sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Por que você pode acreditar na Bíblia?

(por EveryStudent.com)


Quem escreveu a Bíblia? Como ela se compara aos outros livros “sagrados”?

O Alcorão veio de Maomé. O livro dos Mórmons veio de Joseph Smith. Mas a Bíblia é única, dentre os muitos livros sagrados do mundo. Não foi escrita por uma só pessoa. Pelo contrário, o Velho e o Novo Testamento foram escritos por 40 autores diferentes, provenientes da Ásia, África e Europa, num espaço de tempo de 1600 anos.
Os escritores da Bíblia – mesmo em um período de tempo tão longo – transmitiram todos a mesma mensagem básica: o Deus que criou os céus e a terra providenciou uma maneira para que as pessoas pudessem conhecê-lo pessoalmente.
Além da autoria singular, a Bíblia também tem o melhor histórico de profecias que mais tarde foram cumpridas detalhadamente. Por exemplo, vários profetas do Velho Testamento fizeram mais de 300 profecias específicas sobre a vinda do Messias, onde ele nasceria, onde cresceria, etc. Elas foram todas perfeitamente cumpridas por Jesus Cristo centenas de anos depois. Essas e muitas outras profecias cumpridas mostram porque os escritores podiam escrever: “Assim diz o Senhor…” – eles estavam falando por Aquele que sabe “o fim desde o começo” (Isaías 46:10)
A arqueologia também repetida vezes confirma nomes de pessoas, eventos históricos e detalhes geográficos, exatamente como registrado no Velho e no Novo Testamentos. Embora a arqueologia não possa provar a veracidade espiritual da Bíblia, as descobertas mostram a confiabilidade da Bíblia como um relato histórico.

Também, comparada com outros escritos antigos, a Bíblia foi extraordinariamente preservada através do tempo. Comparado com somente sete manuscritos da obra de Platão, existem mais de 5 000 manuscritos do Novo Testamento. E quando o texto de todos esses volumes são comparados uns com os outros, descobre-se que eles são 99,5% consistentes.

A Bíblia é historicamente verdadeira? Os Evangelhos estão corretos sobre Jesus?

Como podemos saber se os Evangelhos biográficos sobre a vida de Jesus são verdadeiros? Quando os historiadores tentam determinar a confiabilidade de uma biografia, eles perguntam: “As numerosas fontes relatam os mesmos detalhes sobre esta pessoa?”
Por exemplo, imagine que você coleciona biografias do ex-presidente americano John F. Kennedy. Uma biografia diz que JFK devotou dez anos de sua vida vivendo como um pregador na África do Sul. Uma outra diz que ele freqüentemente fazia discursos em chinês mandarim. Mas, quando você pergunta para aqueles que eram próximos do ex-presidente, eles respondem enfaticamente que JFK nunca foi pregador, nunca morou na África do Sul e nunca falou Mandarim. A credibilidade dessas biografias está hoje fora de questão. Todavia, se numerosas fontes relatassem esses fatos sobre JFK, a repetição dessas informações fariam com que elas parecessem verdadeiras.
Considerando Jesus de Nazaré, encontramos múltiplas biografias relatando fatos similares sobre a sua vida? Sim. Há quatro livros do Novo Testamento (chamados evangelhos) que dão detalhes precisos sobre a vida de Jesus. Quem escreveu os evangelhos? Dois destes livros foram escritos por homens que conheciam Jesus pessoalmente e viajaram com Ele por mais de três anos. (Mateus e João), os outros dois livros foram escritos por pessoas muito próximas dos apóstolos de Jesus.

Cada um dos quatro autores registrou narrativas muito detalhadas da vida de Jesus. Como você poderia esperar de vários escritores que escrevem sobre a vida de uma pessoa real, há concordância nos fatos, mas também há singularidade e variações nas apresentações. E cada biografia é apresentada sem sensacionalismo ou floreamentos criativos, mas em um estilo jornalístico do tipo “assim é como foi”. Os evangelhos dão nomes geográficos específicos e detalhes culturais que foram confirmados por historiadores e arqueólogos. As mensagens nos evangelhos também indicam autenticidade.
Assim, o conteúdo das mensagens de Jesus e suas interações com os outros são obviamente singulares e determinadas de forma precisa no tempo. Suas declarações eram diferentes do que era correntemente ensinado no Judaísmo. E seus ensinamentos omitiam tópicos que a Igreja primitiva provavelmente teria gostado que Jesus ensinasse. Isso confirma que os biógrafos foram corretos, não atribuindo a Jesus palavras a partir de uma perspectiva posterior.

História da Bíblia. Antigos historiadores também escreveram sobre Jesus?

Sim. Cornelius Tacitus (d.C. 55-120), um historiador do primeiro século de Roma, que “é considerado como um dos mais corretos historiadores do mundo antigo” (Josh McDowell, The New Evidence that Demands a Verdict, Thomas Nelson Publishers, 1999, p. 55). Um trecho de Tacitus nos conta como Nero “infligiu as mais terríveis torturas a uma classe… chamada cristãos. Christus [Cristo], de onde o nome teve sua origem, sofreu penalidades extremas durante o reino de Tiberius nas mãos de um dos nossos procuradores, Pontius Pilatus…” (Tacitus, A. 15.44). Em contraste, o Alcorão mulçumano, escrito seis séculos depois que Jesus viveu, relatou que Jesus nunca foi crucificado, apesar de isso ser um fato confirmado por inúmeros historiadores seculares. (Comentários do Dr. William Lane Craig, em uma audiência de faculdade, em dezembro de 2001: “Nas páginas do historiador judeu Josephus aprendemos que Jesus foi executado pela autoridade romana sob Pôncio Pilatos por meio da crucificação. E Tacitus, o historiador romano, também nomeia Pôncio Pilatos como o responsável pela execução de Jesus através da crucificação. De acordo com Josephus e um escritor sírio, Mara Bar-Serapion, as autoridades judias participaram dos acontecimentos que ocorreram durante a execução de Jesus e justificaram isso como uma empreitada apropriada contra a heresia. Assim, em fontes extra-bíblicas, judias e romanas, temos a evidência do julgamento de Jesus, do envolvimento tanto das autoridades judias quanto das autoridades romanas, do modo de sua execução, a saber através da crucificação. E esses fatos estão fixados firmemente, como uma âncora na história. Nenhum estudioso da história, nenhum historiador nega isto. Pelo contrário, eles estão tão firmemente fixados que, na verdade, se tornaram um critério de autenticidade.”)
Flavius Josephus, um historiador judeu (D.C 38-100), escreveu sobre Jesus em seu livro “Antiguidades Judias”. Segundo Josephus, “nós aprendemos que Jesus era um homem sábio que fez feitos surpreendentes, ensinou a muitos, ganhou seguidores entre judeus e gregos, foi tido como Messias, acusado pelos líderes judeus, condenado a ser crucificado por Pilatos, e considerado ressurreto” (Wilkins, Michael J. & Moreland, J.P, Jesus Under Fire, Zondervan Publishing House, 1995, p. 40).

Suetonius, Pliny, o Jovem, e Thallus também escreveram sobre a adoração a Cristo e a perseguição na mesma época dos relatos do Novo Testamento.
Até mesmo o Talmude judeu, novamente não uma fonte favorável sobre Jesus, confirma a maioria dos eventos de Sua vida. Do Talmude, “aprendemos que Jesus foi concebido fora do matrimônio, ajuntou discípulos, fez declarações blasfêmicas sobre si mesmo e fez milagres, mas esses milagres eram atribuídos à bruxaria e não a Deus.” (Ibid)
Essa informação é extraordinária, considerando-se que a maioria dos antigos historiadores tinha seu foco em líderes políticos e militares. Apesar disso, judeus, gregos e romanos da Antiguidade (que não eram ardentes seguidores de Jesus) substanciaram os maiores eventos que estão presentes nos quatro evangelhos.

Teria o Novo Testamento mudado e sido corrompido com o passar do tempo?

Algumas pessoas têm a idéia de que o Novo Testamento foi traduzido “tantas vezes” que ficou corrompido através das etapas da tradução. Bem, se essas traduções fossem feitas a partir de outras traduções, eles teriam razão. Mas as traduções não são feitas a partir de traduções, mas do texto original em grego encontrado nos manuscritos antigos.
Sabemos que o Novo Testamento que temos hoje é verdadeiro e corresponde a sua forma original porque:
1. Temos um enorme número de cópias manuscritas -mais de 5000.
2. As palavras contidas nessas cópias estão concordando umas com as outras em 99,5% de concordância.
3. As cópias foram encontradas muito perto de sua data original de autoria -veja o link no final desta seção.

Quando se compara o texto de uma cópia do manuscrito com outra, a compatibilidade é surpreendente. Algumas vezes, a ortografia da palavra pode variar, ou palavras podem estar transpostas, mas isso tem poucas conseqüências. Quanto à ordem das palavras, Bruce M. Metzger, professor emérito no Seminário Teológico de Princeton, explica: “Faz uma enorme diferença em inglês quando você diz: ‘Cachorro morde homem’ ou ‘Homem morde cachorro’ -a ordem da seqüência é determinante em inglês. Mas em grego não. Uma palavra funciona como sujeito da frase independente do lugar onde a palavra se posiciona na seqüência.” (Strobel, Lee. The Case for Christ, Zondervan Publishing House, 1998, p. 83). E as discrepâncias? As variações nos manuscritos são “tão raras” que os estudiosos Norman Geisler e William Nix concluem: “O Novo Testamento, então, não só sobreviveu em mais manuscritos do que qualquer outro livro da antiguidade, mas também sobreviveu de forma mais pura do que qualquer outro grande livro -uma forma que é 99,5 por cento pura.”(Ibid., p. 85)

Dr. Ravi Zacharias, um estudioso visitante na Universidade de Cambridge, também comenta: “Em termos reais, o Novo Testamento é facilmente o escrito antigo melhor atestado, em termos da enorme quantidade de documentos, de espaço de tempo entre os eventos e os documentos, e da variedade de documentos disponíveis para sustentá-lo ou contradizê-lo. Não há nada nas evidências dos antigos manuscritos que comprometa tal credibilidade e integridade de texto.” (Ravi Zacharias , Can Man Live Without God?, Word Publishing, 1994), p. 162)
O Novo Testamento é o documento antigo mais confiável da humanidade. Sua integridade textual é mais certa do que a dos escritos de Platão ou do que a da Ilíada de Homero.

Existem contradições no Novo Testamento?

Alguns dizem que a Bíblia descartam está cheia de contradições. Aqui está um exemplo: Pilatos colocou um sinal na cruz onde Jesus foi pendurado, acima da cabeça de Jesus. Três evangelhos registram o que estava escrito naquele sinal:
Em Mateus: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”
Em Marcos: “O Rei dos Judeus”
Em João: “Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”

As palavras das três frases são diferentes, mas as mensagens não entram em conflito. E quais seriam as palavras exatas? Em Grego, língua em que os evangelhos foram escritos, não se usam símbolos para marcar citações, como fazemos em português. Assim, quando os autores estavam escrevendo sobre Jesus, alguns poderiam estar parafraseando ou citando de forma direta, nós não sabemos. Isso deve explicar as sutis diferenças nas passagens.

Eis um outro exemplo de aparente contradição: Jesus disse a seus discípulos: “Não julgueis para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Algumas declarações depois Jesus diz a eles: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. Então, era para os discípulos de Jesus julgarem as pessoas ou não? E o exemplo de Jesus? Em Mateus 23:15, Ele diz: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós”. Isso soa um pouco como um julgamento…
Como isso tudo é conciliado? Quando você examina mais os evangelhos você acha uma mensagem consistente de que Jesus não quer que seus seguidores olhem para os outros com atitude superior, sendo crítico com os outros, acusando os outros em coisas que eles também são falhos. No entanto, Jesus também quer que eles sejam espertos e não caiam em falsos ensinamentos. Jesus, que, sendo Deus, tem o direito de julgar, acusou de forma consistente os fariseus de serem hipócritas, orgulhosos, e egoístas, ao invés de servir a Deus como deveriam fazer.
Esses casos são típicos da aparente contradição do Novo Testamento. Muitos são geralmente resolvidos pelo próprio texto ou pelo entendimento do contexto histórico da época.

A arqueologia mostra erros no Novo Testamento?

A arqueologia não pode provar que a Bíblia é a Palavra de Deus; contudo, ela pode substanciar sua exatidão histórica.Os arqueólogos têm sistematicamente descoberto os nomes dos oficiais do governo, reis, cidades e festivais mencionados na Bíblia – algumas vezes pessoas ou lugares que os historiadores não achavam que existiam. Por exemplo, o Evangelho de João fala sobre Jesus curando um paralítico, perto do tanque de Betesda. O texto descreve inclusive os cinco pavilhões (caminhos) que levam até o tanque. Estudiosos não acreditavam que o tanque existisse mesmo, até que os arqueólogos o acharam a quarenta pés abaixo do solo, completo com os cinco pavilhões (Strobel, p. 132).
A Bíblia tem uma riqueza de detalhes históricos tremenda, porém, nem tudo o que foi mencionado nela foi encontrado pela arqueologia. Contudo, nenhum achado arqueológico criou conflito com o que a Bíblia registrou (O renomado arqueólogo judeu, Nelson Glueck, escreveu: “Deveria estar sublinhado categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referência bíblica” citado pro Josh McDowell, The New Evidence That Demands a Verdict, Thomas Nelson Publishers, 1999, p. 61).

Em contraste, o repórter Lee Strobel comenta sobre o livro dos Mórmons: “A arqueologia, repetidamente, falhou em substanciar suas afirmações sobre os eventos que supostamente ocorreram há muito tempo nas Américas. Eu lembro ter escrito para o Instituto Smithsonian para investigar sobre a existência de qualquer evidência que confirmasse as afirmações do Mormonismo, somente para ouvir de forma inequivocada que os arqueólogos do instituto não vêem conexão direta entre a arqueologia do Novo Mundo e o objeto do livro”. Arqueólogos nunca localizaram as cidades, pessoas, nomes ou lugares mencionados no Livro dos Mórmons (Strobel, p. 143-144).
Em comparação, muitas das localidades antigas mencionadas por Lucas, no Livro de Atos, do novo Testamento, foram identificados pela arqueologia. “Ao todo, Lucas deu o nome de trinta e dois países, cinqüenta e quatro cidades e nove ilhas sem um erro” (Geisler, Norman L. Baker Encyclopedia of Christian Apologetics, Grand Rapids: Baker, 1998). A arqueologia também refutou muita das teorias infundadas sobre a Bíblia. Por exemplo, ainda ensinado em algumas faculdades hoje, o Documentário de Hipóteses JEPD sugere que Moisés não poderia ter escrito o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia), porque a escrita não existia em seus dias. Então arqueólogos descobriram o “Black Stele” uma placa de basalto preto esculpida: “tinha caracteres de escrita cuneiforme e continha detalhes da lei Hammurrabi”. Era isto pós-Moisés? Não! Era pré-Moisés, e não somente isso, era também pré-Abraão (2000 AC). Precedia os escritos de Moisés por pelo menos três séculos. A ‘Hipótese do Documentário’ ainda é ensinada, mesmo que seu fundamento tenha sido erradicado e demonstrado ser falso (Josh McDowell, Evidence That Demands a Verdict, 1972, p. 19).
Um outro grande achado arqueológico confirmando um alfabeto antigo é a descoberta das Tábuas do Ebla, no norte da Síria em 1974. Essas 14 000 tábuas de argila são tidas como sendo de 2300 anos a.C., centenas de anos antes de Abraão. As tábuas descrevem uma cultura e um modo de viver similar ao registrado em Gênesis entre os capítulos 12 e 50.
É significante notar que a arqueologia não desarmou todas as críticas e argumentos contra a Bíblia. Contudo, olhando-se para o que foi encontrado pela arqueologia, a veracidade histórica da Bíblia está seguramente intacta. Para um maior estudo:

Quem escreveu o Novo Testamento? Por que não aceitar os evangelhos apócrifos, gnósticos ou o evangelho de Tomás?

Existem razões sólidas para confiar na lista atual de livros do Novo Testamento. Como mencionado anteriormente, os escritores dos Evangelhos Mateus, Marcos, Lucas e João eram seguidores próximos de Jesus. Os outros autores eram considerados dignos de confiança também: Tiago e Judas (meio-irmãos de Jesus, que, inicialmente, não acreditavam nELe), Pedro (um dos 12 apóstolos), e Paulo (a quem Jesus fez apóstolo depois de sua morte e ressurreição). A igreja sabia sobre esses homens e sua ligação com Jesus. Além de tudo, o que eles escreveram era consistente com o que as pessoas tinham visto e escutado sobre Jesus, passado adiante para seus filhos.
Assim, quando outros livros foram escritos e apareceram centenas de anos mais tarde (como o Evangelho de Pedro, apesar de Pedro já ter morrido há muito tempo), não foi difícil para a igreja identificá-los como falsos, forjados.

Um outro exemplo é o evangelho de Tomás (a quem Maomé faz referência no Alcorão). O Evangelho de Tomás foi escrito por volta de 140 d.C., muito depois da morte de Tomás. Apesar de ter algumas semelhanças com o autêntico Evangelho de Mateus do Novo Testamento, também continha mensagens radicalmente diferentes. A descrição de Jesus não correspondia a nada do que a igreja primitiva sabia ser verdade sobre Ele.
Aqui está um exemplo que mostra o contraste entre os evangelhos do Novo Testamento e os evangelho de Tomás. Por todos os evangelhos do Novo Testamento, Jesus tratava as mulheres com uma dignidade não típica da cultura do Oriente Médio dos dias de Jesus . Ele ensinou às mulheres tanto quanto aos homens, falou contra as leis de divórcio injustas, era gentil com as mulheres (até mesmo com as de caráter questionável) e depois da ressurreição apareceu primeiro para as mulheres, encarregando-as de dar a mensagem de que Ele estava vivo. O respeito de Jesus pelas mulheres contrariava todas as normas culturais e era um dos assuntos que deixavam os líderes religiosos de sua época enraivecidos. Contudo, o Evangelho de Tomás contém afirmações completamente contraditórias sobre Jesus: “Deixe Maria sair da nossa presença porque as mulheres não são dignas da vida” (Strobel, p. 89). E: “porque toda mulher que se fizer homem entrará no reino dos céus” (Ibid.).
Enquanto os livros, como o evangelho de Tomás, eram escritos e difundidos pela igreja primitiva, não era difícil para as pessoas discernir o que era forjado. Falsos escritos contradiziam os saberes ensinados por Jesus e pelo Velho Testamento e, continham, muitas vezes, erros históricos ou geográficos (Bruce, F.F. The Books and the Parchments: How We Got Our English Bible, Fleming H. Revell Co., 1950, p. 113).
Assim sendo, uma lista oficial de livros do Novo Testamento se tornou necessário: 1) Os Cristãos estavam sendo martirizados e os livros estavam sendo destruídos (então, qual deles proteger?); 2) na tradução dos livros para o sírio e o latim antigo, uma lista de livros que tinham autoridade foi importante; 3) falsos livros e falsos ensinamentos estavam sempre desafiando a igreja e a liderança precisava ser clara. Em 367 d.C., Athanásio formalmente listou os 27 livros do Novo Testamento (a mesma lista que nós temos hoje). Um pouco depois, Jerônimo e Agostinho circularam a mesma lista.

História do Novo Testamento. Porque levou 30 ou 40 anos para os Evangelhos do Novo Testamento serem escritos?

A principal razão para que os relatos do Evangelho não fossem escritos imediatamente depois da morte e ressurreição de Jesus é que não havia aparente necessidade de nenhum desses escritos. Inicialmente, os evangelhos foram espalhados oralmente em Jerusalém. Não havia necessidade de compor um relato escrito da vida de Jesus, porque os habitantes da região de Jerusalém eram testemunhas de Jesus e estavam cientes de seus ensinamentos (Veja Atos 2:22, 3:13, 4:13, 5:30, 5:42, 6:14).
Contudo, quando os evangelhos espalharam-se para além de Jerusalém, e as testemunhas oculares não estavam mais facilmente acessíveis, houve uma necessidade de se escrever relatos para educar os outros sobre a vida e o ministério de Jesus. Muitos estudiosos datam os evangelhos como tendo sido escritos de 17 a 32 anos depois da morte de Jesus.

Lucas nos dá um pouco mais de compreensão sobre isso, colocando no começo do seu Evangelho, a razão de tê-lo escrito: “Visto que muitos empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído.” (Lucas 1:1-3)
João também dá algumas razões para escrever seu Evangelho: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Eles, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome.” (João 20:30,31)
Você já leu alguma vez algum trecho dos Evangelhos do Novo Testamento? Para ler uma amostra do Evangelho de João, clique aqui.
E se você quiser saber mais sobre Jesus, esse artigo lhe dará um pequeno resumo de sua vida: Mais do Que Uma Fé Cega.

Faz alguma diferença se Jesus realmente fez e disse o que está nos Evangelhos?

Sim. Para que a fé tenha realmente valor, ela deve ser baseada em fatos, na realidade. Veja o porquê. Se você estiver voando para Londres, você provavelmente terá fé de que o avião está com o tanque cheio, de que é mecanicamente confiável, de que o piloto foi treinado, de que não há terroristas a bordo… A sua fé, no entanto, não é o que vai levar você a Londres. A sua fé é útil na medida em que lhe coloca no avião. Mas o que na verdade leva você para Londres é a integridade do avião, do piloto etc… Você pode confiar na sua experiência positiva de vôos passados. Mas sua experiência positiva não seria suficiente para levar aquele avião para Londres. O que importa é o objeto da sua fé – ele é confiável?
Acreditar em Deus requer algumas razões objetivas, ou então se torna uma fé fraca, meramente esperançosa que poderia mudar tão freqüentemente quanto muda as experiências de uma pessoa. Se a vida estiver indo bem para uma pessoa na França, então ela conclui que Deus está lá e que Ele é muito bom. Mas e para a pessoa na Índia, cujo estilo de vida não é tão confortável? Deus está realmente lá? Seria Deus disponível e útil para essa pessoa? Como você sabe? Veja: fé não é a questão principal, mas o que a sustenta.

Assim, esta questão é importante: o Novo Testamento é uma apresentação de Jesus correta, confiável? Sim. Podemos confiar no Novo Testamento porque há inúmeros fatos que confirmam isso. Esse artigo tocou nos seguintes pontos: concordância histórica; concordância arqueológica; as biografias dos quatro evangelhos estão em concordância; as profecias cumpridas mostram a intervenção divina; há continuidade com os autores do Velho Testamento da Bíblia; a preservação das cópias dos documentos é impressionante; a fidelidade das traduções é muito alta e elas apresentam uma visão consistente de Deus por mais de 1600 anos. Tudo isso dá um fundamento sólido para acreditar no que lemos no Novo Testamento: que Jesus é Deus, o Filho, que veio para nos dar vida.
Por favor, mande um e-mail para nós se você tiver outras perguntas.

Mais sobre profecias Bíblicas…

Setecentos anos antes de Jesus nascer, o livro de Isaías (encontrado no Velho Testamento) profetizou a vinda do Messias. Jesus não só cumpriu esta profecia, mas também cumpriu cerca de 300 declarações específicas sobre o Messias encontradas em todo o Velho Testamento. Abaixo está somente uma amostra do que encontramos no livro de Isaías quando comparada com o Novo Testamento…
Nascido de uma virgem
Profecia no Velho Testamento: “Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel [Deus conosco].”(Isaías 7:14)
Cumprimento no Novo Testamento: “Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: sua mãe Maria estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1:18,24,25)
Ministério de milagres
Profecia no Velho Testamento: “Então se abrirão os olhos dos cegos e se destaparão os ouvidos dos surdos. Então os coxos saltarão como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria. Águas irromperão no ermo e riachos no deserto.” (Isaías 35:5,6)
Cumprimento no Novo Testamento: “Jesus respondeu: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres.” (Mateus 11:4,5)
Morreu pelos pecados da humanidade
Profecia no Velho Testamento: “Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.” (Isaías 53:5,6)
Cumprimento no Novo Testamento: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11) “Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: “Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito por meio dos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará.” (Lucas 18:31-33) “Então Pilatos tomou a Jesus e ordenou que fosse açoitado. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele. Vestiram-no com uma capa de púrpura, e, chegando-se a ele, diziam: “Salve, rei dos judeus!” E batiam-lhe no rosto.” (João 19:1-3) “Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico é chamado Gólgota). Ali o crucificaram…” (João 19:17-18)
Comentários de Jesus das profecias do Velho Testamento sobre ele mesmo:
“Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito.” (João 5:39)
“Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito.”(João 5:46)
“Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: “Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito por meio dos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará.”(Lucas 18:31-33)
Depois que ele ressuscitou dos mortos…
Ele lhes disse: “Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram! Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?” E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras. (Lucas 24:25-27)
E disse-lhes: “Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras. E lhes disse: “Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas.” (Lucas 24:44-48)

O Evangelhos são apresentados como algo verídico, “Assim foi”.

Até mesmo os relatos sobre Jesus fazendo milagres é escrito sem sensacionalismo ou misticismo. Um exemplo típico é o registro de Lucas, capítulo 8, onde Jesus traz de volta à vida uma menina. Preste atenção nos detalhes e clareza deste relato:
Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte.
Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia. E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia e gastara tudo o que tinha com os médicos;* mas ninguém pudera curá-la.
Ela chegou por trás dele, tocou a borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia.
“Quem tocou em mim?”, perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: “Mestre, a multidão se aglomera e te comprime”. Mas Jesus disse: “Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder”.
Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que o tinha tocado e como fora instantaneamente curada. Então ele lhe disse: “Filha, a sua fé a curou!* Vá em paz”.
Enquanto Jesus ainda estava falando, chegou alguém da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga, e disse: “Sua filha morreu. Não incomode mais o Mestre”. Ouvindo isto, Jesus disse a Jairo: “Não tenha medo; tão somente creia, e ela será curada”.
Quando chegou à casa de Jairo, não deixou ninguém entrar com ele, exceto Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da criança. Enquanto isso, todo o povo estava se lamentando e chorando por ela. “Não chorem”, disse Jesus. “Ela não está morta, mas dorme”. Eles riam dele, sabendo que ela estava morta.
Mas ele a tomou pela mão e disse: “Menina, levante-se!” O espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente. Então Jesus lhes ordenou que lhe dessem de comer. Os pais dela ficaram maravilhados, mas ele lhes ordenou que não contassem a ninguém o que acontecera.
Assim como outros relatos de Jesus curando pessoas, este tem uma marca de autenticidade. Se fosse ficção, parte dele teria sido escrito de uma forma diferente. Por exemplo, num registro fictício não haveria uma interrupção de algo que estivesse acontecendo. Se fosse ficção, as pessoas que lamentavam não teriam rido da afirmação de Jesus; ficariam zangados talvez, ou magoada por isso, mas não ririam. E ao escrever uma ficção, teria Jesus ordenado aos pais que ficassem quietos sobre aquilo? Você esperaria que a cura fizesse um grande momento. Mas a vida real não é tão certinha. Existem interrupções. As pessoas reagem estranhamente. E Jesus tinha suas razões para não querer que os pais espalhassem isso.
O melhor teste de autenticidade dos Evangelhos é ler você mesmo. Eles devem ser lidos como um relato de eventos reais ou como ficção? Se é real, então Deus se revelou a nós. Jesus veio, ensinou, inspirou e atraiu milhões que lêem suas palavras e sobre sua vida hoje. O que Jesus afirmou nos evangelhos, muitos têm descoberto ser uma verdade confiável: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10:10)

Para uma comparação do Novo Testamento com outros textos antigos…

Veja aqui como o Novo Testamento se compara a outros escritos antigos*:

(*Josh McDowell, Evidências que provam um veredito, Thomas Nelson Publishers, 1999)

A lista de alguns dos maiores achados arqueológicos…


(Usado com permissão de http://www.defendingthefaith.com)

domingo, 30 de outubro de 2016

Deus procura por você


Certo artigo, de um reconhecido jornal, escrito por uma conceituada jornalista relatou os extraordinários esforços de um grupo de pessoas de meia-idade, que tenta encontrar o carro favorito que um dia eles tiveram, mas perderam. Pesquisam anúncios de carros na internet, telefonam para ferros-velhos e contratam especialistas que cobram pequenas fortunas por hora, para ajudá-los a encontrar o automóvel que já simbolizou sua juventude. Eles querem o carro que possuíram, não apenas uma réplica.
Alguns considerariam que seus esforços são inúteis - um desperdício de tempo e dinheiro. No entanto, o valor de um carro, como o de muitos outros objetos, está nos olhos de quem o vê.
Em Lucas 15, as pessoas desprezadas por sua sociedade vieram ouvir Jesus, mas alguns líderes religiosos reclamaram dizendo: "Este recebe pecadores e come com eles" (v.2). Jesus contou três parábolas memoráveis para reafirmar como estes "pecadores" são valiosos para Deus. Ele contou sobre a ovelha perdida (vv 4-7), a dracma perdida (vv 8-10) e o filho pródigo (vv 11-32). Cada uma dessas parábolas retrata a angústia da perda, o esforço da busca e a alegria de encontrar algo de grande valor. Em cada história vemos a representação de Deus, o Pai amoroso, que se alegra com cada alma  perdida que é resgatada.

Mesmo que você se sinta distante de Deus hoje,
você tem grande valor para o Senhor. Ele o procura.

DCM - Pão Diário

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Em busca de perdão


Uma boa notícia precisa ser dada aos encurvados. Não aos fisicamente encurvados, por causa de algum problema de coluna. Mas aos emocionalmente encurvados, aqueles que estão carregando sobre os ombros há pouco tempo ou há muito tempo o peso das coisas erradas feitas por querer ou por não querer. Quem precisa dar essa boa notícia são os pais aos seus filhos, os pastores às suas ovelhas, o pároco aos seus paroquianos, os  profissionais de saúde mental aos seus pacientes, os amigos aos seus amigos.

A boa notícia é que o perdão existe. Perdão de toda coisa errada, de todo pecado, de toda transgressão, de todo equívoco, de todo crime, de toda loucura. Esse é o âmago do cristianismo. Essa é a razão pela qual Jesus veio ao mundo. Esse é o motivo pelo qual Jesus foi levado ao matadouro. Essa é a boa notícia que os missionários têm de levar até os confins da terra.

O perdão em sua plenitude é algo eticamente inadmissível. Só existe por causa da graça de Deus. A graça é maravilhosa demais, é alta demais, é larga demais, é comprida demais, é profunda demais. A graça não é prêmio, não é recompensa, não é brinde, não é sorteio, não é mercadoria, não é troco, não é pensamento positivo. A graça não é uma agradável mentira que os pastores, os párocos, os conselheiros e os psicólogos pregam para nós. Nem uma agradável mentira que nós pregamos para nós. Graça é graça e pronto.

O que pouco se sabe, o que pouco se prega, o que ainda não foi plenamente atinado, tanto pelo necessitado do perdão como pelos pregadores do perdão, é que o perdão nunca vem sozinho. Ele está atrelado a outros resultados. Quando o perdão chega, chegam também os seus componentes, os seus acompanhantes, o seu séquito, a sua trupe.

Encurvados, prestem atenção! Pastores, párocos, missionários, psicólogos, pais e mães, avôs e avós -- todos -- prestem atenção. Os que estão internados em alguma clínica, os que estão encarcerados, os que estão no corredor da morte, os que estão no caminho do suicídio, os que estão no confessionário, prestem todos muita atenção! O perdão dado por Deus, o perfeito perdão, o perdão completo, o perdão proporcionado pela graça e tornado possível por causa da Sexta-feira Santa, torna-nos:

Livres da culpa -- a culpa some, a culpa vai embora, a culpa afoga-se no fundo do oceano (Mq 7.19).

Livres do remorso -- aquela dor no íntimo, aquela inquietação da consciência culpada, aquele remordimento constante some, vai embora, afoga-se no fundo do oceano.

Livres da vergonha -- aquele rosto corado de vergonha, aquele rosto ruborizado, aquela marca de Caim some, vai embora, afoga-se no fundo do oceano.

Livres da lembrança -- aquela triste história, aquele capítulo da vida, aquele horrível episódio some, vai embora, afoga-se no fundo do oceano.

A graça de Deus é perfeita, é completa, é curativa. Deus não faz nada pela metade. O perdão cura tudo, não apenas parte, não apenas a metade, não apenas 99% do trauma. Imaginemos se Pedro ficasse livre apenas da culpa, e continuasse por toda a vida com o remorso, a vergonha e a lembrança daquele fracasso da tríplice negação!

Essa pastoral está firmada na promessa de Deus a Jerusalém até então coberta de vileza:
“Não tenha medo, pois não provarás mais vergonha, não te sintas mais ultrajada, pois não precisarás enrubescer, esquecerás a vergonha de tua adolescência, a chacota sobre a tua viuvez, não te lembrarás mais dela!” (Is 54.4, TEB).

Elben César

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Deus está superado?


A maioria das pessoas crê em alguma espécie de Deus. Até o ateu praticante, de vez em quando manifesta algum sentimento de saudade em direção a Deus. Há algum tempo, alguém numa convenção de ateus disse: "Sou ateu, graças a Deus !".

A sede de Deus é universal. Em todos os tempos e lugares as pessoas sempre procuraram a Deus, na esperança de encontrá-Lo. Há um vazio e o homem procura preencher esse vazio.

Todos nós admitimos que há Alguém no alto. As coisas não apareceram sozinhas. Mas muitas vezes essa Pessoa parece muito distante - parece uma névoa.
Talvez você, meu prezado amigo esteja a evitar um encontro com Deus. E se alguém lhe segreda que Deus não existe, sente-se aliviado ... Mas, apenas por poucos instantes, porque a inquietação regressa momentos depois.

Muitas pessoas procuram alienar-se de qualquer responsabilidade perante Deus desculpando-se com a sua vida muito ocupada - o trabalho, a família, as finanças, etc. Mas isso não isenta a pessoa - pelo contrário, responsabiliza-a mais, porque não quer dar um só minuto a Deus.

Outras pessoas consideram Deus como uma "Boa Pessoa", e reconhecem que foi Ele quem deu vida ao homem e tudo criou. Lisonjeiam a Deus, mas Deus não quer esse tipo de atitude. O que Deus deseja é reconhecimento de pecado, humildade e arrependimento.

Mas se há pessoas que lisonjeiam a Deus quando tudo lhes corre bem, já O aviltam e culpam quando as suas coisas particulares parecem desanimadoras. Nos dias sombrios Deus parece perdido e o desespero toma conta dessas pessoas. Dizem: "Onde está Deus, logo agora quando preciso dEle?"

DEUS... ONDE ESTÁ DEUS? Meu amigo, Deus está mesmo ao seu lado. Se você estendesse um pouco mais a sua mão, em espírito, conseguiria tocar nEle. Quando diz "onde está Deus?", em vez de perguntar para o ar, fale com Ele, e Ele lhe responderá.

Todo o esforço intelectual que faça para se aproximar de Deus de nada lhe valerá. E sabe porquê ? Deus é um Deus pessoal, não um produto do raciocínio. É realidade, não uma ideia dimensional. É uma Pessoa. E você pode conhecê-Lo, se desejar.

Deus quer comunicar consigo. E sendo Deus Espírito, é Ele quem toma a iniciativa de comunicar. Isto porque Ele sabe que nós nunca conseguiríamos descobrir, mediante as nossas próprias capacidades, o caminho que conduz a Ele.

Na Bíblia, a Palavra de Deus, lemos que Jesus Cristo é o Único Caminho. Ele disse: "EU Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim." (S.João 14:6). O Caminho não é uma religião - é uma Pessoa: o Senhor Jesus Cristo.

Muitas pessoas procuram Deus nas boas obras, ou no cumprimento integral da lei de Deus. Isto são coisas boas, e Deus agrada-se que as pessoas façam bem. Mas isso não dá a salvação ao homem. Jesus Cristo disse: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mat. 16:26).
Lemos também na Bíblia que "pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie" (Efes. 2:8-9).

O único mandamento que existe, atualmente, para a salvação do homem é este: "O seu mandamento é este: Que creiamos no Nome do Unigênito Filho de Deus" (1.João 3:23). E esse Nome é o Senhor Jesus Cristo.

Se se encontrar com Jesus Cristo, conhecerá a Deus. E Ele é o "Único Deus e o Único Mediador entre Deus e os Homens, O Qual se deu a Si Mesmo em preço de redenção por todos" (2Tim. 2:5,6). O Senhor convida. Ele diz:"Olhai para Mim, e sereis salvos, vós todos os termos da terra; porque Eu sou Deus, e não há outro" (Isaías 45:22).

Porque temos que olhar para Deus? Porque "todos nós pecamos, e estamos separados da glória de Deus" (Rom. 3:23), pois cada pessoa que ainda não recebeu o Senhor Jesus anda "desgarrado como uma ovelha, desviando-se pelo seu próprio caminho" (Isa. 53:6), isto é, pelas ideias e concepções próprias.

Ora, o "salário do pecado é a morte" (Rom. 6:23). Porque todos nós pecamos, merecemos a morte. Mas Deus quer-lhe dar a vida eterna, gratuitamente. É uma graça, isto é, um favor que Deus lhe concede. Basta aceitar !

Numa altura, Paulo e Silas estavam presos numa cadeia na cidade de Filipos. Apesar de presos, cantavam e oravam a Deus, porque tinham paz. Eles tinham sido presos, não por fazerem mal algum, mas por falar de Jesus Cristo. A certo momento houve um grande terremoto. As portas das celas abriram-se e o carcereiro, pensando que todos os presos tinham fugido, procurou suicidar-se. Paulo impediu que ele fizesse isso. Depois, o carcereiro perguntou: "Que é necessário que eu faça para me salvar ?" E Paulo respondeu: "CRÊ NO SENHOR JESUS CRISTO E SERÁS SALVO" (At. 16:30 e 31).

Sim, Deus não está superado, e deseja conhecê-lo pessoalmente. Deseja perdoar os seus pecados e restabelecê-lo à comunhão com Ele. Lemos que "se confessarmos os nossos pecados (ao Senhor Jesus), Ele é Fiel e Justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça" (1.João 1:8,9).Não é isto maravilhoso ? Passar de um pecador carregado de condenação, para um filho de Deus, liberto, purificado e salvo eternamente ?

O Senhor Jesus continua a dizer: "Vinde a Mim. todos os os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei"(Mat. 11:28). E Ele assegura que "o que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora" ! (S.João 6:37). Não há qualquer hipótese de sermos rejeitados por Deus!

Não negligencie esta tão grande salvação. Jesus avisa que "aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece" (Jo. 3:36). Mas "a todos quantos O receberem, Deus dá-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no Seu Nome" (João 1:12).

Ainda hoje mesmo pode conhecer a Deus e confirmar pessoalmente como Deus não está superado, como Ele tem atuado e continuará a atuar, como Ele pode atuar especialmente na sua vida, transformando-a e dando real sentido.

Fonte: Irmaos.net

terça-feira, 15 de março de 2016

É possível conhecer Deus?


É POSSÍVEL CONHECER DEUS?
Todo o ser humano tem dentro de si a noção clara da existência do Deus pessoal, criador de todas as coisas e que nos fez à Sua imagem e semelhança. As evidências suficientes encontram-se à sua volta, desde o infinitamente grande do firmamento e do universo com os seus milhões de galáxias, de estrelas, de sóis, de luas, de planetas; até ao infinitamente pequeno da célula e do átomo. O próprio homem, o seu corpo, os órgãos que o compõem, o seu pensamento, a sua consciência e vontade, os seus afetos e emoções, a sua identidade e procura de significado e sentido, propósito e desígnio. O homem pergunta-se e interroga-se. O homem quer saber quem é. O homem questiona-se acerca das suas origens e do seu fim. O homem fala e comunica. O homem pensa, medita, reflete.
A Bíblia é bem clara a este respeito declarando de forma perentória que o homem é inexcusável diante da revelação natural que o envolve e do qual também faz parte. As consequências são transversais e envolvem a totalidade da vida humana. Nada escapa às suas consequências. Prestem atenção a esta paráfrase de Eugene H. Peterson, em “A Mensagem”, publicada pela Editora Vida, da carta aos Romanos no primeiro capítulo, os versículos de dezoito a trinta e dois:
“Mas o furor divino é despertado pela falta de confiança do ser humano em Deus, pelos erros repetidos, pelas mentiras acumuladas e pela manipulação da verdade. Mas a verdade essencial sobre Deus é muito clara. Abram os olhos e poderão vê-la! Se analisarem com cuidado o que Deus criou, serão capazes de ver o que os olhos deles não enxergam: o poder eterno, por exemplo, e o mistério do ser divino. Portanto, ninguém tem desculpa. Vejam o que aconteceu: a humanidade conhecia Deus perfeitamente, mas deixou de tratá-lo como Deus, recusando-se a adorá-lo, e foi reduzida a um tão terrível estado de insensatez e confusão que a vida humana perdeu o sentido. Eles fingem saber tudo, mas são ignorantes sobre a vida. Trocaram a glória de Deus, que sustenta o mundo, por imagens baratas vendidas na feira.
Então Deus se pronunciou: ‘Se é isso que vocês querem, é o que terão’. Não demorou muito para que fossem viver num chiqueiro, enlameados, sujos por dentro e por fora. Tudo porque trocaram o Deus verdadeiro por um deus falso e passaram a adorar o deus que fizeram no lugar de Deus que os fez – o Deus a quem bendizemos e que nosabençoa. Loucura total!
Então aconteceu o pior. Como se recusaram conhecer Deus, logo perderam a noção do que significa ser humano: mulheres não sabiam mais ser mulheres, homens não sabiam mais ser homens. Sexualmente confusos, abusaram um do outo e se degradaram, mulheres com mulheres, homens com homens – pura libertinagem, pois de modo algum isso pode ser amor. Mas eles pagaram caro por isso, e como pagaram: são vazios de Deus e do amor divino, perversos infelizes e sem amor humano.
Uma vez que eles não se importaram em reconhecer Deus, Deus desistiu deles e os deixou por conta própria. A vida deles agora é uma confusão só, um mal que desce ladeira abaixo. Eles tomam à força o que é alheio, são ambiciosos e caluniadores. Cheios de inveja, violência, brigas e trapaças, fizeram da vida um inferno. Olhem para eles: são maliciosos, venenosos, críticos ferozes de Deus, brigões, arrogantes, gente vazia e insuportável! Mestres em criar meios de destruir vidas e revoltados contra os pais. Não passam de seres tolos, asquerosos, cruéis e intransigentes. Até parece que eles não sabem o que fazem, mas têm plena consciência de que estão cuspindo no rosto de Deus – e não se importam! Pior ainda, premeiam quem faz as piores coisas com eficiência.”
O apóstolo Paulo que escreveu esta carta, quando discursava no areópago ateniense declarou: “O Deus que fez o mundo e tudo que está nele, o Senhor dos céus e da terra, não vive em santuários feitos sob medida, nem precisa que a raça humana se desgaste por causa dele, como se ele não pudesse tomar conta de si mesmo. Ele fez as criaturas! Nenhuma criatura o fez. Começando do nada, ele fez toda a raça humana e criou a terra habitável, com muito espaço e tempo para uma vida em que pudéssemos buscar Deus e que, em vez de ficar tateando na escuridão, pudéssemos de fato encontrá-lo. Ele não brinca de esconde-esconde conosco. Ele não está num lugar remoto: está bem próximo. Vivemos e nos movemos nele, não podemos escapar dele! Tanto é que um dos poetas de vocês disse com razão: ‘Somos criados por Deus’.” (Atos 17:24-29 – paráfrase “A Mensagem”, Eugene H. Peterson, Editora Vida)
Mas considerando que tudo isto ainda era pouco, para lá de toda a revelação escrita e dos vários homens que Deus levantou como Seus mensageiros, no tempo determinado desde a eternidade, o próprio Deus na pessoa de Jesus Cristo, entrou na história e deu-se a conhecer pessoalmente. Em Jesus temos Deus connosco – entre nós. “Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigénito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”(João 1:18 – JFA revista e atualizada). É possível conhecer Deus. Ele faz parte da nossa História sendo o Senhor dela. Nós podemos fazer parte da Sua História e Ele da nossa. Em Jesus temos a revelação da triunidade divina – o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Uma história maravilhosa que também pode ser a nossa. Uma comunhão absoluta à qual também somos chamados. Assim Jesus orou: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:21 – JFA revista e atualizada).
Samuel Pinheiro

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Por que temos de morrer?


Num dia de finados, uma garotinha que fora ao cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, visitar o túmulo da avó, perguntou à sua mãe: “Mamãe, por que a gente tem de morrer?” Por mais que tentasse alinhavar as palavras, a mulher não conseguiu dar uma resposta satisfatória à filha. E, assim, sem entender por que o ser humano tem de morrer, ambas choraram ante o túmulo do ente querido. 

O que a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, tem a dizer sobre esta pergunta? 
A morte é conseqüência do pecado. Deus não criou o homem para que este viesse a morrer. No entanto, por causa do pecado, a morte entrou no mundo, passando a vitimar, indistintamente, homens, mulheres e crianças. O pecado de Adão, o primeiro ser humano, foi transmitido a toda a sua descendência. 

Para que ninguém pense que a morte é uma injustiça da parte de Deus, a Palavra de Deus enfatiza de modo claro essa verdade: 

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3.23). 

A morte que acabou com a morte. Bem, agora você já sabe por que a gente tem de morrer, há outra importante notícia para você: Jesus Cristo veio ao mundo para destruir a maldição da morte. Depois do pecado de Adão, não apenas a morte física entrou no mundo; todos os seres humanos ali mesmo foram condenados à morte espiritual: separação de Deus — que se tornará uma separação eterna para aqueles que rejeitarem a obra de Cristo na cruz. 
Entretanto, a Palavra de Deus diz:
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Sim, Jesus morreu na cruz para que você e eu tivéssemos a vida eterna. 

A morte de Cristo acabou com a morte! Ele a venceu, ressuscitando ao terceiro dia. Para que você possa desfrutar a vida eterna, só lhe é necessária uma coisa, uma única coisa: aceitar a Jesus Cristo como o seu único e suficiente Salvador. Ele é a ressurreição e a vida! 



Fonte: CPAD

domingo, 24 de janeiro de 2016

Todos nós estamos fugindo


Jaqueline Santos


Se FUGIR fosse uma modalidade esportiva, seria a mais praticada por 99,9% da raça humana!!!
Em matéria de FUGIR do nosso passado triste e infeliz, dos problemas do presente, das incertezas do futuro e da vida difícil ou errada que levamos, somos fantásticos e altamente criativos. Fugimos de todos os modos, de variadas maneiras, mas o inevitável é que, pra onde quer que a gente fuja, nossas memórias ruins ou o nosso problema atual vai com a gente, como se fosse uma sombra a nos perseguir! Afff...
Tem gente que foge do passado, do presente e até do futuro.
São os mais variados caminhos:
Fogem através da bebida, do cigarro, das drogas...
Fogem através da prostituição, da pornografia, da traição...
Fogem comendo demais; fogem comendo de menos (e ainda vomitando tudo).
Fogem se escondendo; fogem se mostrando!
Fogem calados; fogem falando demais...
Fogem felizes da vida (só que não); fogem tristes e caem na armadilha da depressão...
Fogem procurando religiões de todos os credos; fogem procurando pessoas que possam ajudar (mas que também estão fugindo, coitadas); fogem inventando significados para suas vidas vazias!
Fogem tirando suas próprias vidas...

Eu também fujo.
Procuro (TENTO) fugir de coisas de altíssima periculosidade:
MINHA MENTE, MINHAS VONTADES, MINHA NATUREZA RUIM, EGOÍSTA E ORGULHOSA!!!!

Mas há uma esperança!
Uma luz no fim do túnel!
Descobri que há um lugar seguro para onde podemos fugir de tudo isso e ficarmos bem: A SOMBRA DO ONIPOTENTE, O CENTRO DA VONTADE DE DEUS.

SIM, DEUS!!!
O único lugar seguro, do qual podemos fugir de nós mesmos e ficarmos bem, ficarmos em paz!!!

À SOMBRA DE SUAS ASAS, NÓS PODEMOS DESCANSAR!!!!
FUJAMOS ENTÃO, PARA A PRESENÇA DE DEUS!



Porque Deus amou o mundo de uma tal maneira que DEU Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

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