciente, acostumado a ser ridicularizado pelos médicos - eu quero vê-lo, porque meu caso é desesperado.
- Aqui estão os livros dele, se você quiser consultar, enquanto isso, alguns de seus trabalhos.
- Muito obrigado; também não são suficientes para mim; preciso que ele mesmo me examine.
- Se você quiser ver o seu gabinete cheio de excelentes dispositivos para cirurgiões, você pode passar.
- Eu não duvido de sua bondade, mas eles não me servirão de nada sem o médico.
- Aqui você tem um cavalheiro que ele curou; ele testemunhou operações extraordinárias e delicadas e certamente pode adiantá-lo sobre o método curativo do médico que está procurando.
- Mas, amigo, eu vim para vê-lo, e não preciso ver nenhuma outra pessoa.

Vamos aprender com esta ilustração.
Se as doenças da alma o afligem, é necessário que você se dirija ao próprio Salvador, como esse doente foi em busca do médico. Solidão, desespero, depressão, medo, sentimento de vazio ou de inutilidade - da própria existência ou da vida de uma maneira em geral -, luta contra o pecado, falta de fé...
Veja o caso do tal médico: Bons podem ser seus servos, muito necessários os livros sobre ele já escritos, de grande utilidade os conselhos daqueles que já foram ajudados e salvos; mas eles não são suficientes para a sua salvação.

Da mesma forma,  precisamos de Cristo e Cristo apenas. Santos, religiões, sistemas, pessoas, todos podem nos indicar algum caminho, mas não nos levam ao ponto em que precisamos chegar: Apenas nos dirigindo a Cristo, única ponte entre Deus e os homens, podemos encontrar cura para nossa enfermidade espiritual e existencial.

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