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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Histórias para guardar do Esquecimento – Uma coletânea de pequenas histórias para ressignificar as nossas vidas

 


Fábulas e parábolas são utilizadas há milênios por povos e culturas para transmitir os mais preciosos valores e ensinamentos: Aqueles que falam sobre a natureza da vida e de nosso procedimento, nossa busca por justiça, paz e felicidade.

Este livro reúne uma coleção de narrativas assim — fábulas, parábolas, contos breves e também histórias reais — escolhidas com um critério simples: o de que tenham algo de valor a dizer sobre a experiência de ser humano. Sobre perdão, sobre o tempo, sobre orgulho e humildade, sobre o que escolhemos alimentar dentro de nós. Os temas são universais, e as histórias que os carregam pertencem a diferentes tradições e culturas — algumas com origem conhecida, outras que a memória coletiva já não consegue rastrear com precisão.

Há uma razão antiga para que povos tão diferentes tenham recorrido à parábola. A verdade dita diretamente pode ser ignorada ou esquecida. Mas a verdade que chega “disfarçada” numa história — com personagens, com tensão, com um desfecho inesperado — tem o curioso hábito de se instalar sem pedir licença. Os homens não gostam de encarar a Verdade nua; preferem-na vestida.

Esta pequena parábola nos ajuda a entender perfeitamente a questão:

 

A Verdade e a Parábola

A Verdade visitava os homens; sem roupa e sem adornos, tão nua quanto o seu nome.

E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

— Verdade, por que estás tão abatida? — perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia e repulsiva, já que os homens me evitam tanto!

— Que disparate — riu a Parábola. — Não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.

Então a Parábola disse:

— A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada!

 

O leitor encontrará aqui histórias que tocam em questões éticas e espirituais com naturalidade, nascidas da convicção de que a dimensão interior da vida não pode ser ignorada quando se fala em ressignificar a própria existência. Mas o convite não é doutrinal — é um convite à pausa, à reflexão, a sentar com uma história curta e deixar que ela pergunte alguma coisa. Cada narrativa vem acompanhada de versículos bíblicos, não como imposição, mas como camadas adicionais de sentido.

Histórias para Guardar do Esquecimento é exatamente o que o título promete: narrativas que merecem não se perder — não porque sejam perfeitas ou inéditas, mas porque dizem coisas que a vida moderna tem uma habilidade particular de nos fazer esquecer. Sobre como tratamos os outros. Sobre o que priorizamos. Sobre quem queremos nos tornar.

Nosso desejo é que ao menos uma dessas narrativas lance raiz em seu coração — e reapareça, algum dia, quando mais for preciso.

O livro é gratuito na versão eletrônica (e-book), mas também está disponível na modalidade impressa, a preços acessíveis.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Onde o Amor e a Justiça se encontram

 


Séculos atrás, correu pelo mundo a história do chefe de uma determinada tribo que era superior aos chefes de todas as outras tribos. Na época em que o poder era medido pela superioridade da força física, a tribo mais poderosa de todas era a que possuía o chefe mais forte.

Mas o chefe tribal de que estamos falando também era conhecido por sua sabedoria. No intuito de ajudar seu povo a viver em segurança e em paz, ele emitiu leis abrangendo todos os aspectos da vida tribal. Fazia cumprir essas leis rigorosamente e adquiriu a fama de ser um juiz imparcial.

Apesar das leis, havia problemas na tribo. Um dia, chegou ao conhecimento do chefe que alguém da tribo estava cometendo pequenos furtos. Ele reuniu o grupo.

— Todos aqui sabem que as leis foram feitas para proteger vocês, para ajudar vocês a viverem em segurança e em paz — ele os fez lembrar, com grande tristeza no olhar por causa do amor que lhes dedicava. — Esses furtos precisam parar. Todos nós temos tudo aquilo de que necessitamos. O castigo será aumentado de 10 para 20 chibatadas em quem for surpreendido furtando.

Os furtos, porém, continuaram. O chefe voltou a reunir o grupo.

— Por favor, ouçam-me — ele pediu. — Esses furtos precisam parar. O ambiente entre nós está ficando cada vez pior. O castigo será aumentado para 30 chibatadas.

Apesar disso, os furtos não cessaram. O chefe reuniu mais uma vez o grupo.

— Por favor, eu estou suplicando. Para o bem de vocês, os furtos precisam parar. Eles estão causando muito sofrimento entre nós. O castigo será aumentado para 40 chibatadas.

O povo conhecia o grande amor do chefe pela tribo, mas apenas os que estavam mais próximos dele viram uma lágrima correr por seu rosto quando ele dispersou o grupo.

Finalmente, um homem disse que a pessoa havia sido identificada. A notícia espalhou-se. Todos se reuniram para ver quem era.

Um murmúrio de espanto foi dado por todos quando a pessoa foi apresentada entre dois guardas. O rosto do chefe empalideceu de susto e sofrimento.

A ladra era sua mãe, unia senhora idosa e frágil.

O que ele vai fazer? — pensou o povo em voz alta. Será que ele faria cumprir a lei, ou o amor por sua mãe o impediria de cumpri-la? O povo aguardou, conversando em voz baixa, com a respiração ofegante.

Finalmente, o chefe falou.

— Meu amado povo. — Sua voz ficou embargada. Quase que sussurrando as palavras, ele prosseguiu. — Estou fazendo isto pela nossa segurança e paz. Devem ser aplicadas 40 chibatadas; o sofrimento que este delito nos causou foi grande demais.

Ele fez um movimento afirmativo com a cabeça, e os guardas fizeram sua mãe dar um passo à frente. Um deles retirou cuidadosamente o manto dela, deixando à mostra as costas ossudas e arqueadas. O homem designado para aplicar o castigo começou a desenrolar o chicote.

Nesse momento, o chefe deu um passo à frente e também retirou seu manto, deixando à mostra os ombros largos, bronzeados e firmes. Carinhosamente, ele passou os braços ao redor de sua querida mãe, protegendo-a com o próprio corpo.

Enquanto ele murmurava algumas palavras com o rosto encostado ao da mãe, suas lágrimas misturavam-se às dela. Ele fez outro movimento afirmativo com a cabeça, recebendo uma chibatada após outra.

Foi um momento singular. Mas, nele, o amor e a justiça entraram em eterna harmonia.

Foi o que Deus fez: Enviou seu filho Jesus para, ao morrer pelos pecados que nós cometemos, cumprir a justiça, sofrendo o castigo em nosso lugar. Em seu ato, o amor e a justiça se encontraram. Reconciliação com Deus e paz eterna estão disponíveis para todo aquele que crer em Jesus.

John MacArthur (Recontada por Casandra Lindell)

 

 

“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.” — Isaías 53:5

 

“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” — 2 Coríntios 5:21

 

“Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” — Romanos 5:8

 

In Histórias para o Coração 2, de Alice Gray


quinta-feira, 14 de maio de 2026

ENTREI PARA O TRÁFICO AOS DEZESSEIS ANOS

 


ENTREI PARA O TRÁFICO AOS DEZESSEIS ANOS

 

Uma agonia dilacera minha mente. Sou uma estatística, um número frio. Quando cheguei aqui, me sentia muito sozinho. Estava tomado pela tristeza e esperava encontrar algum conforto.

Não encontrei. O que vi foram diversas outras pessoas com os corpos tão estraçalhados quanto o meu. Recebi um número e fui colocado em uma categoria. A categoria se chamava “Autos de resistência”.

O dia em que morri era um dia normal no morro. Como queria ter ficado em casa! Mas eu achava que era esperto demais para ficar em casa. Agora me lembro de como entrei para o tráfico achando que ia virar alguém.

— Brota lá na boca — me disseram. — Todo mundo aqui faz isso.

Tinha dezesseis anos quando peguei o primeiro rádio e fui pro vapor. A adrenalina parecia liberdade. Parecia poder. Parecia dinheiro no bolso e respeito na rua. Ninguém me ensinara que aquilo tudo não durava. Ou eu não acreditei.

Não importa como aconteceu o confronto, eu estava no lugar errado — fazendo um trabalho que não devia, e em meio a uma grande operação policial. Mas estava vivendo o que achava que era minha vida, minha escolha. A última coisa de que me lembro foi o barulho do helicóptero sobrevoando o morro, gritos de “Lombrou, lombrou! A casa caiu!”, e então o beco virou um inferno de tiros. Ouvi estampidos. Senti um ardor violento no peito, outro na perna. Tudo ficou torto. Ouvi meu próprio grito.

De repente, acordei. Tudo estava em silêncio. Um policial estava de pé ao meu lado. Vi um socorrista da ambulância. Meu corpo estava estraçalhado. Estava coberto de sangue, misturado com a lama da viela. Havia cartuchos de bala espalhados por todo lado. Achava estranho não sentir nada. “Ei, não ponham esse lençol em cima da minha cabeça. Não posso estar morto. Tenho só dezesseis anos. Tinha planejado sair do tráfico. Tinha prometido pra minha mãe. Ainda nem vivi. Não posso estar morto!”

Mais tarde, fui colocado em uma gaveta. Minha mãe veio me identificar. Por que precisava me ver desse jeito? Por que eu precisava olhar nos olhos dela enquanto ela enfrentava o pior calvário da sua vida? Ela veio com o avental de trabalho ainda amarrado na cintura — nem teve tempo de trocar de roupa. Disse ao encarregado com a voz que mal saía:

— É o meu filho. É o meu menino.

O enterro foi estranho. Vi todos os meus parentes e amigos andarem na direção do caixão. Eles olharam para mim com os olhos mais tristes que já vi. Alguns dos meus amigos estavam chorando — os mesmos que me chamaram pra vida que me trouxe até aqui. Algumas meninas tocavam na minha mão e soluçavam enquanto se afastavam.

“Por favor, alguém me acorde! Me tire daqui.” Não posso suportar ver minha mãe sofrendo tanto. Ela trabalhou tanto pra me criar sozinha. Meu irmão mais novo está olhando pro caixão sem entender. Ele tem onze anos. Eu era o espelho dele. Que espelho eu fui. Todo mundo está em transe. Ninguém pode acreditar nisso. Eu também não posso acreditar.

“Por favor, não me enterrem! Não estou morto! Tenho muita vida para viver! Quero rir e correr de novo. Quero ver meu irmão crescer. Quero uma chance de sair do morro por conta própria, com dignidade. Por favor, não me ponham no chão! Prometo que se o Senhor me der só mais uma chance, Deus, vou ser diferente. Vou achar outro caminho. Tudo o que quero é mais uma chance. Por favor, Deus, eu tenho só dezesseis anos.”

 

 

VERSÍCULOS BÍBLICOS PARA SUA REFLEXÃO:


“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!” – Salmos 1:1

 

“Disse-lhe Jesus: ‘Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.’” – Mateus 26:52

 

“Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” – Gálatas 6:7

 

“Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço. Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda!” – Provérbios 1:8-10

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” – 1 João 1:9

 

“Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor [...]” – Atos 3:19,20a

 

“Arrependam-se! Desviem-se de todos os seus males, para que o pecado não cause a queda de vocês. Livrem-se de todos os males que vocês cometeram, e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que deveriam morrer, ó nação de Israel? Pois não me agrada a morte de ninguém; palavra do Soberano Senhor. Arrependam-se e vivam!” – Ezequiel 18:30-32


UM CONVITE À VIDA

Jovem, este relato não precisa ser o seu. O crime faz promessas de poder e dinheiro, mas só entrega duas coisas: a prisão ou o cemitério. Não espere chegar ao ponto onde o arrependimento é apenas um grito no vazio.

Deus oferece a você uma saída agora mesmo. Como diz a Palavra em Atos 3:19-20: "Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor".

Busque um novo caminho. Honre o esforço de quem ama você. Escolha viver com dignidade e deixe que Deus transforme a sua história enquanto ainda há vida em seus pulmões.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Um chamado aos desviados: "Eis que estou à porta e bato"

 


Uma das mais perfeitamente belas passagens da Escritura, empregada muitas vezes para a conquista dos perdidos, para levá-los à conversão, foi escrita não para esses, mas para a igreja que sofrera uma "Queda". "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo" (Ap 3.20). Isto se falou à Igreja de Laodiceia que não era nem fria, nem quente. "Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma. Eu repreendo e disciplino a quantos amo".

Lembrem-se do versículo seguinte ao do "Eis que estou à porta e bato": "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci, e me sentei com meu Pai no seu trono" (Ap 3.21). Nele Cristo promete ao morno e ao que sucumbiu, não somente restauração à amizade, mas uma participação de Sua autoridade e poder: "dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono". Não diz ao penitente: "Bem, fique aí de pé no canto o resto de seus dias e faça penitência pelo que praticou". Ele perdoa e esquece e apaga tudo do livro de Sua memória. Desde que Ele perdoa e esquece, então você também pode perdoar-se e aceitar-se a si mesmo.

Volte para Jesus!

Stanley Jones


terça-feira, 15 de abril de 2025

Uma mensagem de paz para quem já pensou em suicídio

 


"Desde o nascimento do sol até ao ocaso,
seja louvado o nome do Senhor." Salmo 113:3.

JOÃO CRUZUÉ

Uma característica comum entre muitos suicidas é que eles confiam cegamente em uma análise errada dos fatos. E, na sua conclusão acham que não existe mais qualquer saída. 

Um pensamento martelando na FORMA DE UMA DOR DE CABEÇA insistindo para que você acredite que todas as portas estão cerradas com grossos cadeados e que a única alternativa é a autodestruição para se ver livre dos problemas, ter sossego.

Errado! Existe, sim, uma alternativa real: o grande amor de Deus. Se você pudesse ver o que acontece depois do suicídio, veria que a nova situação é muito pior que primeira. Para onde o suicida vai, não há paz nenhuma, pelo contrário o sofrimento é muito maior, além de ser eterno. Já pensou que para escapar de um lobo, você se deparar frente a frente com um leão? Pare um pouco.


Aprendi de um pastor finlandês, da experiência de seus noventa e tantos anos, que nossa mente precisa de um "firewall", um guarda para vigiar e barrar a entrada de certos pensamentos. 

Como cristão e leitor da Bíblia sei que a mente pode ser influenciada tanto pelo Espírito de Deus quanto por espíritos malignos. A possessão demoníaca é uma realidade. 

E a sabedoria quase centenária do Pastor Eurico Bergstein aconselhava que para guardar a própria mente era preciso identificar certos ataques malignos que só funcionam disfarçados. Alguém de foram pensando por nós, camuflando sua presença, tentando se passar pelo nosso eu.


Podemos ter pensamentos de variadas formas, mas há uma grande possibilidade de que pensamentos maus, de grande tristeza, de impulso à morte, que ocorram ininterruptamente, sejam alimentados de fora para dentro. 

Recordo-me da carta de um preso, já convertido ao evangelho, dizendo que depois de ter sido condenado e sentenciado à prisão, tinha dores de cabeça muito frequentes. E além das dores de cabeça, um havia um pensamento constante, que silenciosamente dizia: "Você magoou sua família, seus vizinhos, seus amigos - você não presta. Não tem mais nenhuma utilidade. Você é um lixo! Ninguém mais gosta de você. Por isso, precisa agora resolver este problema desta forma: mate-se!"


Aquela dor de cabeça terrível, e junto dela aquele pensamento frequente: Tire a sua própria vida! E de vez em quando aquele irmão se apercebia que estava em cima de uma cadeira com o lençol amarrado no pescoço e a outra ponta no teto. 

Assustado ele descia da cadeira. E ele contava que às vezes voltava a si, lembrando dos bons tempos de criança quando ia passear com o pai na feira do bairro. Seu pai segurava sua mão e os dois felizes iam comprar pastéis. Aquele moço tinha uma tia crente que orava por ele. E certo dia ela o visitou na prisão e lhe disse coisas que perturbaram seu coração e o fizeram enxergar o perigo que passava por andar longe de Deus.


Analisando os pensamentos daquele moço, eu posso interpretar a ação de um ser maligno procurando levá-lo ao suicídio. E também a ação do amor de Deus quando ele sonhava segurando a mão do pai, passeando pela feira em busca da barraca de pastéis.


O pensamento de suicídio se sustenta em uma mentira. 

A porta fechada só é vista apenas na mente do suicida, como uma miragem no deserto. 

E por crer que as coisas não têm solução, milhares de pessoas tiram a própria vida por falta de uma palavra de conforto e de esperança. 

Nenhuma porta permanece fechada depois de uma oração sincera ao Senhor Jesus Cristo. Ele quebra qualquer ferrolho e faz o milagre da multiplicação. Quando você pensa que não tem mais nada a fazer, é porque não sabe que seu Criador pode achar dentro de você a chave que vai abrir todos os cadeados e trancas da sua vida.


Deus é real. E Jesus Cristo a sua maior expressão de amor. 

Mesmo que você tenha passado a vida inteiro rindo e ridicularizando da fé dos cristãos, não importa. Cristo nos ama não pelo que somos nem pelo que fomos, mas porque ele decidiu nos amar, e pronto. Cristo é o Advogado das causas perdidas, ao alcance de uma simples oração: SENHOR JESUS eu preciso que me ajude!


Para você saber se o que digo é verdade, faça um teste. 

Procure um lugar onde possa ficar só e diga para o Senhor Jesus: Alguém me disse que o Senhor é o Advogado daqueles que têm causas perdidas, daqueles que não têm mais nenhuma esperança, daqueles que não têm mais nada, e por isso eu estou aqui para fazer este pedido: Eu tenho uma causa, um assunto, um problema. Parece que para mim não existe mais nenhuma saída, mas que quero fazer hoje um teste. Toma, SENHOR JESUS nas tuas mãos,  a minha causa, a minha vida e se ainda há esperança para mim, eu quero que o Senhor me mostre uma porta aberta.


Ele vai mostrar. 

Depois disso, arranje uma Bíblia, procure uma Igreja Evangélica perto da sua casa e aceite Jesus com Senhor da sua vida e escreva-me contando o que Jesus fez para você.


Para sua reflexão, estes versículos do Salmo 107;



Salmo 107; 15/20:

"Louvem ao SENHOR pela sua bondade,


e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens,

pois quebrou as portas de bronze,

e despedaçou os ferrolhos de ferro.

Os loucos, por causa da sua transgressão,

e por causa das suas iniquidades, são aflitos.

A sua alma aborreceu toda a comida,

e chegaram até às portas da morte.

Então clamaram ao SENHOR na sua angústia,

e ele os livrou das suas dificuldades.

Enviou a sua palavra, e os sarou;

e os livrou da sua destruição.

Louvem ao SENHOR pela sua bondade,

e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.

E ofereçam os sacrifícios de louvor,

e relatem as suas obras com regozijo."





sábado, 15 de fevereiro de 2025

A terrível genealogia de Jesus – E por que há espaço na família de Cristo para você, seja quem for

 


Por Timothy Keller

Na Bíblia, o primeiro livro do Novo Testamento, o Evangelho de Mateus, inicia sua narrativa com uma genealogia. Sim, e muitos leitores têm a tendência natural de achar tal sucessão de nomes algo enfadonho e, o que é pior, um tanto sem sentido. Mas o que será que realmente Mateus quer dizer com tal texto?

A essa altura, precisamos nos lembrar da cultura em que ele vivia e escrevia. Vivemos em uma cultura individualista em que as pessoas se recomendam umas às outras com uma lista de diplomas, experiências de trabalho e realizações. Não se agia assim em uma sociedade mais comunitária, orientada para a família. Mateus 1 pode parecer uma genealogia, e é, mas também é um currículo. Naquele tempo, era sua família, sua estirpe e seu clã — as pessoas a quem você estava ligado — que constituíam seu currículo. Assim, a genealogia era um modo de dizer ao mundo: "Este sou eu".

É interessante saber que naquela época as pessoas adulteravam o próprio currículo assim como acontece hoje. Temos a tendência de deixar de fora partes do nosso histórico que talvez não nos deixassem tão bem, e as pessoas faziam o mesmo na antiguidade. Sabemos que Herodes, o grande, expurgou diversos nomes de sua genealogia pública por não querer que ninguém soubesse a ligação existente entre eles. O propósito de um currículo genealógico era impressionar quem o visse com a alta qualidade e a respeitabilidade das raízes que ele descrevia.

Mateus, no entanto, faz o oposto com Jesus. Essa genealogia é assustadoramente diferente de outras da antiguidade. Para início de conversa, ela relaciona cinco mulheres, todas mães de Jesus. Isso não parecerá estranho ao leitor moderno, mas nas sociedades patriarcais da época a mulher quase nunca era nomeada nessas listas, muito menos cinco delas. Seria possível chamá-las de "proscritas pelo gênero" nessas culturas. Contudo, figuram na genealogia de Jesus. Além disso, a maior parte das mulheres do currículo de Jesus eram gentias (Tamara, Raabe, Rute). Eram cananeias e moabitas. Para os judeus antigos, essas nações eram impuras; não tinham permissão para entrar no tabernáculo ou no templo para adorar. Poderíamos chamá-las de "proscritas pela raça", todavia fazem parte da genealogia de Jesus.

Existe outro aspecto surpreendente nessa genealogia. Ao nomear essas mulheres em particular, Mateus recorda deliberadamente a seus leitores alguns dos incidentes mais sórdidos, repugnantes e imorais da Bíblia. Por exemplo, ele diz que Judá foi o pai de Farés e Zará, cuja mãe foi Tamar (v. 3). Relembre o que aconteceu. Tamar enganou o sogro, Judá, de modo a induzi-lo a se deitar com ela (embora a história completa deixe claro que Judá a tratara com injustiça). Foi um ato de incesto, contrário em toda a Bíblia à lei de Deus. Embora Jesus descendesse de Farés e não de Zará, Mateus inclui os dois, além de Judá e Tamar, para se certificar de nos trazer à memória toda a história. Foi dessa família conturbada que o Messias veio.

Lembre-se também de quem foi Raabe (v. 5). Ela era não só cananeia como também prostituta. Talvez a personagem e a história mais interessantes em toda a genealogia, no entanto, estejam no versículo 6. Ali se diz que na linhagem de Jesus está o rei Davi. Você logo pensa: "Ora, eis alguém que todo o mundo quer ter na genealogia — da realeza!". Contudo, Mateus acrescenta, em um dos grandes e irônicos eufemismos da Bíblia, que Davi era pai de Salomão, gerado "daquela que havia sido mulher de Urias". Se você não soubesse nada da história bíblica, acharia isso estranho. Por que simplesmente não relacionar o nome dela? Ela se chamava Bate-Seba, mas Mateus está nos convidando a recordar um trágico e terrível capítulo da história de Israel.

Quando Davi estava foragido, fugindo do rei Saul para salvar a própria pele, um grupo de homens o acompanhou até o deserto, ficou em torno dele e pôs a vida em risco para protegê-lo. Foram chamados de guerreiros de Davi. Arriscaram tudo por ele, sendo que Urias era um deles, um amigo a quem Davi devia a vida (2Sm 23.39). No entanto, anos mais tarde, depois de se tornar rei, ele viu a mulher de Urias, Bate-Seba, e a desejou. Dormiu com ela. Então providenciou para que Urias fosse morto a fim de se casar com ela. Assim o fez, e um dos filhos dos dois foi Salomão, de quem Jesus descendia. Você sabe por que Mateus deixou de fora o nome de Bate-Seba? Não por desrespeito a Bate-Seba — mas por uma crítica a Davi. Foi dessa família conturbada e desse homem tão falho que veio o Messias.

Portanto, temos aqui forasteiros morais — adúlteros, gente envolvida em relacionamentos incestuosos, prostitutas. De fato, somos lembrados de que até os ancestrais de Jesus mais proeminentes e do sexo masculino — Judá e Davi — foram fracassos morais. Temos também forasteiros culturais, de raça e de gênero. A Lei mosaica excluía essas pessoas da presença de Deus e, no entanto, elas são todas publicamente reconhecidas como ancestrais de Jesus.

O que isso significa? Primeiro, mostra que as pessoas excluídas por questões culturais, excluídas pela sociedade respeitável e excluídas até pela Lei de Deus podem ser introduzidas na família de Jesus. Não importa sua estirpe, não importa o que você fez, não importa se você matou alguém. Se você se arrepender e crer nele, a graça de Jesus Cristo é suficiente para cobrir seu pecado e uni-lo a ele. Na antiguidade, havia o conceito de "impureza cerimoniar. Se quisesse permanecer santo, ou respeitável, ou bom, você precisava evitar o contato com o profano.

Considerava-se que ser profano era "contagioso", por assim dizer, de modo que você tinha de se manter separado. Mas Jesus subverte isso. Sua santidade e bondade não podem ser contaminadas pelo contato conosco. Em vez disso, sua santidade nos contamina por nosso contato com ele. Achegue-se a ele, independentemente de quem você é e do que fez, não importa o quanto esteja moralmente maculado, e ele pode deixá-lo puro como a neve (Is 1.18).

No entanto, veja o caso do rei Davi. Ele tinha todas as credenciais de poder do mundo — era um homem, não uma mulher; era judeu, não um gentio; era da realeza, não da classe pobre. Contudo, como Mateus nos mostra, ele também só pode participar da família de Jesus pela graça. Seus feitos perversos eram piores do que qualquer coisa praticada pelas mulheres dessa história. No entanto, ali está ele. Não foram incluídas as pessoas boas e deixadas as pessoas más de fora. Todas estão incluídas só pela graça de Jesus Cristo. Só o que Jesus fez por você pode lhe conferir uma posição diante de Deus.

Não há ninguém, então, nem mesmo o ser humano mais maravilhoso, que não necessite da graça de Jesus Cristo. E não há ninguém, nem O pior ser humano, que possa deixar de receber a graça de Jesus Cristo se houver arrependimento e fé.

Em Jesus Cristo, prostituta e rei, homem e mulher, judeu e gentio, uma raça e a outra raça também, os moralmente corretos e os imorais — todos ocupam lugar idêntico. São igualmente pecadores e perdidos, aceitos e amados. Na versão bíblica Almeida Século 21, o capítulo 1 de Mateus está repleto do tradicional verbo "gerar"— "Fulano gerou sicrano que gerou beltrano e assim por diante". Enfadonho? Não. A graça de Deus é de tal modo incisiva que até o "gerou" da Bíblia está impregnado da misericórdia divina.

Deus não se envergonha de nós, aqueles que nele crermos e em Seu filho, Jesus Cristo. Somos todos da sua família. Hebreus 2.11 diz: "... não se envergonha de chamá-los de irmãos".

Há outro aspecto nisso tudo. Todas as culturas incentivam seus integrantes a menosprezar determinados indivíduos, a fim de se autoafirmarem pela própria superioridade. Podem ser pessoas de outra raça ou classe. Talvez você menospreze os esnobes tão bem-educados ou os ignorantes sem educação alguma. Talvez despreze as pessoas cuja visão política você acredita estar destruindo o país. Em todos esses exemplos, ensinaram-no a ver algumas pessoas como impuras, inaceitáveis, profanas — ao mesmo tempo em que você é ótimo. Os valores de Jesus Cristo são radicalmente diferentes. O mundo valoriza estirpe, dinheiro, raça e classe. Jesus vira tudo isso de cabeça para baixo. Esse tipo de coisa, tão importante fora da igreja de Cristo, não deve ser levada para dentro dela. Em certo sentido, ele declara: "Na minha família, essas coisas tão valorizadas no mundo lá fora não devem ter tanta importância".


Trecho do livro O Natal Escondido (Vida Nova, 2017).


terça-feira, 15 de outubro de 2024

O Lixão - Uma mensagem aos desviados dos caminhos de Deus

 


Ele vivia em um lixão. Tal lugar abominável e sujo era o seu lar. O mal cheiro asqueroso do lixo podre era péssimo. A atmosfera poluída com a fumaça e a sujeira oprimia o meio ambiente como uma sombra horrorosa. Não havia lugar que não estivesse cheio de lixo nojento e infestado de ratos. Ali, um montão de detritos servia de lar para esse mendigo que ostentava uma sinistra coleção de trapos imundos. Sobre suas costas, carregava um fardo muito pesado.

No entanto, ainda que para nós pareça difícil imaginar, esse homem não conhecia outro tipo de vida. De fato, todas as pessoas que ele conhecia moravam no lixão.

O lixão era onde se achava a boa vida! Ali se fazia de tudo. Depois de uma semana de trabalho, fuçando o lixo, começavam as festas. O lixão até se estremecia com as bebedeiras, a gritaria, as brigas, além de outras incontáveis diversões que se ofereciam ali. Cada domingo, algumas pessoas se reuniam sobre um grande monte de lixo. Ali ostentavam seus trapos, vangloriavam-se de suas últimas aventuras no lixão e compartilhavam novas ideias para extrair melhores itens do lixo. Dessa maneira, os habitantes do lixão acreditavam ser donos de valores insuperáveis.

A pessoa desta narrativa, muitas vezes, parava e contemplava a sujeira ao seu redor. Havia ocasiões em que desejava sair daquele lugar. Mas como? Ele não conhecia outra vida. Como poderia mudar? O que ele vivia, na verdade, não o satisfazia, no entanto, parecia um beco sem saída.

Foi então que conheceu o irmão Paulo.

— Você pode ser limpo — convidou Paulo — Venha e eu lhe mostrarei uma vida nova. Deixa o lixão e venha até o rio.

O pobre homem ouviu e obedeceu. O lixão foi deixado para trás enquanto, à frente, um rio cristalino aparecia. Titubeando e temeroso, porém decidido, o homem aproximou-se da água e se lançou. Enquanto submergia na água, uma enorme alegria tomou conta dele. Toda a sujeira acumulada durante toda a sua vida desapareceu nas correntes das águas. Os trapos e o fardo pesado também desapareceram. Já não pesavam sobre ele. Nunca antes havia desfrutado de um banho tão incomparável. Estava livre de verdade!

O homem pulava e agitava as águas de tanta alegria. Só agora começava a viver, e percebia que esteve morto. Isto sim era vida! O homem riu e gritou de alegria. Era como um escravo que havia sido libertado, como um prisioneiro a quem foi dada a liberdade. Agora sim vale a pena viver.

Em seguida, o homem voltou ao lixão para contar aos seus antigos companheiros acerca do rio. Estava muito emocionado com a sua descoberta.

— Tomás, venha comigo. Eu o levarei ao rio. Olhe para mim! Estou limpo. Venha comigo. Você também pode ficar limpo!

Tomás olhou seu velho amigo com olhos ofuscados pelo pecado e pela incredulidade.

— Limpo? Para que quero ser limpo? Você está louco? Nunca em minha vida tomei um banho e não tenho o porquê fazê-lo agora. Não, desculpe, este lixão está perfeito para mim. Não preciso dessa bobagem de limpeza.

Ele então prosseguiu, convidando um e outro. Mas nosso amigo se desanimou. Ninguém queria estar limpo. Por quê? Será que não podiam ver o que havia acontecido em sua vida? Ou será que na verdade nada havia acontecido? Quem sabe ele estivesse apenas enganando a si mesmo? As dúvidas tomaram conta dele, e a alegria e o fervor dos primeiros dias começaram a desaparecer.

Certo dia, ao caminhar pelo lixão, passou em frente ao seu antigo monte de lixo. Ele olhou para as coisas que havia deixado para trás. Invadiu-o o desejo de tê-las novamente. Ele havia se esquecido que tinha tudo aquilo. Era necessário realmente haver abandonado tudo? Na verdade, ele viu coisas que podiam ser valiosas. Além do mais, ele sempre poderia falar com as pessoas a respeito do rio. Talvez, se carregasse um pouco de lixo consigo, as pessoas se interessariam mais em seu testemunho.

Ah, ali está um pedaço de espelho! — exclamou para si mesmo — Me servirá para alguma coisa.

O homem decidiu pegá-lo e colocá-lo em seu fardo. E assim ele pegou uma coisa e depois outra. Cada vez lhe parecia razoável tomar mais uma coisa e depois outra. Logo, estava catando lixo com muito entusiasmo. Seu fardo tornou-se mais pesado do que nunca; mal podia caminhar com ele. Finalmente caiu sob o peso, o cansaço e o desespero, mas seu amor por este mundo não o permitia reconsiderar. Esse homem, se chamava Demas e acabou de novo no lixão.

Em 2 Timóteo 4:10, lemos essas palavras tão lamentáveis: “Demas me abandonou, amando este mundo”. Que final tão trágico para uma história que havia começado tão bem!

Muitos conseguem ver a miséria em que vivem e recorrem ao rio em busca de limpeza, mas quantos permanecem limpos? Muitos têm deixado esse mundo para trás e captaram a visão de algo melhor, mas quantos seguem fielmente essa nova visão? Muitos começam, mas quantos terão a determinação de seguir até o final? Muitos encontram uma vida melhor, mas quantos vivem essa vida nova? Não seja como um daqueles que voltam para trás. Lembre-se de Demas.

Se você, por quaisquer motivos, desviou-se ao longo do caminho, saiba que o rio, o Rio da Vida, Jesus Cristo, está ansioso para receber você de volta em suas águas. E te purificar, acolher, perdoar e restaurar. Não importa o que tenha acontecido, as coisas que você tenha feito: Volte para casa! Em Cristo há paz, cura e liberdade perfeitas.


Reflita nas poderosas palavras bíblicas:

 

“Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados.” – Atos 3.19

 

“Voltem, filhos rebeldes! Eu os curarei da sua rebeldia”. “Sim!”, o povo responde. “Nós viremos a ti, pois tu és o SENHOR, o nosso Deus. – Jeremias 3.22

 

“Preparem o que vão dizer e voltem para o SENHOR. Peçam-lhe: ‘Perdoa todos os nossos pecados e, por misericórdia, recebe-nos, para que te ofereçamos o fruto dos nossos lábios’.” – Oseias 14.2

 

“Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos.” – Efésios 1.18

 

“Os infiéis receberão a retribuição de sua conduta, mas o homem bom será recompensado.” – Provérbios 14.14

 

“Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos.” – Hebreus 10.39

 

“Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa.” – Isaías 41.10

 

“O seu crime a castigará e a sua rebelião a repreenderá. Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o SENHOR, o seu Deus, e não ter temor de mim”, diz o Soberano, o SENHOR dos Exércitos.” – Jeremias 2.19

 

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” – Mateus 11.29,30


Eric Himelick, em Church Herald and Holiness Banner / Revista A Tocha n.18.


Confira por favor também o post: Algumas frases para reflexão dos que estão afastados dos caminhos do Senhor.



segunda-feira, 20 de maio de 2024

Deus pode perdoar abortos? Ele mesmo responde

 


MILHÕES DE HOMENS E MULHERES, NA SOCIEDADE E TAMBÉM NA IGREJA, estão sofrendo sob a culpa do aborto. E mais: dois terços dos que fazem abortos se identificam como protestantes ou católicos. Aproximadamente uma em cada cinco mulheres que fazem aborto se identifica como cristã evangélica! Muitos dos pais dessas crianças também são membros de igrejas.

Caso você seja uma mulher que já teve um aborto ou aconselhou outra a fazê-lo, este texto é para você. Caso seja um homem que se envolveu em uma decisão de aborto — quer dissesse respeito a sua namorada, esposa, filha ou qualquer pessoa — esta reflexão é para você também.

É contraproducente tentar eliminar sentimentos de culpa sem tratar a causa. Os outros podem dizer: “Você não tem nada do que se sentir culpada”, mas você conhece melhor. Pode-se evitar sentimentos de culpa simplesmente negando a realidade? A negação lhe prepara para um colapso emocional toda vez que algo lhe faz recordar do filho que certo dia você carregou. Você precisa de uma solução definitiva para o problema da culpa, uma solução baseada na realidade, não em fingimento.

Visto que a Bíblia oferece essa solução, eu a citarei. Peça que o líder de alguma igreja, a líder do grupo de mulheres, um amigo cristão ou membro da família lhe ajude a entender.

 

A OBRA DE CRISTO

 

As boas novas são que Deus a ama e deseja perdoá-la pelo aborto quer você soubesse o que estava fazendo, quer não. Todavia, antes de as boas novas poderem ser compreendidas, precisamos conhecer as más notícias. As más notícias são que há culpa moral verdadeira e muitos de nós somos culpados de muitas ofensas morais contra Deus, das quais o aborto é apenas uma. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).

Pecar é estar aquém dos padrões santos de Deus. O pecado nos separa de um relacionamento com Deus (Is 59.2). O pecado nos engana, fazendo-nos pensar que o errado é certo e o certo é errado (Pv 14.12). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.23).

Jesus Cristo, o Filho de Deus, nos amou de tal maneira que se tornou um membro da raça humana para nos livrar do problema do nosso pecado (Jo 3.16). Ele se identificou com nossas fraquezas, sem ser tentado por nosso pecado (Hb 2.17 - 18; 4.15 - 16). Jesus morreu na cruz como o único digno de pagar a punição por nossos pecados exigida pela santidade de Deus (2Co 5.21). Ele ressuscitou derrotando o pecado e vencendo a morte (1Co 15.3 - 4.54 - 57).

Ao morrer na cruz por nós, Jesus disse: “Está consumado” (Jo 19.30). A palavra grega traduzida “está consumado” era escrita nas certidões de dívida quando estas eram canceladas. O significado era: “totalmente liquidada”, Jesus morreu para pagar nossa dívida plenamente.

 

PLENO PERDÃO

 

Por causa da obra de Jesus na cruz em nosso favor, Deus nos oferece gratuitamente o perdão. Eis aqui apenas algumas destas ofertas:

 

Ele não nos trata segundo os nossos pecados e nem nos retribui segundo nossas iniquidades.

Do mesmo modo que está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Do mesmo modo que um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem - Salmo 103.10, 12,13).

Se nós confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo e perdoará nossos pecados e nos purificará de toda injustiça — 1João 1.9.

Portanto já não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus — Romanos 8.1.

 

UM DOM QUE NÃO SE PODE FAZER ALGO PARA MERECER

 

A salvação é um dom:

 

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” — Efésios 2.8 — 9).

 

Por este dom não se pode trabalhar, não se pode fazer algo para ganhá-lo ou alcançá-lo. Não depende de nosso mérito ou esforço, mas exclusivamente do sacrifício de Jesus por nós.

Deus nos oferece o dom do perdão e da vida eterna, mas ele não é automaticamente nosso. Para ter o dom, devemos escolher aceitá-lo.

Talvez você pense: “Mas eu não mereço perdão depois de tudo que fiz”. Você está absolutamente certo/a. Nenhum de nós merece perdão. Se o merecêssemos, não necessitaríamos dele. Essa é a questão da graça. Cristo recebeu na cruz o que nós merecíamos, para que pudéssemos receber o que não merecemos — uma ficha limpa, um início novo.

Uma vez perdoados, podemos ter a expectativa de passar a eternidade com Cristo e nossa família espiritual (Jo 14.1 - 3; Ap20.11 – 22.6). Você pode ter a expectativa de unir-se novamente no céu com seus amados cobertos pelo sangue de Cristo (1Ts 413 - 18)

 

SEM NECESSIDADE DE PERDER TEMPO COM OS PECADOS PASSADOS

 

Uma mulher promíscua chorou aos pés de Cristo, beijou-os é os secou com o próprio cabelo. Jesus disse a um espectador crítico: “Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos: porque ela muito amou” (Lc 7.47). Jesus oferece o mesmo perdão a todos nós.

Deus não quer que você passe a vida punindo-se pelo aborto ou por outro erro que tenha cometido. Sua parte é aceitar a expiação de Cristo, não repeti-la. Jesus disse a uma mulher imoral: “Seus pecados estão perdoados... a tua fé te salvou; vai-te em paz, não peques mais” (Lc 7.48, 50). Mulheres rejeitadas pela sociedade vinham a Jesus e Ele as recebia bem, com compaixão e perdão.

Não importa o que você fez, nenhum pecado está além do alcance da graça de Deus. Ele nos viu na pior condição e ainda assim nos ama. Não há limite para sua graça perdoadora. E não há liberdade como a liberdade do perdão.

Você pode se sentir completamente limpa quando confessar os pecados, ou pode precisar de ajuda para trabalhar a questão. Das duas maneiras você está perdoada. Você deve tentar esquecer o que ficou para trás e avançar para o futuro positivo que Cristo torna possível (Fp 3,13,14). Toda vez que começamos a nos sentir imperdoados, é hora de voltar à Bíblia e recordar a nós mesmos e uns aos outros, do perdão de Deus.

Ingressar em um grupo de cura pós-aborto pode ajudar imensamente. Há estudos bíblicos sobre pós-aborto elaborados para mulheres e outros para homens. Muitos recursos on-line podem ajudar a encontrar o grupo de apoio que você precisa.

 

PERDÃO SEGUIDO DE ESCOLHAS CERTAS

 

Muitas mulheres que fizeram abortos carregam uma amargura compreensível em reação aos homens que usaram e abusaram delas, em relação aos pais que as pressionaram e em relação àqueles que as iludiram a uma escolha que resultou na morte de seu filho. Deus espera que recebamos o perdão que nos deu e o estendamos aos outros (Mt 6.14,15).

Você precisa se tornar parte de uma comunidade terapêutica, uma família de cristãos chamada igreja. (Se você já estiver em uma igreja, compartilhe sua experiência de aborto com alguém para obter a ajuda específica que precisa.) Você pode se sentir envergonhada no meio de cristãos por causa de seu passado. Não deveria. Uma igreja verdadeira, centrada em Cristo, não é uma vitrine para santos, mas um hospital para pecadores. Você não será julgada e condenada por pecados que Cristo perdoou. As pessoas com quem você está se juntando são tão humanas e tão imperfeitas quanto você. A maior parte das pessoas da igreja não é metida a santa. As que são devem ser dignas de dó, porque não entendem a graça de Deus.

Uma boa igreja ensinará as verdades da Bíblia e proverá amor, aceitação e apoio a você. Se não puder encontrar uma igreja assim em sua vizinhança, procure por apoio e aconselhamento on-line.

Um passo saudável que você pode dar é contatar mulheres que estejam vivenciando gravidez inesperada. Deus pode acabar usando Sua experiência para equipá-la, a fim de ajudar outras e para compartilhar com elas o Seu amor. Minha esposa e eu temos uns pares de boas amigas que sofreram abortos. Por intermédio de seus dedicados esforços a favor da vida, elas dão a outras mulheres a ajuda que gostariam que alguém lhes tivesse dado. Contar suas histórias não tem somente livrado a vida das crianças e as mães da dor do aborto, mas também tem ajudado a lhes trazer cura. Pode ter o mesmo efeito para você.

 

Randy Alcorn, no livro Por Que Ser a Favor da Vida?


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