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sábado, 15 de março de 2025

Quem é tolo o suficiente para acreditar em Deus, ou em vida após a morte?

 


No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro: “Você acredita em vida após o parto?”

O outro respondeu: “É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.”

“Bobagem”, disse o primeiro. “Que tipo de vida seria esta?”

O segundo disse: “Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora.”

O primeiro retrucou: “Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação.”

O segundo insistiu: “Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico.”

O primeiro contestou: “Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?”

“Bem, eu não sei”, disse o segundo, “mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós.”

O primeiro respondeu: “Mamãe, você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?”

O segundo disse: “Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.”

Disse o primeiro: “Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe.”

Ao que o segundo respondeu: “Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa.”

 

Como o primeiro bebê, exatamente assim argumenta o ateu e o cético contra a existência de Deus, um Deus cujos nossos sentidos são um tanto incapazes de captar, mas cuja presença e necessidade estão patentes por todos os lados, inclusive o lado de dentro. Pois o vazio que muitos trazemos no coração é o vazio de uma ausência, pouco dimensionável (novamente) por nossos sentidos. Essa ausência, esse buraco que o ser humano traz ao peito, só pode ser preenchido por Deus.

De todas as religiões, não sem razão aquela que apresenta a ideia mais ampla, exequível, confirmável e aprazível de um Deus consciente, criador e amoroso, é o cristianismo.

Cristianismo, claro, vem de Cristo, de quem a Bíblia, nos diversos livros que a compõem, relata o prenúncio, a manifestação/atuação e ainda suas obras futuras. A figura e a obra de Cristo ressignificaram a vida de milhões de pessoas ao longo da história, de humildes a eruditos, do padeiro de sua esquina aos pais da Ciência (Newton, Galileu, Descartes) como a entendemos. E essa mensagem sobre Jesus e sua obra é o que se chama de Evangelho, muito maior que uma simples religião. Seu poder de ressignificar, de conferir cura e sentido à vida, está disponível para você, para sua vida. Aprenda desse Cristo Jesus, conheça sua pessoa e obra através da leitura dos relatos bíblicos.


sábado, 20 de junho de 2020

100 Frases de Agostinho de Hipona - Baixe este e-book gratuito


Nascido em Tagaste, no norte da África, em meados do século IV, Agostinho foi um dos mais importantes filósofos e teólogos ocidentais, sendo considerado mesmo o maior dentre aqueles eruditos chamados de “Pais da Igreja”. 
Sua obra antecipou temas da literatura, da ética e da psicologia que seriam debatidos e expandidos nos séculos seguintes. A beleza e a maestria de sua escrita, bem como a perspicácia de seu pensamento, fazem suas obras, como Confissões e A Cidade de Deus, serem tidas e celebradas como obras-primas da literatura universal.
Neste breve livro, reunimos um pouco do tesouro sapiencial deste que foi o mais humano dos “santos”, e pensador basilar da cultura ocidental.

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segunda-feira, 18 de maio de 2020

100 Frases de Baise Pascal num e-book gratuito para você


Matemático, físico, filósofo, teólogo: já desde a infância, o francês Blaise Pascal dava indícios de sua genialidade. E, nos apenas trinta e nove anos de vida, suas contribuições para a ciência e o pensamento universal foram fabulosas.
Nascido em Clermont-Ferrand, na França, em 1623, o precoce e constante esforço intelectual de Pascal contribuiu para a evolução do método científico, inaugurou novos campos de pesquisa na física e na matemática e levou até mesmo à construção da primeira máquina calculadora, chamada de Pascalina.
Aos trinta e um anos, Pascal passa por uma experiência espiritual de grande impacto em sua vida e obra, passando a dedicar-se com mais afinco à reflexão filosófica e teológica, sem descuidar de seus trabalhos científicos.
Neste breve livro, reunimos um pouco da sabedoria e perspicácia, muitas vezes desconcertantes, deste que foi um dos maiores intelectuais com que a humanidade já se viu agraciada. 

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100 Frases de C. S. Lewis 
100 Frases de Liev Tolstoi 
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PAZ em 200 Citações 
Frases UP! 250 Frases para motivar e iluminar o seu dia


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O que é a morte? O que vem depois?



Numa Igreja do Sul do Tirol, no norte de Itália, numa parede baixa, estão colocadas quatro caveiras. Sobre elas está um letreiro em que estão escritas as palavras, “Quem era o louco? Quem era o sábio? Quem era o pedinte? Quem era o imperador?” O poder e a riqueza do imperador já lá não estavam para nos darem um indício da sua identidade. Talvez a caveira do pedinte esteja mesmo ao lado da sua, mas de igual modo, a pobreza do pedinte, os andrajos e o estômago a roncar de fome já lá não estavam para atestar a sua identidade. Talvez devêssemos erguer um segundo letreiro com as palavras “A morte tornou-os iguais!” Mas será realmente este o caso?
Ao contrário das estratégias de “marketing” que rotulam certas classes de clientes, a morte não é, certamente, respeitadora das pessoas; ninguém lhe consegue escapar em razão da distinção de classes. Não admira, portanto, que muitas pessoas tenham parado para refletir profundamente sobre isto, quer sejam filósofos, poetas, políticos, desportistas, atores, analfabetos, quer laureados com o Prêmio Nobel. Os antigos egípcios eram particularmente assíduos; as Pirâmides de Gizé são os maiores monumentos comemorativos da morte que existem no mundo. Mas tal esforço humano tem realmente algum valor? Nas palavras do poeta alemão Emanuel Geibel “A vida é um eterno enigma, a morte um mistério eterno.” Das numerosas tentativas para compreender o significado da morte, a teoria da evolução é inegavelmente a mais largamente famosa.

A MORTE NA VISÃO MUNDANA DA EVOLUÇÃO

A morte está profundamente ancorada na idealização da evolução; tanto que teríamos que concluir que sem a morte não haveria absolutamente nenhuma vida na Terra.
Isto é claro, a partir dos quatro princípios básicos da evolução relativos à morte.

1. Morte – Uma condição necessária para a evolução. O físico alemão Carl Friedrich V. Weizsäcker acentuou: “Se os indivíduos não morressem não haveria evolução nem nenhuns novos indivíduos com novos atributos. A morte do indivíduo é um pré-requisito para a evolução.”

2. Morte – Uma invenção da evolução. O professor de biologia Widmar Tanner, de Regensburg no Sul da Alemanha, coloca a questão existencial justificável: “Como e por que a morte entraria no nosso mundo se ela não fosse absolutamente necessária?” e dá a resposta: “O envelhecimento e a duração da vida são fenómenos de adaptação que desenvolvemos no decurso da evolução. A invenção da morte acelerou essencialmente o progresso da evolução.” Para ele o encastrado programa da morte oferece uma oportunidade perpétua para experimentar a evolução com qualquer coisa nova.

3. Morte – A criadora da vida. Até que ponto a visão mundana da evolução diverge da Bíblia torna-se particularmente claro, quando a evolução eleva a morte ao ponto de se tornar criadora da vida. Isto é expresso pelo microbiologista Reinhard W. Kaplan: “Encastrar o envelhecimento e a morte pode parecer doloroso para o indivíduo, particularmente para os humanos, mas esse é o preço que deve ser pago pelo fato de a evolução, em primeiro lugar, criar vida.”

4. Morte – O absoluto fim da vida. De acordo com a doutrina da evolução, a vida é exclusivamente baseada nas propriedades da matéria entre as fronteiras da física e da química (Manfred Eigen, químico biofísico e vencedor do Prêmio Nobel).
Vemos aqui que a evolução não fornece uma explicação satisfatória para a morte. Não há lugar para a continuação da vida depois da morte quando a realidade é reduzida desta maneira a meros fenómenos materiais. Os humanos são reduzidos a máquinas biológicas, tornados inúteis quando o organismo morre. A morte serve somente para o surgimento da vida subsequente no comboio da evolução.
O valor da vida humana não é mais do que o da sua contribuição para a evolução.

QUEM TEM A RESPOSTA?

Haverá alguém que nos possa dar uma resposta para todas estas arrebatadoras questões sobre a natureza da morte e do que vem depois dela? Se houvesse uma tal pessoa teria que satisfazer os quatro convincentes requisitos seguintes:

1. Ele próprio deveria ter experimentado a morte (de maneira a poder fornecer os conhecimentos em primeira mão).

2. Deveria ter regressado da morte (de modo a contar-nos sobre aquilo que tinha experimentado).

3. Deveria ter poder sobre a morte (tornando-o uma autoridade em tal assunto).
4. Deveria ser completamente fidedigno (de modo a fazer-nos acreditar no relato que fizesse).
Ao longo da História só há uma pessoa que preenche estes requisitos, Jesus Cristo.

1. Foi crucificado e morreu fora das portas de Jerusalém. Os seus inimigos queriam ter a certeza de que Ele estava morto, por isso trespassaram o seu lado com uma lança, fazendo com que saísse sangue e água (João 19:34). Isto convenceu-os de que Ele realmente estava morto [Requisito de satisfação 1]

2. Ele já tinha predito que ressurgiria dos mortos ao terceiro dia. Isto realmente aconteceu e as primeiras testemunhas foram as mulheres que iam ao seu sepulcro na manhã da Páscoa. O anjo disse-lhes então, “Ele não está aqui, ele ressuscitou!” (Lucas 24:6) [Requisito de satisfação 2]

3. O Novo Testamento relata três exemplos de ressurreição da morte através do poder de Jesus: Lázaro em Betânia (João 11:41-45), o filho da viúva de Naim (Lucas 7:11-17) e a filha de Jairo (Marcos 5:35-43). Ninguém tem autoridade sobre a morte senão somente Jesus [Requisito de satisfação 3]

4. De todas as pessoas que caminharam sobre a face desta terra, só Jesus foi capaz de viver de acordo com a sua declaração “Eu sou a verdade” (João 14:6), apesar de todas as tentativas dos seus inimigos para provar uma única acusação contra Ele [Requisito de satisfação 4]

Será possível que tenhamos chegado ao lugar exato, à fonte de toda a verdade? A verdade é vital. Quem é que quererá basear a sua vida num erro? Sejamos claros: somente uma pessoa tem a qualificação necessária para nos dar uma resposta certa. Ele diz-nos o que acontece imediatamente depois de morrermos.
Em Lucas 16:19-31 Jesus explica isto, usando o exemplo de duas pessoas acabadas de morrer. Uma delas conhecia Deus; a outra tinha-O rejeitado. Lázaro é levado pelos anjos ao seio de Abraão, a um lugar que Jesus também chama Paraíso (Lucas 23:43), onde ele se alimenta bem e está confortável. O outro homem, que vivera ricamente, encontrou-se no inferno quando morreu e descreveu a sua situação atroz com as palavras, “Estou atormentado neste fogo” (Lucas 16:24b). A morte não é, de modo nenhum, a grande igualadora. Pelo contrário, se durante a vida na Terra nós pensamos que há um abismo de grande amplitude, o abismo tornar-se-á indescritivelmente mais profundo no outro lado da barreira da morte. Como é que explicaremos isto?

A TRIPLA MORTE

A mensagem da Bíblia é inequívoca. Este mundo e toda a vida são produtos dos atos criadores de Deus. Foi uma criação acabada e perfeita, que Deus designou como “muito boa”. Ele criou todas as coisas através do seu artífice mestre (Provérbios 8:30), o Senhor Jesus (João 1:10; Colossenses 1:16) enquanto permanecia verdadeiro para os seus atributos de suavidade, misericórdia e amor pela criação; muito oposto à estratégia da evolução que é marcada pelo sofrimento e lágrimas, crueldade e morte. Qualquer pessoa que encare Deus como o autor da evolução, que sugira que este foi o método da criação, está a falsear o carácter de Deus. A ideia de que Deus conduziu a evolução (a chamada evolução teísta), por conseguinte, é completamente insustentável.
Então de onde vem a morte, se não é um fator de evolução, nem corresponde ao carácter de Deus? Em primeiro lugar a morte é universal. Todas as pessoas morrem, quer seja na juventude, quer em idade mais avançada, quer as moralmente respeitáveis, quer os ladrões e assassinos, quer os crentes, quer os não crentes. Um tal efeito universal e radical deve ter uma causa igualmente radical.
A Bíblia fala da morte como a consequência do pecado humano. Apesar do aviso de Deus (Génesis 2:17), o homem abusou da liberdade que lhe tinha sido dada e caiu da graça de Deus. A partir desse momento, a lei do pecado entrou em vigor: “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). O homem tropeçou para o que pode ser chamado o trilho da morte, que se mostra como uma grossa seta negra no diagrama. Podemos descrever isso como o comboio da morte. Desde Adão, que foi o responsável por permitir a entrada da morte na criação (1 Coríntios 15:22a), que toda a raça humana está agora neste comboio terrível: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Romanos 5:12). Antes da Queda do Homem a morte era desconhecida em toda a criação.
Ora, quando a Bíblia fala de morte, isto de maneira nenhuma significa a cessação da existência. A definição bíblica de morte é “separação, afastamento”. Porque a Queda significa a tripla morte (veja-se o diagrama), deve haver uma tripla separação.

1. Morte do espírito. No momento da Queda, o espírito da humanidade morreu, o que significa que o homem foi banido da companhia de Deus. Até hoje esta é a condição de todos os humanos que não descobriram que se podem confiar ao seu Criador. Só eles determinam as suas vidas e são vítimas de paixões e ilusões resultantes da sua separação de Deus. Conduzem as suas vidas como se Deus não existisse. Não têm ideia quem Jesus Cristo é e rejeitam a mensagem da Bíblia. Embora possam estar bem vivos no corpo, estão espiritualmente mortos.

2. Morte do corpo. Uma consequência adicional é a morte do corpo: “… até que voltes à terra pois dela foste formado …” (Génesis 3:19) toda a criação está sujeita a apodrecer por causa da Queda.

3. Morte eterna. O destino final do comboio da morte é a morte eterna. Ali, a existência humana não se extinguirá (Lucas 16:19-31), antes continua num estado de eterna separação de Deus. Está sujeito à ira de Deus, porque “o resultado de uma só transgressão foi a condenação de todos os homens” (Romanos 5:18). Jesus chama a este lugar inferno da condenação; é o lugar da mais inimaginável horrível existência, o fogo não pode ser extinto (Marcos 9:43 e 45) e é eterno (Mateus 25:41). “Ali haverá choro e ranger de dentes” (Lucas 13:28). É um lugar arrepiante onde “Não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Marcos 9:48); um lugar de “eterna destruição” (2 Tessalonicenses 1:9).

Como é que Deus encara a nossa auto-imposta corrida para a destruição? A Sua misericórdia ilimitada e o Seu amor por nós impeliu-O a enviar o seu único Filho para a Cruz para realizar o Seu incomparável plano de ação para nos salvar. As palavras de Jesus “Está consumado”, marcou a consecução deste plano. É a expressa vontade de Deus (e.g. 1 Timóteo 2:4) para nos salvar do inferno eterno ou, para dizer isto de uma maneira figurada, tornar possível para nós saltarmos fora do desenfreado comboio (trem) da morte. Somos convidados a entrar pela porta estreita que conduz ao céu (Mateus 7:13a + 14). De acordo com o testemunho da Bíblia, Jesus é a única porta, a única maneira para sermos salvos. Quando embarcamos no trem da vida, encontramo-nos sobre um trilho diferente – o caminho da vida eterna.
Mudar de comboio significa que nos voltamos para Jesus, somos honestos com Ele acerca de nós próprios, pedimos-Lhe para nos perdoar, arrependemo-nos e aceitamo-Lo como nosso Salvador. Aos olhos de Deus tornamo-nos novas criaturas. A assombrosa dádiva do perdão está disponível para cada um de nós, pessoal e livremente. Esta dádiva de graça custou a Deus um preço incomensurável, o sacrifício de Seu Filho. Aceitar a dádiva de Deus é a ação que nos dará a vida eterna (João 5:24). Esta oportunidade é-lhe oferecida a si, somente no decurso a sua vida na Terra, assim faça a sua escolha hoje (não pode garantir que haverá um amanhã)!



O SENTIDO DA VIDA

Depois de uma conferência, um jovem aproximou-se de mim. Perguntei-lhe “Onde é que está agora?” A sua breve resposta, replicando a minha analogia do comboio foi: “Estou de pé no cais da estação!” Ele reconhecera uma coisa, devia deixar o comboio da morte o mais depressa possível! Perguntou: “Como é que posso entrar no comboio da vida?” Mostrei-lhe o caminho e está agora a viajar contente para o melhor dos destinos.
Deus não é só um Deus que está zangado com o pecado, Ele é também um Deus de amor para com o pecador. Se hoje embarcarmos no comboio da vida, também reservaremos uma morada num lugar de beleza, o céu, do qual se diz em 1 Coríntios 2:9: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam.” A sua residência eterna é, unicamente, uma decisão ao longe. Escolherá a morte ou a vida? O céu ou o inferno? “Coloquei diante de vós a vida [eterna] e a morte [eterna], a bênção e a maldição. Agora escolham a vida …” (Deuteronômio 30:19). Uma vez mais vemos que Deus aponta claramente para a vida. O diagrama mostra claramente que:
Se nascemos apenas uma vez (nascimento natural), morremos duas vezes (primeiro a morte do corpo, depois a morte eterna);
mas se nascermos duas vezes (nascimento natural e novo nascimento através de Cristo), morreremos apenas uma vez (a morte do corpo).
Confiar no Filho de Deus liberta-nos da condenação do seu julgamento e dá-nos a certeza de que teremos a vida eterna “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, e não entra em juízo, mas passou da morte [espiritual] para a vida [eterna]” (João 5:24).
Se considerarmos o alcance de cada decisão de fé, torna-se claro que o conceito da evolução e os seus ensinamentos sobre a morte, tem um trágico efeito nos seus aderentes. Obscurece o perigo da morte Eterna e pode fazer com que as pessoas percam a oferta da salvação. Mas Jesus veio para nos salvar do abismo, do inferno. Voltemo-nos hoje para Deus com uma prece e, com isso, abandonemos o comboio da morte e saltemos para o comboio da vida. Podemos permitir que Deus comece a sua mudança radical de direção na nossa vida, com a seguinte oração:

“Senhor Jesus Cristo, reconheço a fatalidade da minha situação. A minha maneira de viver não é, de modo algum, compatível com a Vossa Palavra. Sei, agora, que estou sentado no comboio errado. Estou profundamente comovido e imploro-Vos que me ajudeis. Perdoai todas as minhas culpas, pelas quais estou verdadeiramente triste, e mudai a minha vida enquanto leio a Vossa Palavra e aprendo a viver por ela. Com a vossa ajuda quero embarcar no comboio da vida e ficar Convosco para sempre. Aceito-Vos agora na minha vida. Sede o meu Senhor e dai-me a força e o querer para Vos seguir. Do fundo do coração Vos agradeço por me teres libertado dos meus pecados e por agora ser chamado Filho de Deus. Amém.”

Dr. Werner Gitt

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Por que você pode acreditar na Bíblia?

(por EveryStudent.com)


Quem escreveu a Bíblia? Como ela se compara aos outros livros “sagrados”?

O Alcorão veio de Maomé. O livro dos Mórmons veio de Joseph Smith. Mas a Bíblia é única, dentre os muitos livros sagrados do mundo. Não foi escrita por uma só pessoa. Pelo contrário, o Velho e o Novo Testamento foram escritos por 40 autores diferentes, provenientes da Ásia, África e Europa, num espaço de tempo de 1600 anos.
Os escritores da Bíblia – mesmo em um período de tempo tão longo – transmitiram todos a mesma mensagem básica: o Deus que criou os céus e a terra providenciou uma maneira para que as pessoas pudessem conhecê-lo pessoalmente.
Além da autoria singular, a Bíblia também tem o melhor histórico de profecias que mais tarde foram cumpridas detalhadamente. Por exemplo, vários profetas do Velho Testamento fizeram mais de 300 profecias específicas sobre a vinda do Messias, onde ele nasceria, onde cresceria, etc. Elas foram todas perfeitamente cumpridas por Jesus Cristo centenas de anos depois. Essas e muitas outras profecias cumpridas mostram porque os escritores podiam escrever: “Assim diz o Senhor…” – eles estavam falando por Aquele que sabe “o fim desde o começo” (Isaías 46:10)
A arqueologia também repetida vezes confirma nomes de pessoas, eventos históricos e detalhes geográficos, exatamente como registrado no Velho e no Novo Testamentos. Embora a arqueologia não possa provar a veracidade espiritual da Bíblia, as descobertas mostram a confiabilidade da Bíblia como um relato histórico.

Também, comparada com outros escritos antigos, a Bíblia foi extraordinariamente preservada através do tempo. Comparado com somente sete manuscritos da obra de Platão, existem mais de 5 000 manuscritos do Novo Testamento. E quando o texto de todos esses volumes são comparados uns com os outros, descobre-se que eles são 99,5% consistentes.

A Bíblia é historicamente verdadeira? Os Evangelhos estão corretos sobre Jesus?

Como podemos saber se os Evangelhos biográficos sobre a vida de Jesus são verdadeiros? Quando os historiadores tentam determinar a confiabilidade de uma biografia, eles perguntam: “As numerosas fontes relatam os mesmos detalhes sobre esta pessoa?”
Por exemplo, imagine que você coleciona biografias do ex-presidente americano John F. Kennedy. Uma biografia diz que JFK devotou dez anos de sua vida vivendo como um pregador na África do Sul. Uma outra diz que ele freqüentemente fazia discursos em chinês mandarim. Mas, quando você pergunta para aqueles que eram próximos do ex-presidente, eles respondem enfaticamente que JFK nunca foi pregador, nunca morou na África do Sul e nunca falou Mandarim. A credibilidade dessas biografias está hoje fora de questão. Todavia, se numerosas fontes relatassem esses fatos sobre JFK, a repetição dessas informações fariam com que elas parecessem verdadeiras.
Considerando Jesus de Nazaré, encontramos múltiplas biografias relatando fatos similares sobre a sua vida? Sim. Há quatro livros do Novo Testamento (chamados evangelhos) que dão detalhes precisos sobre a vida de Jesus. Quem escreveu os evangelhos? Dois destes livros foram escritos por homens que conheciam Jesus pessoalmente e viajaram com Ele por mais de três anos. (Mateus e João), os outros dois livros foram escritos por pessoas muito próximas dos apóstolos de Jesus.

Cada um dos quatro autores registrou narrativas muito detalhadas da vida de Jesus. Como você poderia esperar de vários escritores que escrevem sobre a vida de uma pessoa real, há concordância nos fatos, mas também há singularidade e variações nas apresentações. E cada biografia é apresentada sem sensacionalismo ou floreamentos criativos, mas em um estilo jornalístico do tipo “assim é como foi”. Os evangelhos dão nomes geográficos específicos e detalhes culturais que foram confirmados por historiadores e arqueólogos. As mensagens nos evangelhos também indicam autenticidade.
Assim, o conteúdo das mensagens de Jesus e suas interações com os outros são obviamente singulares e determinadas de forma precisa no tempo. Suas declarações eram diferentes do que era correntemente ensinado no Judaísmo. E seus ensinamentos omitiam tópicos que a Igreja primitiva provavelmente teria gostado que Jesus ensinasse. Isso confirma que os biógrafos foram corretos, não atribuindo a Jesus palavras a partir de uma perspectiva posterior.

História da Bíblia. Antigos historiadores também escreveram sobre Jesus?

Sim. Cornelius Tacitus (d.C. 55-120), um historiador do primeiro século de Roma, que “é considerado como um dos mais corretos historiadores do mundo antigo” (Josh McDowell, The New Evidence that Demands a Verdict, Thomas Nelson Publishers, 1999, p. 55). Um trecho de Tacitus nos conta como Nero “infligiu as mais terríveis torturas a uma classe… chamada cristãos. Christus [Cristo], de onde o nome teve sua origem, sofreu penalidades extremas durante o reino de Tiberius nas mãos de um dos nossos procuradores, Pontius Pilatus…” (Tacitus, A. 15.44). Em contraste, o Alcorão mulçumano, escrito seis séculos depois que Jesus viveu, relatou que Jesus nunca foi crucificado, apesar de isso ser um fato confirmado por inúmeros historiadores seculares. (Comentários do Dr. William Lane Craig, em uma audiência de faculdade, em dezembro de 2001: “Nas páginas do historiador judeu Josephus aprendemos que Jesus foi executado pela autoridade romana sob Pôncio Pilatos por meio da crucificação. E Tacitus, o historiador romano, também nomeia Pôncio Pilatos como o responsável pela execução de Jesus através da crucificação. De acordo com Josephus e um escritor sírio, Mara Bar-Serapion, as autoridades judias participaram dos acontecimentos que ocorreram durante a execução de Jesus e justificaram isso como uma empreitada apropriada contra a heresia. Assim, em fontes extra-bíblicas, judias e romanas, temos a evidência do julgamento de Jesus, do envolvimento tanto das autoridades judias quanto das autoridades romanas, do modo de sua execução, a saber através da crucificação. E esses fatos estão fixados firmemente, como uma âncora na história. Nenhum estudioso da história, nenhum historiador nega isto. Pelo contrário, eles estão tão firmemente fixados que, na verdade, se tornaram um critério de autenticidade.”)
Flavius Josephus, um historiador judeu (D.C 38-100), escreveu sobre Jesus em seu livro “Antiguidades Judias”. Segundo Josephus, “nós aprendemos que Jesus era um homem sábio que fez feitos surpreendentes, ensinou a muitos, ganhou seguidores entre judeus e gregos, foi tido como Messias, acusado pelos líderes judeus, condenado a ser crucificado por Pilatos, e considerado ressurreto” (Wilkins, Michael J. & Moreland, J.P, Jesus Under Fire, Zondervan Publishing House, 1995, p. 40).

Suetonius, Pliny, o Jovem, e Thallus também escreveram sobre a adoração a Cristo e a perseguição na mesma época dos relatos do Novo Testamento.
Até mesmo o Talmude judeu, novamente não uma fonte favorável sobre Jesus, confirma a maioria dos eventos de Sua vida. Do Talmude, “aprendemos que Jesus foi concebido fora do matrimônio, ajuntou discípulos, fez declarações blasfêmicas sobre si mesmo e fez milagres, mas esses milagres eram atribuídos à bruxaria e não a Deus.” (Ibid)
Essa informação é extraordinária, considerando-se que a maioria dos antigos historiadores tinha seu foco em líderes políticos e militares. Apesar disso, judeus, gregos e romanos da Antiguidade (que não eram ardentes seguidores de Jesus) substanciaram os maiores eventos que estão presentes nos quatro evangelhos.

Teria o Novo Testamento mudado e sido corrompido com o passar do tempo?

Algumas pessoas têm a idéia de que o Novo Testamento foi traduzido “tantas vezes” que ficou corrompido através das etapas da tradução. Bem, se essas traduções fossem feitas a partir de outras traduções, eles teriam razão. Mas as traduções não são feitas a partir de traduções, mas do texto original em grego encontrado nos manuscritos antigos.
Sabemos que o Novo Testamento que temos hoje é verdadeiro e corresponde a sua forma original porque:
1. Temos um enorme número de cópias manuscritas -mais de 5000.
2. As palavras contidas nessas cópias estão concordando umas com as outras em 99,5% de concordância.
3. As cópias foram encontradas muito perto de sua data original de autoria -veja o link no final desta seção.

Quando se compara o texto de uma cópia do manuscrito com outra, a compatibilidade é surpreendente. Algumas vezes, a ortografia da palavra pode variar, ou palavras podem estar transpostas, mas isso tem poucas conseqüências. Quanto à ordem das palavras, Bruce M. Metzger, professor emérito no Seminário Teológico de Princeton, explica: “Faz uma enorme diferença em inglês quando você diz: ‘Cachorro morde homem’ ou ‘Homem morde cachorro’ -a ordem da seqüência é determinante em inglês. Mas em grego não. Uma palavra funciona como sujeito da frase independente do lugar onde a palavra se posiciona na seqüência.” (Strobel, Lee. The Case for Christ, Zondervan Publishing House, 1998, p. 83). E as discrepâncias? As variações nos manuscritos são “tão raras” que os estudiosos Norman Geisler e William Nix concluem: “O Novo Testamento, então, não só sobreviveu em mais manuscritos do que qualquer outro livro da antiguidade, mas também sobreviveu de forma mais pura do que qualquer outro grande livro -uma forma que é 99,5 por cento pura.”(Ibid., p. 85)

Dr. Ravi Zacharias, um estudioso visitante na Universidade de Cambridge, também comenta: “Em termos reais, o Novo Testamento é facilmente o escrito antigo melhor atestado, em termos da enorme quantidade de documentos, de espaço de tempo entre os eventos e os documentos, e da variedade de documentos disponíveis para sustentá-lo ou contradizê-lo. Não há nada nas evidências dos antigos manuscritos que comprometa tal credibilidade e integridade de texto.” (Ravi Zacharias , Can Man Live Without God?, Word Publishing, 1994), p. 162)
O Novo Testamento é o documento antigo mais confiável da humanidade. Sua integridade textual é mais certa do que a dos escritos de Platão ou do que a da Ilíada de Homero.

Existem contradições no Novo Testamento?

Alguns dizem que a Bíblia descartam está cheia de contradições. Aqui está um exemplo: Pilatos colocou um sinal na cruz onde Jesus foi pendurado, acima da cabeça de Jesus. Três evangelhos registram o que estava escrito naquele sinal:
Em Mateus: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”
Em Marcos: “O Rei dos Judeus”
Em João: “Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”

As palavras das três frases são diferentes, mas as mensagens não entram em conflito. E quais seriam as palavras exatas? Em Grego, língua em que os evangelhos foram escritos, não se usam símbolos para marcar citações, como fazemos em português. Assim, quando os autores estavam escrevendo sobre Jesus, alguns poderiam estar parafraseando ou citando de forma direta, nós não sabemos. Isso deve explicar as sutis diferenças nas passagens.

Eis um outro exemplo de aparente contradição: Jesus disse a seus discípulos: “Não julgueis para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Algumas declarações depois Jesus diz a eles: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. Então, era para os discípulos de Jesus julgarem as pessoas ou não? E o exemplo de Jesus? Em Mateus 23:15, Ele diz: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós”. Isso soa um pouco como um julgamento…
Como isso tudo é conciliado? Quando você examina mais os evangelhos você acha uma mensagem consistente de que Jesus não quer que seus seguidores olhem para os outros com atitude superior, sendo crítico com os outros, acusando os outros em coisas que eles também são falhos. No entanto, Jesus também quer que eles sejam espertos e não caiam em falsos ensinamentos. Jesus, que, sendo Deus, tem o direito de julgar, acusou de forma consistente os fariseus de serem hipócritas, orgulhosos, e egoístas, ao invés de servir a Deus como deveriam fazer.
Esses casos são típicos da aparente contradição do Novo Testamento. Muitos são geralmente resolvidos pelo próprio texto ou pelo entendimento do contexto histórico da época.

A arqueologia mostra erros no Novo Testamento?

A arqueologia não pode provar que a Bíblia é a Palavra de Deus; contudo, ela pode substanciar sua exatidão histórica.Os arqueólogos têm sistematicamente descoberto os nomes dos oficiais do governo, reis, cidades e festivais mencionados na Bíblia – algumas vezes pessoas ou lugares que os historiadores não achavam que existiam. Por exemplo, o Evangelho de João fala sobre Jesus curando um paralítico, perto do tanque de Betesda. O texto descreve inclusive os cinco pavilhões (caminhos) que levam até o tanque. Estudiosos não acreditavam que o tanque existisse mesmo, até que os arqueólogos o acharam a quarenta pés abaixo do solo, completo com os cinco pavilhões (Strobel, p. 132).
A Bíblia tem uma riqueza de detalhes históricos tremenda, porém, nem tudo o que foi mencionado nela foi encontrado pela arqueologia. Contudo, nenhum achado arqueológico criou conflito com o que a Bíblia registrou (O renomado arqueólogo judeu, Nelson Glueck, escreveu: “Deveria estar sublinhado categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referência bíblica” citado pro Josh McDowell, The New Evidence That Demands a Verdict, Thomas Nelson Publishers, 1999, p. 61).

Em contraste, o repórter Lee Strobel comenta sobre o livro dos Mórmons: “A arqueologia, repetidamente, falhou em substanciar suas afirmações sobre os eventos que supostamente ocorreram há muito tempo nas Américas. Eu lembro ter escrito para o Instituto Smithsonian para investigar sobre a existência de qualquer evidência que confirmasse as afirmações do Mormonismo, somente para ouvir de forma inequivocada que os arqueólogos do instituto não vêem conexão direta entre a arqueologia do Novo Mundo e o objeto do livro”. Arqueólogos nunca localizaram as cidades, pessoas, nomes ou lugares mencionados no Livro dos Mórmons (Strobel, p. 143-144).
Em comparação, muitas das localidades antigas mencionadas por Lucas, no Livro de Atos, do novo Testamento, foram identificados pela arqueologia. “Ao todo, Lucas deu o nome de trinta e dois países, cinqüenta e quatro cidades e nove ilhas sem um erro” (Geisler, Norman L. Baker Encyclopedia of Christian Apologetics, Grand Rapids: Baker, 1998). A arqueologia também refutou muita das teorias infundadas sobre a Bíblia. Por exemplo, ainda ensinado em algumas faculdades hoje, o Documentário de Hipóteses JEPD sugere que Moisés não poderia ter escrito o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia), porque a escrita não existia em seus dias. Então arqueólogos descobriram o “Black Stele” uma placa de basalto preto esculpida: “tinha caracteres de escrita cuneiforme e continha detalhes da lei Hammurrabi”. Era isto pós-Moisés? Não! Era pré-Moisés, e não somente isso, era também pré-Abraão (2000 AC). Precedia os escritos de Moisés por pelo menos três séculos. A ‘Hipótese do Documentário’ ainda é ensinada, mesmo que seu fundamento tenha sido erradicado e demonstrado ser falso (Josh McDowell, Evidence That Demands a Verdict, 1972, p. 19).
Um outro grande achado arqueológico confirmando um alfabeto antigo é a descoberta das Tábuas do Ebla, no norte da Síria em 1974. Essas 14 000 tábuas de argila são tidas como sendo de 2300 anos a.C., centenas de anos antes de Abraão. As tábuas descrevem uma cultura e um modo de viver similar ao registrado em Gênesis entre os capítulos 12 e 50.
É significante notar que a arqueologia não desarmou todas as críticas e argumentos contra a Bíblia. Contudo, olhando-se para o que foi encontrado pela arqueologia, a veracidade histórica da Bíblia está seguramente intacta. Para um maior estudo:

Quem escreveu o Novo Testamento? Por que não aceitar os evangelhos apócrifos, gnósticos ou o evangelho de Tomás?

Existem razões sólidas para confiar na lista atual de livros do Novo Testamento. Como mencionado anteriormente, os escritores dos Evangelhos Mateus, Marcos, Lucas e João eram seguidores próximos de Jesus. Os outros autores eram considerados dignos de confiança também: Tiago e Judas (meio-irmãos de Jesus, que, inicialmente, não acreditavam nELe), Pedro (um dos 12 apóstolos), e Paulo (a quem Jesus fez apóstolo depois de sua morte e ressurreição). A igreja sabia sobre esses homens e sua ligação com Jesus. Além de tudo, o que eles escreveram era consistente com o que as pessoas tinham visto e escutado sobre Jesus, passado adiante para seus filhos.
Assim, quando outros livros foram escritos e apareceram centenas de anos mais tarde (como o Evangelho de Pedro, apesar de Pedro já ter morrido há muito tempo), não foi difícil para a igreja identificá-los como falsos, forjados.

Um outro exemplo é o evangelho de Tomás (a quem Maomé faz referência no Alcorão). O Evangelho de Tomás foi escrito por volta de 140 d.C., muito depois da morte de Tomás. Apesar de ter algumas semelhanças com o autêntico Evangelho de Mateus do Novo Testamento, também continha mensagens radicalmente diferentes. A descrição de Jesus não correspondia a nada do que a igreja primitiva sabia ser verdade sobre Ele.
Aqui está um exemplo que mostra o contraste entre os evangelhos do Novo Testamento e os evangelho de Tomás. Por todos os evangelhos do Novo Testamento, Jesus tratava as mulheres com uma dignidade não típica da cultura do Oriente Médio dos dias de Jesus . Ele ensinou às mulheres tanto quanto aos homens, falou contra as leis de divórcio injustas, era gentil com as mulheres (até mesmo com as de caráter questionável) e depois da ressurreição apareceu primeiro para as mulheres, encarregando-as de dar a mensagem de que Ele estava vivo. O respeito de Jesus pelas mulheres contrariava todas as normas culturais e era um dos assuntos que deixavam os líderes religiosos de sua época enraivecidos. Contudo, o Evangelho de Tomás contém afirmações completamente contraditórias sobre Jesus: “Deixe Maria sair da nossa presença porque as mulheres não são dignas da vida” (Strobel, p. 89). E: “porque toda mulher que se fizer homem entrará no reino dos céus” (Ibid.).
Enquanto os livros, como o evangelho de Tomás, eram escritos e difundidos pela igreja primitiva, não era difícil para as pessoas discernir o que era forjado. Falsos escritos contradiziam os saberes ensinados por Jesus e pelo Velho Testamento e, continham, muitas vezes, erros históricos ou geográficos (Bruce, F.F. The Books and the Parchments: How We Got Our English Bible, Fleming H. Revell Co., 1950, p. 113).
Assim sendo, uma lista oficial de livros do Novo Testamento se tornou necessário: 1) Os Cristãos estavam sendo martirizados e os livros estavam sendo destruídos (então, qual deles proteger?); 2) na tradução dos livros para o sírio e o latim antigo, uma lista de livros que tinham autoridade foi importante; 3) falsos livros e falsos ensinamentos estavam sempre desafiando a igreja e a liderança precisava ser clara. Em 367 d.C., Athanásio formalmente listou os 27 livros do Novo Testamento (a mesma lista que nós temos hoje). Um pouco depois, Jerônimo e Agostinho circularam a mesma lista.

História do Novo Testamento. Porque levou 30 ou 40 anos para os Evangelhos do Novo Testamento serem escritos?

A principal razão para que os relatos do Evangelho não fossem escritos imediatamente depois da morte e ressurreição de Jesus é que não havia aparente necessidade de nenhum desses escritos. Inicialmente, os evangelhos foram espalhados oralmente em Jerusalém. Não havia necessidade de compor um relato escrito da vida de Jesus, porque os habitantes da região de Jerusalém eram testemunhas de Jesus e estavam cientes de seus ensinamentos (Veja Atos 2:22, 3:13, 4:13, 5:30, 5:42, 6:14).
Contudo, quando os evangelhos espalharam-se para além de Jerusalém, e as testemunhas oculares não estavam mais facilmente acessíveis, houve uma necessidade de se escrever relatos para educar os outros sobre a vida e o ministério de Jesus. Muitos estudiosos datam os evangelhos como tendo sido escritos de 17 a 32 anos depois da morte de Jesus.

Lucas nos dá um pouco mais de compreensão sobre isso, colocando no começo do seu Evangelho, a razão de tê-lo escrito: “Visto que muitos empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído.” (Lucas 1:1-3)
João também dá algumas razões para escrever seu Evangelho: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Eles, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome.” (João 20:30,31)
Você já leu alguma vez algum trecho dos Evangelhos do Novo Testamento? Para ler uma amostra do Evangelho de João, clique aqui.
E se você quiser saber mais sobre Jesus, esse artigo lhe dará um pequeno resumo de sua vida: Mais do Que Uma Fé Cega.

Faz alguma diferença se Jesus realmente fez e disse o que está nos Evangelhos?

Sim. Para que a fé tenha realmente valor, ela deve ser baseada em fatos, na realidade. Veja o porquê. Se você estiver voando para Londres, você provavelmente terá fé de que o avião está com o tanque cheio, de que é mecanicamente confiável, de que o piloto foi treinado, de que não há terroristas a bordo… A sua fé, no entanto, não é o que vai levar você a Londres. A sua fé é útil na medida em que lhe coloca no avião. Mas o que na verdade leva você para Londres é a integridade do avião, do piloto etc… Você pode confiar na sua experiência positiva de vôos passados. Mas sua experiência positiva não seria suficiente para levar aquele avião para Londres. O que importa é o objeto da sua fé – ele é confiável?
Acreditar em Deus requer algumas razões objetivas, ou então se torna uma fé fraca, meramente esperançosa que poderia mudar tão freqüentemente quanto muda as experiências de uma pessoa. Se a vida estiver indo bem para uma pessoa na França, então ela conclui que Deus está lá e que Ele é muito bom. Mas e para a pessoa na Índia, cujo estilo de vida não é tão confortável? Deus está realmente lá? Seria Deus disponível e útil para essa pessoa? Como você sabe? Veja: fé não é a questão principal, mas o que a sustenta.

Assim, esta questão é importante: o Novo Testamento é uma apresentação de Jesus correta, confiável? Sim. Podemos confiar no Novo Testamento porque há inúmeros fatos que confirmam isso. Esse artigo tocou nos seguintes pontos: concordância histórica; concordância arqueológica; as biografias dos quatro evangelhos estão em concordância; as profecias cumpridas mostram a intervenção divina; há continuidade com os autores do Velho Testamento da Bíblia; a preservação das cópias dos documentos é impressionante; a fidelidade das traduções é muito alta e elas apresentam uma visão consistente de Deus por mais de 1600 anos. Tudo isso dá um fundamento sólido para acreditar no que lemos no Novo Testamento: que Jesus é Deus, o Filho, que veio para nos dar vida.
Por favor, mande um e-mail para nós se você tiver outras perguntas.

Mais sobre profecias Bíblicas…

Setecentos anos antes de Jesus nascer, o livro de Isaías (encontrado no Velho Testamento) profetizou a vinda do Messias. Jesus não só cumpriu esta profecia, mas também cumpriu cerca de 300 declarações específicas sobre o Messias encontradas em todo o Velho Testamento. Abaixo está somente uma amostra do que encontramos no livro de Isaías quando comparada com o Novo Testamento…
Nascido de uma virgem
Profecia no Velho Testamento: “Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel [Deus conosco].”(Isaías 7:14)
Cumprimento no Novo Testamento: Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: sua mãe Maria estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1:18,24,25)
Ministério de milagres
Profecia no Velho Testamento: “Então se abrirão os olhos dos cegos e se destaparão os ouvidos dos surdos. Então os coxos saltarão como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria. Águas irromperão no ermo e riachos no deserto.” (Isaías 35:5,6)
Cumprimento no Novo Testamento: “Jesus respondeu: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres.” (Mateus 11:4,5)
Morreu pelos pecados da humanidade
Profecia no Velho Testamento: “Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.” (Isaías 53:5,6)
Cumprimento no Novo Testamento: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11) “Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: “Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito por meio dos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará.” (Lucas 18:31-33) “Então Pilatos tomou a Jesus e ordenou que fosse açoitado. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele. Vestiram-no com uma capa de púrpura, e, chegando-se a ele, diziam: “Salve, rei dos judeus!” E batiam-lhe no rosto.” (João 19:1-3) “Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico é chamado Gólgota). Ali o crucificaram…” (João 19:17-18)
Comentários de Jesus das profecias do Velho Testamento sobre ele mesmo:
“Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito.” (João 5:39)
“Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito.”(João 5:46)
“Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: “Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito por meio dos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará.”(Lucas 18:31-33)
Depois que ele ressuscitou dos mortos…
Ele lhes disse: “Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram! Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?” E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras. (Lucas 24:25-27)
E disse-lhes: “Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras. E lhes disse: “Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas.” (Lucas 24:44-48)

O Evangelhos são apresentados como algo verídico, “Assim foi”.

Até mesmo os relatos sobre Jesus fazendo milagres é escrito sem sensacionalismo ou misticismo. Um exemplo típico é o registro de Lucas, capítulo 8, onde Jesus traz de volta à vida uma menina. Preste atenção nos detalhes e clareza deste relato:
Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte.
Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia. E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia e gastara tudo o que tinha com os médicos;* mas ninguém pudera curá-la.
Ela chegou por trás dele, tocou a borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia.
“Quem tocou em mim?”, perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: “Mestre, a multidão se aglomera e te comprime”. Mas Jesus disse: “Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder”.
Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que o tinha tocado e como fora instantaneamente curada. Então ele lhe disse: “Filha, a sua fé a curou!* Vá em paz”.
Enquanto Jesus ainda estava falando, chegou alguém da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga, e disse: “Sua filha morreu. Não incomode mais o Mestre”. Ouvindo isto, Jesus disse a Jairo: “Não tenha medo; tão somente creia, e ela será curada”.
Quando chegou à casa de Jairo, não deixou ninguém entrar com ele, exceto Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da criança. Enquanto isso, todo o povo estava se lamentando e chorando por ela. “Não chorem”, disse Jesus. “Ela não está morta, mas dorme”. Eles riam dele, sabendo que ela estava morta.
Mas ele a tomou pela mão e disse: “Menina, levante-se!” O espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente. Então Jesus lhes ordenou que lhe dessem de comer. Os pais dela ficaram maravilhados, mas ele lhes ordenou que não contassem a ninguém o que acontecera.
Assim como outros relatos de Jesus curando pessoas, este tem uma marca de autenticidade. Se fosse ficção, parte dele teria sido escrito de uma forma diferente. Por exemplo, num registro fictício não haveria uma interrupção de algo que estivesse acontecendo. Se fosse ficção, as pessoas que lamentavam não teriam rido da afirmação de Jesus; ficariam zangados talvez, ou magoada por isso, mas não ririam. E ao escrever uma ficção, teria Jesus ordenado aos pais que ficassem quietos sobre aquilo? Você esperaria que a cura fizesse um grande momento. Mas a vida real não é tão certinha. Existem interrupções. As pessoas reagem estranhamente. E Jesus tinha suas razões para não querer que os pais espalhassem isso.
O melhor teste de autenticidade dos Evangelhos é ler você mesmo. Eles devem ser lidos como um relato de eventos reais ou como ficção? Se é real, então Deus se revelou a nós. Jesus veio, ensinou, inspirou e atraiu milhões que lêem suas palavras e sobre sua vida hoje. O que Jesus afirmou nos evangelhos, muitos têm descoberto ser uma verdade confiável: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10:10)

Para uma comparação do Novo Testamento com outros textos antigos…

Veja aqui como o Novo Testamento se compara a outros escritos antigos*:

(*Josh McDowell, Evidências que provam um veredito, Thomas Nelson Publishers, 1999)

A lista de alguns dos maiores achados arqueológicos…


(Usado com permissão de http://www.defendingthefaith.com)
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