terça-feira, 13 de outubro de 2026

Desculpas que damos para não aceitar a Palavra de Deus - e as respostas da Bíblia

 


1) “Hoje não, amanhã” – “Porque diz: no tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação”; II Coríntios. 6:2.

Ver ainda: Js 24:15; Pv 27:1; Lucas 12:19-20; 1 Rs 18:21; Is 55:6; Mt 24:44; At 22:16.

 

2) “Sou muito ocupado” – “... pois, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?”. Mateus 16:25-26.

Ver ainda: Mt 11:28; Lc 10:38-42; Jz 6.

 

 

3) “É tarde demais” – “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.”  João 6:37.

Ver ainda: Rm 10:13; Ez 33:19; Mt 20:6; Rm 10:13.

 

 

4) “Tentei, mas fracassei” – “E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.” Romanos 4:21.

Ver ainda: 2 Tm 1:12; Hb 7:25.

 

5) “Não acredito em Deus / Não há provas” –

“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis.” Romanos 1:20.

Ver ainda: Sl 14:1.

 

 

6) “É tudo muito estranho e misterioso” – “Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.” João 13:7.

Ver ainda: At 1:7; 1Co 13:12; Dt 29:29; 1Co 13:12.

 

 

7) “Não preciso de Salvador” – “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” João 3:18.

Ver ainda: Jo 3:36; Rm 3:23; Rm 6:23; Hb 2:3.

 

 

8) “Deus é amor e, no fim, perdoará a todos” – “Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.” Mateus 22:13

Ver ainda: 2 Pe 2:4; Lc 13:3.

 

 

9) “Há muitos hipócritas na igreja” – “E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?”.  Mateus 7:3.

Ver ainda: Mt 7:1; Rm 14:12; 1 Pe 4:8.

 

 

10) “Isto prejudicaria a minha posição social” – “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus”. Mateus 10:32.

Ver ainda: Sl 116:12; Mc 8:36; Lc 18:29-30.

 

11) “Tenho muita vergonha” – “Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos”. Lucas 9:26. Ver ainda: Pv 24:10; 1 Pe 4:16; Is 50:7.

 

 

12) “Não quero abandonar meus companheiros” – “Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito.” Êxodo 23:2.

Ver ainda: Pv 13:20; 1 Co 15:33; 2 Co 6:14.

 

 

13) “Tenho medo de perseguição” – “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mateus 5:11,12

Ver ainda: 2 Tm 3.12; Ap 2:10.

 

 

14) “Sou pecador demais” – “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Lucas 19:10.

Ver ainda: 1 Tm 1:15; Hb 7:25.

 

 

15) “Sou uma pessoa boa. Faço o melhor que posso” “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Romanos 3.23.

Ver ainda: Rm 3:19-20; Gl 2:16; Is 64:6; Jo 3:3-5.

 

 

16) “Tenho medo de não me firmar” – “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.” 2 Timóteo 1:12

Ver ainda: Judas 24; 1 Pedro 1:5.

 

17) “Tentei uma vez e falhei” – “Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria.” Judas 1:24

Ver ainda: Dn 3:17; Rm 4:21; 2Tm1:12; Hb 7:25; Jd 24.

 

 

18) “Já pertenço a uma igreja ou religião” – “Responderam-lhe: Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado”. João 8:33-34.

Ver ainda:  Jo 3:3; Gl 2:16; Ef 2:8-9; 2 Tm 1:9.

 

 

19) “Cometi um pecado imperdoável” – “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.”  2 Pedro 3:9

Ver ainda: Jo 6:37

 

 

20) “Não sou pior que os outros” – “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” João 3:3-5

Ver ainda: Jo 8:24; Rm 3:22-23; 6:23.

 

 

21) “Não posso perdoar a Fulano” – “E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.” Marcos 11:25,26

Ver ainda: 1 João 4:20; Lc 17:3-4; Cl 3:13.

 

22) “Terei oportunidade após a morte” – “Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” Hebreus 9:27

Ver ainda: 2 Co 5:10; 6:2.

 

Samuel Vila – Mais 200 Temas Bíblicos / Bíblia Thompson / Amor Scan

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Histórias para guardar do Esquecimento – Uma coletânea de pequenas histórias para ressignificar as nossas vidas

 


Fábulas e parábolas são utilizadas há milênios por povos e culturas para transmitir os mais preciosos valores e ensinamentos: Aqueles que falam sobre a natureza da vida e de nosso procedimento, nossa busca por justiça, paz e felicidade.

Este livro reúne uma coleção de narrativas assim — fábulas, parábolas, contos breves e também histórias reais — escolhidas com um critério simples: o de que tenham algo de valor a dizer sobre a experiência de ser humano. Sobre perdão, sobre o tempo, sobre orgulho e humildade, sobre o que escolhemos alimentar dentro de nós. Os temas são universais, e as histórias que os carregam pertencem a diferentes tradições e culturas — algumas com origem conhecida, outras que a memória coletiva já não consegue rastrear com precisão.

Há uma razão antiga para que povos tão diferentes tenham recorrido à parábola. A verdade dita diretamente pode ser ignorada ou esquecida. Mas a verdade que chega “disfarçada” numa história — com personagens, com tensão, com um desfecho inesperado — tem o curioso hábito de se instalar sem pedir licença. Os homens não gostam de encarar a Verdade nua; preferem-na vestida.

Esta pequena parábola nos ajuda a entender perfeitamente a questão:

 

A Verdade e a Parábola

A Verdade visitava os homens; sem roupa e sem adornos, tão nua quanto o seu nome.

E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

— Verdade, por que estás tão abatida? — perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia e repulsiva, já que os homens me evitam tanto!

— Que disparate — riu a Parábola. — Não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.

Então a Parábola disse:

— A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada!

 

O leitor encontrará aqui histórias que tocam em questões éticas e espirituais com naturalidade, nascidas da convicção de que a dimensão interior da vida não pode ser ignorada quando se fala em ressignificar a própria existência. Mas o convite não é doutrinal — é um convite à pausa, à reflexão, a sentar com uma história curta e deixar que ela pergunte alguma coisa. Cada narrativa vem acompanhada de versículos bíblicos, não como imposição, mas como camadas adicionais de sentido.

Histórias para Guardar do Esquecimento é exatamente o que o título promete: narrativas que merecem não se perder — não porque sejam perfeitas ou inéditas, mas porque dizem coisas que a vida moderna tem uma habilidade particular de nos fazer esquecer. Sobre como tratamos os outros. Sobre o que priorizamos. Sobre quem queremos nos tornar.

Nosso desejo é que ao menos uma dessas narrativas lance raiz em seu coração — e reapareça, algum dia, quando mais for preciso.

O livro é gratuito na versão eletrônica (e-book), mas também está disponível na modalidade impressa, a preços acessíveis.

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sábado, 15 de agosto de 2026

Sobre Salvação e Salvadores (O herói ateu)

 


Jaime era um orfãozinho que morava com uma tia velha e maliciosa. Era tão mesquinha que não lhe dava alimento suficiente. Não gostava de cuidar dele. Podia-se ver pelo seu rosto que não amava a Cristo. Jaime dormia num quarto miserável do segundo andar.

Uma noite, enquanto dormiam, a casa se incendiou. Era muito velha, construída de madeira e, por isso, queimava rapidamente, como se fosse palha. O alarme soou na vila. Pouco depois, alguns homens com estopas molhadas e baldes de água corriam no local, fazendo todo possível para apagar o fogo. Enquanto trabalhavam arduamente para vencer as chamas, ouviu-se o grito de um menino atemorizado e chamar: "Socorro!", vindo da janela do quarto do segundo andar. Erguendo os olhos, viram Jaime na janela, mas ninguém estava pronto para arriscar a vida para salvá-lo. Aquele que tentasse, poderia ser queimado severamente, e talvez ser levado à morte.

Naquela vila, morava um homem ateu. Sempre dizia ao povo que não acreditava em Deus, nem em Jesus Cristo, nem na Bíblia como a palavra de Deus. Quando viu o rosto de Jaime, rapidamente, subiu pelo cano que passava perto da janela. Quando chegou ao nível, estendeu seu braço forte, tirou Jaime das chamas e, aguentando o calor intenso do fogo, levou o menino até o chão.

O ateu sofreu queimaduras nas mãos, mas a tia de Jaime, por causa das terríveis queimaduras que sofrera, morreu. Isso deixou Jaime sem lar, mais uma vez. O povo da vila não podia imaginar o que iria acontecer com ele.

Um pastor levou o garoto a sua casa e disse ao povo que se alguém quisesse adotá-lo que comunicasse.

Entre outros que se interessaram pela adoção, havia um casal chamado Souza. Não tinham filhos em casa e queriam adotar Jaime. Mas, enquanto a Sra. Souza falava com Jaime e pedia que viesse morar sua casa, o ateu apareceu na porta. Depois de entrar, a convite do pastor, explicou-lhe que queria convidar o órfão para morar com ele. O pastor, sabendo que o casal Souza falaria ao menino a respeito de Jesus Cristo e faria todo possível para que Jaime O aceitasse como seu salvador, queria que eles, e não o ateu, adotassem o menino. O ateu falava pouco, mas, enquanto se aproximava de Jaime e da Sra. Souza, começou a descobrir a mão esquerda e tirar as ataduras da mão queimada:

- Não quer vir ser meu filho?

E Jaime, vendo a ferida, correu para homem, abraçou-o e disse:

 - Quero ir com o senhor e ser seu filho, porque sua mão foi queimada em meu favor.

Ninguém podia negar que o salvador do menino era o primeiro a ter direito sobre ele. Assim, o pastor juntou a roupa do garoto e ele foi para a casa do ateu, pois sabia que ele o amava.

Jaime e seu novo pai tiveram tempos maravilhosos juntos, brincavam, pescavam no rio perto da casa, passeavam nas florestas, etc. Nada, entretanto, foi dito a respeito do Senhor Jesus. De fato, nenhuma palavra foi mencionada a respeito de Deus, o Pai. Nenhuma ação de graças foi dada à mesa quando se assentavam para comer.

Um dia, fez-se na vila uma exposição de pinturas. Os quadros foram pendurados na parede do grande salão da prefeitura. Pessoas vieram de longe para apreciar as pinturas maravilhosas e Jaime, com seu foi examinar cada quadros O homem lhe explicou cada uma até chegar perante um quadro especial. Tentou passar despercebido por ele e explicar-lhe o seguinte, mas Jaime ficou preocupado e desejou ver aquela pintura especial. Assim voltou e perguntou:

- Por que estão os cravos nas mãos e pés deste homem? E por que as pessoas estão chorando tanto?

O ateu, reconhecendo que não podia evitar as perguntas do rapaz, replicou:

- Pois bem, eu não creio na história, mas é isto que me contaram acerca do homem neste quadro. Há mais de 2000 anos, uma multidão estava em pé em frente a um grande edifício do governo de Jerusalém, uma cidade na terra da Palestina. Pilotos, o governador, julgava um homem e achava que não era culpado, mas inocente. Levou o homem para fora do palácio e disse: "Não acho culpa nele. Vou castigá-lo ou libertá-lo?" Era costume para o governador daquela época, uma vez por ano, perdoar ou libertar um criminoso: o preso que o povo pedisse. Assim, Pilatos indagou ao povo: "Quem quereis que vos volte? Barrabás ou Jesus, o que se chama Cristo?" E, enfurecida, a multidão clamava: "Crucifica Jesus. Crucifica-O! Crucifica-O! Crucifica-O!"

Pilatos, por causa disso, mandou açoitar Jesus. Os soldados, zombando, colocaram uma coroa de espinhos na cabeça d'Ele, fazendo seu sangue escorrer. Cuspiram-No na face, e deram-Lhe pancadas e varadas. Mas o homem não fez esforço algum para defender-se. Por último, colocaram sobre Seus ombros uma cruz pesada e levaram-No para ser crucificado num lugar chamado calvário. Cravaram Suas mãos pés. Levantaram a cruz e deixaram-no cair num buraco. Por cima da cabeça, escreveram estas palavras: "Este é o rei dos judeus".

Essa, Jaime, é a história, mas não acredito nela.

Assim, pai e filho continuavam a andar, olhando a cada quadro até que chegaram ao ponto por onde tinham começado.

Jaime, intrigado com toda aquela história, pediu ao pai, no caminho para casa, que contasse a história de novo, e outra vez quando estava para se deitar. Antes de o pai deixar seu quarto, a criança disse:

- Papai, as mãos feridas do homem me fazem pensar em suas mãos queimadas e de como o senhor sofreu por mim para me salvar.

O que o menino disse ficou na mente do homem por muito tempo, e ele não conseguiu dormir bem naquela noite. Lembrou-se daquele dia em que ferra à casa do pastor pedir Jaime para si. Imaginava quão terrível teria sido se o menino não desse valor à mão ferida e recusasse tornar-se seu filho. Não aguentava tal pensamento. Feriu-se por ele, arriscou sua vida para salvá-lo e, mesmo assim, Jaime não era forçado e a acompanhá-lo; podia ter escolhido o casal Souza. Quão contente estava ele, porque o menino resolvera tornar-se seu filho. De repente, ficou triste, porque Deus lhe fizera entender que, apesar de o fato de Jesus ser ferido por ele, mesmo crucificado pelos seus pecados, ainda recusava ser um filho de Deus.

Deus lhe trouxe à memória alguns versículos da Bíblia que aprendera quando menino: "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”; "Cristo sofreu por nós"; “Aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo"; "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna".

Deus o convenceu de tal maneira de sua incredulidade, que se ajoelhou ao lado da cama e aceitou Cristo como seu salvador. Agora estava alegre. Pouco depois, Jaime também aceitou Jesus e os dois foram feitos filhos de Deus, porque creram em Seu Nome.


Do livro Ilustrações para enriquecer seu discurso, de Celso Nascimento


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Uma descrição fantasiosa ou não-ortodoxa da Criação

 


Uma descrição fantasiosa (e não-ortodoxa) da Criação

Imagine Deus no céu, cercado pelo coro de anjos que O adoram, cantando hosanas interminavelmente...

"Se Eu criar um mundo perfeito, sei qual será o resultado. Em sua absoluta perfeição, funcionará como uma máquina perfeita, jamais se desviará de Minha vontade absoluta".

Uma vez que a imaginação de Deus é perfeita, não há qualquer necessidade de criar tal universo. Para Ele, é suficiente imaginá-lo para vê-lo em todos os seus detalhes. Tal universo não seria muito interessante, quer para o homem quer para Deus. Por isso, podemos presumir que a Divindade prosseguiu em Suas meditações. "Mas que aconteceria se Eu criasse um universo livre até mesmo de Mim? O que aconteceria se escondesse Minha Divindade de maneira que as criaturas fossem livres para cuidarem de suas próprias vidas, sem ficar amedrontadas por Minha presença onipotente? Será que me amariam?

Posso ser amado por criaturas que não programei para adorarem-Me eternamente? Será que da liberdade pode surgir o amor? Meus anjos Me amam incessantemente, mas podem ver-Me a todo tempo. Que acontecerá se criar seres à Minha própria imagem, seres que sejam livres? Se Eu introduzir liberdade nesse universo, corro risco de também introduzir o mal, pois se forem livres, poderão desviar-se de Minha vontade. Mas o que acontecerá se continuar interagindo com esse universo dinâmico? Eu e as criaturas, juntos, nos tornaremos criadores de uma grande peça cósmica? O que acontecerá se, de cada ocasião de manifestação do mal, Eu reagir com um bem imaginável, um bem que supera totalmente o mal ao se manifestar inesperadamente a partir das próprias tentativas do mal de negar o bem? Essas novas criaturas de liberdade irão amar-Me. Unir-se-ão a Mim para criar o bem a partir do mal? O que acontecerá se unir-Me a elas no mundo de limitação e forma, um mundo de sofrimento e mal?

Ah... Num universo verdadeiramente livre, nem Eu sei como acabará. Será que tenho coragem de assumir esse risco em nome do amor?"

William Irwin Thompson


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Onde o Amor e a Justiça se encontram

 


Séculos atrás, correu pelo mundo a história do chefe de uma determinada tribo que era superior aos chefes de todas as outras tribos. Na época em que o poder era medido pela superioridade da força física, a tribo mais poderosa de todas era a que possuía o chefe mais forte.

Mas o chefe tribal de que estamos falando também era conhecido por sua sabedoria. No intuito de ajudar seu povo a viver em segurança e em paz, ele emitiu leis abrangendo todos os aspectos da vida tribal. Fazia cumprir essas leis rigorosamente e adquiriu a fama de ser um juiz imparcial.

Apesar das leis, havia problemas na tribo. Um dia, chegou ao conhecimento do chefe que alguém da tribo estava cometendo pequenos furtos. Ele reuniu o grupo.

— Todos aqui sabem que as leis foram feitas para proteger vocês, para ajudar vocês a viverem em segurança e em paz — ele os fez lembrar, com grande tristeza no olhar por causa do amor que lhes dedicava. — Esses furtos precisam parar. Todos nós temos tudo aquilo de que necessitamos. O castigo será aumentado de 10 para 20 chibatadas em quem for surpreendido furtando.

Os furtos, porém, continuaram. O chefe voltou a reunir o grupo.

— Por favor, ouçam-me — ele pediu. — Esses furtos precisam parar. O ambiente entre nós está ficando cada vez pior. O castigo será aumentado para 30 chibatadas.

Apesar disso, os furtos não cessaram. O chefe reuniu mais uma vez o grupo.

— Por favor, eu estou suplicando. Para o bem de vocês, os furtos precisam parar. Eles estão causando muito sofrimento entre nós. O castigo será aumentado para 40 chibatadas.

O povo conhecia o grande amor do chefe pela tribo, mas apenas os que estavam mais próximos dele viram uma lágrima correr por seu rosto quando ele dispersou o grupo.

Finalmente, um homem disse que a pessoa havia sido identificada. A notícia espalhou-se. Todos se reuniram para ver quem era.

Um murmúrio de espanto foi dado por todos quando a pessoa foi apresentada entre dois guardas. O rosto do chefe empalideceu de susto e sofrimento.

A ladra era sua mãe, unia senhora idosa e frágil.

O que ele vai fazer? — pensou o povo em voz alta. Será que ele faria cumprir a lei, ou o amor por sua mãe o impediria de cumpri-la? O povo aguardou, conversando em voz baixa, com a respiração ofegante.

Finalmente, o chefe falou.

— Meu amado povo. — Sua voz ficou embargada. Quase que sussurrando as palavras, ele prosseguiu. — Estou fazendo isto pela nossa segurança e paz. Devem ser aplicadas 40 chibatadas; o sofrimento que este delito nos causou foi grande demais.

Ele fez um movimento afirmativo com a cabeça, e os guardas fizeram sua mãe dar um passo à frente. Um deles retirou cuidadosamente o manto dela, deixando à mostra as costas ossudas e arqueadas. O homem designado para aplicar o castigo começou a desenrolar o chicote.

Nesse momento, o chefe deu um passo à frente e também retirou seu manto, deixando à mostra os ombros largos, bronzeados e firmes. Carinhosamente, ele passou os braços ao redor de sua querida mãe, protegendo-a com o próprio corpo.

Enquanto ele murmurava algumas palavras com o rosto encostado ao da mãe, suas lágrimas misturavam-se às dela. Ele fez outro movimento afirmativo com a cabeça, recebendo uma chibatada após outra.

Foi um momento singular. Mas, nele, o amor e a justiça entraram em eterna harmonia.

Foi o que Deus fez: Enviou seu filho Jesus para, ao morrer pelos pecados que nós cometemos, cumprir a justiça, sofrendo o castigo em nosso lugar. Em seu ato, o amor e a justiça se encontraram. Reconciliação com Deus e paz eterna estão disponíveis para todo aquele que crer em Jesus.

John MacArthur (Recontada por Casandra Lindell)

 

 

“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.” — Isaías 53:5

 

“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” — 2 Coríntios 5:21

 

“Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” — Romanos 5:8

 

In Histórias para o Coração 2, de Alice Gray


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